Fiorde, essa formação geográfica linda

Os fiordes são grandes rasgos de água para dentro da terra, como uma península ao contrário, feita de água cercada por montanhas. Eles são formados pela erosão do gelo glaciar durante a era do gelo e existem na Noruega, Groelândia, Irlanda, Escócia, Canadá, EUA, Chile, Nova Zelândia e Antártida. Na Noruega, eles são orgulho nacional e um dos principais destinos de turismo no país. E estão por toda parte onde há um mar dando sopa.

O fiorde que decidi visitar é um dos mais famosos da Noruega devido à sua forma de S, às belíssimas cachoeiras formadas pelo degelo e à bela paisagem natural em volta. O Geirangerfjord é um braço do Sunnylvsfjord, portanto não deságua no mar. Volte à foto no começo do post e tente entender como esse lugar é lindo.

As casas tradicionais norueguesas têm o telhado de grama <3

O povoado de Geiranger não chega a ser nem um povoado. É apenas um amontoado de hotéis, bares e cafés para atender os turistas que vão até o fiorde. Do outro lado do ferry que atravessa o fiorde está o vilarejo de Hellesylt, um pouco maior que Geiranger e menos remoto.

Me hospedei no camping Vinje, que fica a 1,5 km do fiorde em si em Geiranger. Instalei minha barraca ao lado de uma cachoeira, fiz um churrasco de salsicha com uma churrasqueira descartável que comprei no supermercado e fui feliz passeando pelo vilarejo no dia que cheguei.

No primeiro dia estava chovendinho, mas ainda sim lindo lindo lindo. O jeito mais em conta de conhecer o fiorde inteiro é pegando um tíquete de ida e volta no ferry local entre Geiranger e Hellesylt. O passeio dura uma hora mais ou menos e você pode pegar qualquer ferry de volta – eu o fiz depois de fazer compras no supermercado em Hellesylt e apreciar as cachoeiras e vegetação locais. A qualquer momento achava que ia aparecer um hobbit saindo daquelas casinhas fofas!

O fiorde em si é muito impressionante! A maior das cachoeiras que compõem a paisagem se chama Sete Irmãs e é essa daqui de cima. O bom de pegar o ferry baratinho pra fazer o passeio é que eu notei uma presença menor e mais educada de turistas japoneses (ou às vezes foi sorte).

Depois do passeio de barco, que fiz pela manhã, almocei e fui fazer um trekking pelas redondesas de Geiranger. AVISO: use boas botas de caminhada, pois o caminho é sempre enlameado e meio hardcore devido às constantes chuvas que fazem parte da vida norueguesa.

As trilhas são classificadas por dificuldade e eu escorreguei bastante na que era classificada como nível 1 e desisti de ir até o mirante lá no alto porque meus joelhos já estavam por aqui de lama. O nível 1, porém, termina em um restaurante/hotel simpático onde dá pra tomar um picolé observando o fiorde de cima. Vale a pena!

Uma vez de volta a Geiranger, não há mais o que fazer além de relaxar. Um lugar ótimo para um café com cookies deliciosos e wifi é o Villa de Sving:

 Sim, essa é a vitrine do Villa de Sving

Além de uma ótima seleção de bolos e biscoitos, eles tocam música boa (inclusive algumas bossa novas brasileiras) e as pessoas são legais. Tem aquele ar de cidade do interior onde todos se conhecem e são amigos, sabe?

Fiz amigos suecos que trabalhavam no camping e tivemos uma noite agradável com fogueira e casos de viagem. E no dia seguinte ainda tive sorte de ver o fiorde com sol antes de ir embora (de carona novamente, rumo a Trondheim). Viva!

3 thoughts on “Fiorde, essa formação geográfica linda”

  1. Fascinante Lívia! Realmente parece um mundo de fantasias! você tem mais fotos? Queria entender essa de penísula ao contrário hehehe, estudando geografia estou mais acostumada com termos técnicos, mas foi legal ver uma versão mais romanceada ^^
    Em relação aos turistas japoneses, por que foi sorte? Eles são barulhentos? O que que rola?
    e Picolé no frio da Noruega? Que coisa doida!
    Adorei ! Acho que você me despertou vontade de viajar para a Noruega sim! Desde a paisagem até o cafezinho com clima interior :]

    Beijos,

    1. Ziza, que bom que gostou 🙂
      A sorte foi porque muitos turistas japoneses que viajam pela noruega vão em grupos muito grandes de pessoas, tiram fotos sem pedir licença e não interagem com os outros (em geral, né? Não posso falar isso de todos os turistas japoneses…).
      Picolé no frio! É bom, hahahaha
      Um beijão!

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