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Chiang Mai é a capital cultural da Tailândia e a sua gastronomia típica deliciosa fez com que a cidade tenha milhares de cursos de culinária tailandesa que ensinam estrangeiros a preparar pratos típicos em apenas um dia. 

 

A oferta é vasta e na minha primeira viagem à Tailândia eu fiz um curso de 1/2 dia na escola mais barata que encontrei através de um folheto disponível no hostel que estava hospedada. Foi legal, aprendi bastante e até repeti vários pratos quando voltei ao Brasil, mas não fiquei totalmente satisfeita, sabe? Tive que dividir o fogão com mais 2 pessoas e a professora não era muito boa no inglês, não sabia responder as minhas perguntas mais enxeridas (eu gosto de cozinhar, quero entender os processos, como substitui os ingredientes e tals, pra conseguir repetir em casa).

 

Então, quando voltei a Chiang Mai em 2015, meu amigo Ismael dos Anjos me indicou o curso da chef Yui Siripen Sriyabhaya, o A Lot Of Thai e foi aí que realmente aprendi a cozinhar “thai style” e fiquei segura para criar meus próprios curries. E repasso aqui a dica do Ismael:

 

Faça um curso de culinária tailandesa com a Yui e você com certeza vai ficar feliz e repetir muitas receitas em casa!

 

O A Lot of Thai cobra um preço dentro da média: o curso de um dia custa 1.500 Baht  (+-130 reais) e o de 1/2 dia custa 1.200 baht (+-100 reais). Dica: o de um dia inteiro custa só um pouco a mais e vale bem mais a pena!

 

Curso de culinária tailandesa no “A Lot of Thai”

A chef Yui começou a dar aulas em 1999, tanto para tailandeses quanto para gringos. Ela também dá consultorias internacionais de cozinha tailandesa e no Brasil ela montou o cardápio (e treinou os chefs) de um dos meus restaurantes preferidos de São Paulo, o Obá. Por causa dessas visitas ao Brasil, a Yui sabe indicar onde comprar os temperos secos tailandeses no bairro Liberdade em São Paulo!! <3 Ela é miga do Alex Atala, mas disse que prefere a comida do Maní, da chef Elena Rizzo, hehe.

 

Yui A Lot of Thai Folha de SP

Yui na Folha de São Paulo, quadro emoldurado em sua cozinha-escola 🙂

 

Uma pausa pra falar do Obá. O Obá Restaurante é um restaurante que mistura quatro culinárias que amo: brasileira, tailandesa, mexicana e italiana. E funciona super, recomendo demais! Nas palavras do próprio restaurante, “existem dúvidas sobre a harmonia entre as cozinhas thai, mexicana, italiana e brasileira.   gostamos de lembrar nossos clientes que a itália não tinha tomates até que os europeus colocaram o pé no méxico.  que na tailândia se fazem massas maravilhosas e um dos ingredientes mais típicos é o manjericão.  e que o milho, o feijão e o arroz típicos no brasil também se desfrutam muito no méxico e na itália, em cada lugar com um jeitinho diferente. é muito gostoso poder mostrar as semelhanças que unem estas cozinhas e as diferenças que as enriquecem.”

 

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Bom, voltemos a falar da Yui e do A Lot Of Thai. A Yui também já teve seu próprio programa de culinária na TV tailandesa <3 e abriu o A Lot Of Thai em 2001, com a ajuda de seu marido, que é designer gráfico.

 

As aulas têm no máximo 8 alunos e cada dia da semana (de segunda a sexta) os alunos preparam um cardápio diferente. Os alunos irão aprender (e comer), além de fazer um tour por um mercado super bom, grande e local (tinha 0 estrangeiros além de nós).

 

Ainda que seja famosa na Tailândia, a Yui é super humilde, interessada em ensinar de verdade os seus alunos a amarem e prepararem comida tailandesa. Ela fala inglês perfeito, tem muito conhecimento para passar e conta como substituir os ingredientes que não temos no Brasil para repetir as receitas em casa.

 

A escola de cozinha fica na casa da família da Yui e é meio afastada do centro, mas ela pode buscar você no seu hotel, se ele estiver na área central de Chiang Mai. Se não estiver, basta ir até o centro que uma kombi azul calcinha muito fofa irá passar pra te buscar no local que combinarem.

 

Yui A Lot of Thai Kombi Azul

Andy, minha amiga mexicana que fez o curso comigo, Yui e eu na frente da kombi que nos levou até a escola A Lot Of Thai <3

 

São três opções de cardápio, sendo que segunda, terça e quinta são ensinados os mesmos pratos e quarta e sexta são outros pratos diferentes.

 

Durante a aula de um dia, serão ensinados 6 pratos, sendo que será pelo menos um curry, uma entrada, uma sobremesa e um prato refogado na wok. Dessa maneira, quem faz o curso aprende todas as técnicas de cozinha tailandesas (os cursos de quarta e sexta têm 5 pratos, mas ensinam uma técnica a mais: o cozimento no vapor).

 

Quem é vegetariano poderá fazer o curso e aprender substituições deliciosas à carne que não se restringem apenas ao tofu.

 

Vá com fome! Dá pra fazer três dias de curso se quiser e tiver tempo.

 

Não recomendo fazer a aula de 1/2 dia, o tempo é quase o mesmo, mas ficam faltando dois pratos, que são preparados depois da visita ao mercado (e digestão dos pratos anteriores, hehe). 

 

Cada aluno tem sua bancada com todos os equipamentos necessários pra aula, o livro de receitas é bastante completo e o tour pelo mercado (que faz parte de quase todos os cursos ofertados) é feito nos arredores de Chiang Mai, num mercado nada turístico e com vendedores simpáticos que não vão te cobrar mais só porque você é turista (e a Yui também não vai te deixar pagar mais que o preço justo).

 

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Na semana que estava fazendo turismo por Chiang Mai, convidei minha amiga Andy a fazer o curso comigo e fizemos nossa inscrição no curso pelo site. Eu queria muito aprender a fazer curry Khao Soi (foto no começo do post), que é meu prato tailandês preferido da vida, então marcamos nossa aula para quarta, que é o dia de Khao Soi de acordo com o cardápio da escola. Também adorei fazer o curso na quarta porque aprendi a fazer duas comidas no vapor, que é uma técnica que eu não conhecia.

 

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A aula começou com uma aula sobre os diferentes molhos e temperos usados na culinária tailandesa.

 

A cozinha-escola é super organizada e fofa, os alunos do dia eram gente boa e tinha até uma outra brasileira fazendo o curso!

 

Durante o curso, acabei com meu preconceito por “macarrão frito” (fried noodles): o segredo está nos molhos usados e descobri que não curto quando usam muito da “thai dark soy sauce”, que tem um gosto meio fermentado, mas que quando é usada bem pouquinho, faz toda diferença no sabor do prato.

 

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Curry de peixe ao vapor preparado na folha de banana <3 Acompanhado de arroz integral vermelho tailandês!

 

No meio do curso, com a barriga já bem cheia de comida deliciosa preparada por mim, fomos fazer o tour pelo mercado. Minha bateria acabou, por isso não tenho fotos :/ mas queria dizer que adorei o tour porque foi uma oportunidade pra conhecer, saber o nome e os usos de vegetais e temperos que eu via sempre nos mercados tailandeses, mas não tinham ninguém que falasse inglês bem o suficiente pra me explicar! 

 

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Na volta do mercado, aprendemos a fazer o Khao Soi, tão esperado por mim! Fiquei muito orgulhosa do meu Khao Soi <3, ficou lindão com esse macarrão frito escultural, num ficou?

 

No final do curso, já com a barriga impossivelmente cheia, preparamos um bolo de banana com leite de coco feito no vapor: sem glúten, sem lactose e sem açúcar (se a banana tiver bastante doce) e MUITO delicioso! Também não tirei foto :/ Na culinária tailandesa não se usa forno de maneira alguma, então a forma de assar é no vapor mesmo. Achei muito interessante!

 

No final, voltamos pra casa muito felizes com nossa marmitinha de bolos de banana pra comer mais tarde. Fiquei sem comer até a manhã seguinte, hehehe.

 

Inscreva-se!

Veja mais informações no site e inscreva-se. Se você gosta de cozinhar, mesmo se não souber fazer isso com a maior destreza do mundo, com certeza irá aproveitar muito o curso 🙂

 

Reserve sua hospedagem em Chiang Mai:

A Little Bird Guesthouse

Chiang Mai Backpack House

Chana Place (favor não rir do nome)

Tamarind Village

Nap in Chiang Mai

e muitas outras opções

Mulheres que viajam sozinhas! Participação no programa Encontro com Fátima Bernardes (sem a Fátima)

Eu e a querida Gaía Passarelli fizemos uma participação no programa Encontro com Fátima Bernardes para falar sobre mulheres que viajam sozinhas! A Fátima não estava lá porque estava de férias, mas a gente foi se encontrar com a Ana Furtado, Felipe Andreoli e Lair Rennó.

 

Fiquei nervosa pra caramba e, assistindo depois, vi que podia ter falado de muito mais coisas, mas no final deu pra passar o recado mais importante: viajar sozinha não é difícil e é muito prazeroso!

 

Veja o programa aqui!

 

Machismos dos apresentadores e convidados à parte (que apenas demonstram o machismo no dia-a-dia), a oportunidade de falar sobre viagens independentes em rede nacional já é uma abertura para falarmos mais sobre isso em todo lugar e, quem sabe, normalizar as mulheres que viajam sozinhas!

 

Não somos “valentes”, “aventureiras”, “corajosas”, somos apenas mulheres que querem conhecer o mundo (inclusive o próprio país)! E que viajamos quando temos vontade, tempo e dinheiro, seja com companhia de outras pessoas ou não!

 

Como fui parar no programa Encontro

Tudo aconteceu muito rápido: na terça feira, a produtora do programa entrou em contato comigo pelo inbox da página do blog no Facebook, quarta ela fez uma pré-entrevista e confirmou minha participação e quinta à noite eu já estava em um avião para o Rio de Janeiro, já que o programa iria ser ao vivo na sexta-feira de manhã!

 

Chegando ao Projac (que fica num lugar LINDO e bem afastado da região centro-sul do Rio), já tinha um carrinho de golfe nos esperando pra levar aos estúdios do programa Encontro.

 

Nós chegamos no estúdio e fomos direto pro camarim,  onde recebi uma maquiagem profissional bafíssima que meu sonho é conseguir repetir em casa (spoiler: jamais conseguirei).

 

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Aí foi só controlar a ansiedade até entrarmos no palco. Ficamos sentadinhas na primeira fileira da plateia. Os outros convidados do programa (que ficaram no palco o tempo todo) foram Nando Reis (que inclusive estava no mesmo voo que eu pro Rio!), André Marques (esse mesmo, o Mocotó) e Leandro e Pietra Hassum.

 

O programa tem vários assuntos por dia e no segundo bloco, nos chamaram ao palco para falarmos sobre mulheres que viajam sozinhas 🙂

 

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Foto com a participante da plateia que é professora, ama viajar sozinha e tem esse cabelo MARA <3 <3 <3 Infelizmente não falaram o nome dela no programa e eu esqueci :/

 

Foi tudo muito rápido, por favor vejam a nossa participação para tirar suas próprias conclusões 🙂

 

Depois de tanta correria, almoçamos numa praça de alimentação do Projac, a Gaía foi pro aeroporto e eu fui pra praia!! Lógico! Passei o fim de semana no Rio com amigas queridas que moram lá <3

 

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Como não se encantar pelo Rio?!

Estou concorrendo a uma viagem a Kerala, sul da Índia! Vota em mim? :)

Em Jodhpur, bati na porta de uma casa com a placa “We make henna here” (pintamos com hena aqui).

Eu queria fazer aquelas pinturas de hena maravilhosas nas mãos e acabei conhecendo uma família só de mulheres (o marido e o filho da matriarca haviam morrido), que não só fizeram a hena muito lindamente como também decidiram me vestir e maquiar como indiana e fazer um ensaio fotográfico meu na casa delas! Foi muito legal! Uma daquelas experiências únicas e deliciosas que podem acontecer quando viajamos sozinhas

 

Olás queridos leitores, como foi a virada de ano pra vocês? A minha foi boa e 2017 já chegou quente cheio de novidades!

 

Estou concorrendo a uma blog trip para o estado de Kerala, na pontinha oeste da Índia e conto com a ajuda de vocês para ganhar! Vota em mim?

Basta clicar aqui e confirmar seu voto com o facebook ou email 🙂

 

A viagem vai durar duas semanas e é promovida pelo Departamento de Turismo de Kerala. Serão 30 blogueiros do mundo todo viajando juntos! Mal posso esperar para voltar para a Índia e quem sabe essa vai ser a minha chance? 😀

 

Kerala Blog Express está em sua 4a edição e brasileiros participaram de todas elas!

Todo ano, eles escolhem pelo menos dois brasileiros, conheça os que foram nas edições anteriores:

 

Em 2014: Gaía Passarelli e Oscar Risch

Em 2015: Carla Ferreira e GQ Jairo (gente, não achei o blog dele, alguém conhece?!)

Em 2016: Carla Boechat, Patrícia Schussel e Susana Ribeiro

Clique nos nomes dos blogueiros para ler seus blogs e quem sabe já começar a sonhar com a Índia 🙂

 

Durante a minha volta ao mundo, em 2012, conheci o norte da Índia durante 5 semanas. Isso parece muito tempo, mas passou VOANDO! Foi uma viagem até bem rápida, quando conheci Nova Delhi, Agra, Varanasi, Jaipur, Jodhpur, Jaisalmer (e o Deserto de Tar) e as cidades no meio do Himalaia: McLeod Ganj (onde mora o Dalai Lama quando não está viajando pelo mundo enviando mensagens de paz e amor) e Bhagsu.

 

Como a Índia é um país enorme (não mais que o Brasil, mas ainda sim bem enorme) e com muitos templos, retiros espirituais e de ioga, praias, montanhas, desertos, cidades e TUDO o mais, são milhares de motivos para visitar o país e voltar sempre! 

 

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Ser mulher na Índia

Não vou mentir: é um país complicado para mulheres que viajam sozinhas. Na verdade, acho que é um país difícil para todo viajante, homem ou mulher, viajando sozinho, em dupla ou em grupo – porque a cultura é muito diferente da nossa, os habitantes são super curiosos em relação à gente (querem tocar, tirar foto, conhecer a gente mesmo) e também tem muitas pessoas querendo ganhar um dinheirinho dos turistas (que muitas vezes acaba virando assédio), fora que muitas vezes as ruas são sujas e há um caos geral pairando no ar.

 

Fora isso, as mulheres são super reprimidas na Índia (sabia que elas não podem alugar um apartamento sem autorização do marido ou pai em várias cidades?!) e uma mulher viajando sozinha é tipo um alien. As pessoas perguntam onde está seu marido e, ao descobrir que você não tem marido, é choque geral! Seria engraçado se não fosse triste… Há ainda muito o que fazer até que as mulheres do mundo todo sejam livres para ir e vir como quiserem e é se afirmando, enfrentando o machismo de frente, viajando e sendo livres que a gente vai conquistando nossos espaços!

 

Ainda que seja um país difícil, eu amo a Índia. É um país que muda tudo dentro da nossa cabeça, como escrevi nesse post.

Basta ir se cuidando sempre e com o coração aberto para o diferente que você também vai achar muitos motivos para amar <3

Mal posso esperar para voltar! Quem sabe vai ser nessa viagem para Kerala? Espero que sim 🙂

 

Bom, é isso, queridos, obrigada por ler e acompanhar o blog! E espalhem o link da votação por aí, hehehe.

Lições que aprendi com outras mulheres que viajam sozinhas

Existem muitas mulheres inspiradoras no mundo, algumas famosíssimas, outras anônimas, algumas que viajam, outras que nunca saíram da própria cidade. Convido você a olhar as mulheres à sua volta e a valorizar suas características mais interessantes, a se inspirar nelas e aproveitar sua força para se tornar a mulher que você quer ser! Para começar esse exercício, divido com vocês nesse post as histórias de mulheres viajantes que conheço pessoalmente e admiro.

 

(foto acima tirada dentro de um sangthew lotado, mulheres guerreiras cujo nome nunca soube, viajando pelo Laos com bom humor e simpatia)

 

Se você já assistiu o filme Livre (2014), com a Reese Witherspoon, talvez se lembre da alegria que ela ficou quando encontrou outra mulher fazendo a PCT (Pacific Crest Trail, uma trilha ao longo dos picos mais altos paralelos à costa Pacífico dos EUA, da fronteira com o México até a fronteira com o Canadá). Se você não viu esse filme ainda, tem o trailer no final do post! Eu me identifiquei super porque quando encontro uma mulher que viaja sozinha, rola uma simpatia automática e já quero virar amiga instantaneamente (e às vezes viro mesmo!).

 

Antes de existirem milhares de blogs de viagem específicas para “solo female travellers” (mulheres que viajam sozinhas – sim, existe esse nicho de viagens e esse blog faz parte dele!), foi com as viajantes que eu aprendi a organizar minha viagem e meu mochilão, a enfrentar (ou calar, se fosse o melhor a fazer no país) assédios, a lidar com a menstruação em longas jornadas de ônibus, trem, avião, a pedir carona, a me sentir mais segura para viajar para os lugares que eu sempre quis ir.

 

Jamais vou me esquecer de uma noite em Oaxaca, México, logo na noite depois do Dia dos Mortos, em que, sem combinar, cinco mulheres viajantes independentes, nascidas em diferentes partes do mundo, nos sentamos no terraço do hostel e conversamos longamente. Trocamos experiências de viagem, pintamos as unhas dos pés, falamos sobre o preconceito sobre ser uma mulher livre na estrada, sobre diferentes experiências místicas, planos de vida, sobre tudo! Foi tão especial e tão sagrado. Um Samhain particular, ainda que eu não tivesse me atinado para isso na hora.

 

Quando encontro outra mulher viajando sozinha, ela geralmente vem cheia de histórias que me inspiram a seguir na estrada, com ou sem acompanhantes. Abaixo compartilho as lições que aprendi com algumas das mulheres que foram mais importantes para a minha formação como viajante e ~ser humano do mundo~. Ainda que estejam espalhadas pelos 5 continentes, elas são minhas amigas até hoje!

 

Desculpa pelas fotos ruins, mas algumas foram tiradas com câmeras digital comprada em 2007 e outras com a câmera frontal do celular. Mais importantes que a qualidade a nossa pose de belas, recatadas e do lar é a história de cada uma das mulheres retratadas.

 

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A Lena é alemã e hoje mora com seu marido e seu filho no Marrocos.

 

Nos conhecemos no Paraguai, quando eu estava de intercâmbio em Asunción, em 2008. Essa foto com o chiclete é piada interna, hehe.

 

A Lena foi a primeira mulher a viajar sozinha que conheci! Foi a partir dos relatos dela que percebi que viajar sozinha não era tão difícil quanto eu imaginava, que viajar pela América Latina sozinha não tinha complicações e que existia uma diversidade de mulheres que viajavam sozinhas pelo mundo! Depois nos encontramos de novo em Frankfurt, um alô rápido pouco antes de a Lena se mudar pro Marrocos.

 

Prometi visita-la, mas CADÊ TEMPO E DINHEIRO PRA FAZER TODAS AS VIAGENS QUE QUERO!? Pelo menos esse é um problema bom, né? hehehe

 

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A Flor é argentina e hoje mora no Brasil, em Belo Horizonte! A gente se vê sempre que possível e somos companheiras de muitos carnavais <3

 

Flor foi uma das primeiras mulheres mochileiras que conheci. Fizemos intercâmbio juntas em Asunción, Paraguai, em 2008 e, depois desse período, eu tomei coragem e fiz meu primeiro mochilão de Asunción até Lima, no Peru, graças às valiosas dicas da Flor.

 

Ela me ajudou com recomendações de hosteis, passeios e restaurantes e também me deu injeções de coragem para fazer minha primeira viagem sozinha. E não é que foi bem mais fácil do que eu imaginava? Foi por isso que nunca mais parei 🙂

 

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A Brenda é australiana e hoje não sei bem se ela está morando na Nova Zelândia, nos EUA ou em outro país à sua escolha.

 

Nos conhecemos na fila para pegar um ônibus de Uyuni para Potosí, na Bolívia, durante meu primeiro mochilão, em 2008. Ela não sabia falar uma palavra de espanhol e, na Bolívia, o portunhol é mais efetivo que o inglês. Apesar desse tropeço com linguagem, Brenda é nômade profissional, teve uma filha quando morava nos EUA, voltou pra Austrália e depois de 1 ano, foi viajar pela Ásia com a bebê a tiracolo. Aos 40 anos em 2008, era a primeira vez que viajava pela América do Sul.

 

Como tínhamos planos de viagem parecidos até Machu Picchu, decidimos viajar juntas, dividindo quartos de hotel, refeições gigantes e piriris inesquecíveis por causa da comida boliviana hahahaha (juro, depois de passar mal na Bolívia, nunca mais tive problemas com comida, mesmo na Índia!).

 

Com sua vasta experiência em viagens sozinha, Brenda me ensinou vários truques para arrumar o mochilão, barganhar preços, viajar com menos stress com planos, cronogramas e horários e a organizar a vida para viajar mais com menos dinheiro!

 

Se eu quero ser a Brenda quando crescer? Não, tenho outros objetivos, mas ela com certeza ela é uma inspiração constante! A gente ainda troca e-mails às vezes. Aliás, é uma boa ideia mandar uma mensagem agora (e enviar o link do post!).

 

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A Luísa é brasileira, hehe, e hoje mora em São Paulo.

 

Somos amigas há muitos anos e essa foto é de 2007, quando eu tinha cabelo rosa e nós duas já éramos da zoeira e tirávamos fotos fazendo caras e bocas com a cybershot emprestada dos pais 🙂

 

Eu e Lú temos um ritual importante: sempre que eu volto de uma viagem longa, ela faz de tudo pra vir me buscar no aeroporto de Guarulhos <3 Até agora deu certo quase todas as vezes, só a última que não, mas a gente tomou café da manhã juntas, então já podemos chamar de tradição, né??

 

Somos parceiras de vida, honestas uma com a outra como só amigas de longa data podem ser. Compartilhamos paixões parecidas e, com ela, aprendo todos os dias!

 

Em relação a viagens, foi com a Lú que aprendi a viajar junto. Não como a gente viaja com a família, mas como viajar com amigos. A gente teve nossos momentos de briga, mas aprendemos juntas a respeitar o tempo uma da outra, a se separar para depois encontrar de novo, a ceder quando a vontade é ficar junta mesmo se o rolê não seja 100% o que a gente quer fazer no momento. 

 

Ainda tenho muito a aprender sobre viajar em grupo, hahahaha, porque tenho mesmo o hábito de viajar sozinha, mas estou tentando aprender!

 

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Maria Tereza é brasileira e mora hoje em Belo Horizonte.

 

Conheci a TT quando ingressei no curso de Comunicação Social da UFMG, em 2005 (a foto é de 2006, note o DISCMAN no canto inferior). Quem a conhece à primeira vista, jamais imaginaria que essa mulher de aparência delicada, voz meiga e tímida já morou sozinha na Índia, um dos lugares mais difícieis para mulheres!

 

Tt tem fibra, é decidida, sabe o que quer e consegue colocar seus objetivos em prática, com paciência e destreza de quem sabe como e quando vai chegar. Ela vai ser a maior empresária do Brasil em alguns anos, anotem!

 

Admiro demais a TT, ela é uma inspiração pra eu sair da minha zona de conforto e ir atrás do que quero com foco, planejamento e persistência. Ainda preciso de muitas lições para conseguir fazer isso, especialmente a parte do planejamento!!

 

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A Giovana é brasileira e mora em São Paulo.

 

Nos conhecemos em 2010, quando fizemos Curso Abril em São Paulo. Viajamos juntas em 2013 pelo Pará (foto), Maranhão e Amazonas e recentemente dividimos apê em Sampa, o que tem sido uma experiência ótima! A Gi já viajou pra vários lugares incríveis, sozinha e acompanhada.

 

Foi a Gi que me ensinou a dividir meu mochilão em diversos sacos de roupas, estratégia de organização que uso e recomendo! E ela tem vários esquemas pra viajar mais barato! Tenho muito a aprender com essa amiga <3 Gi também me apresentou pra vários ritmos musicais que hoje estão entre os meus favoritos e é uma companheira constante de rolês corretos 🙂

 

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A Peggy é holandesa, mora em Roterdã (foto), mas está em uma viagem pelo mundo no momento.

 

Nos conhecemos em uma viagem que fiz com minha amiga Luísa (também nesse post) para Buenos Aires em 2010. Nós três rodamos muito a capital argentina à pé e, quando fui pra Holanda em 2012, não poderia deixar de ir visitar a Peggy na cidade dela! Ela é engraçada, divertida e mostrou que, mesmo tendo várias alergias alimentares bizarras, é possível viajar para qualquer lugar sem morrer de fome e ainda manter-se saudável.

 

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Aaji (esq) e Gemma são duas amigas canadenses, que moram hoje no Canadá.

 

As conheci num ônibus para a Koh Phangan, na Tailândia, e desde essa viagem (que teve ônibus com ar condicionado quebrado, atrasos e milhares de paradas onde ninguém entrava nem saía), a gente viveu altas aventuras juntas.

 

Já no caminho pro ônibus, perguntei se elas topavam dividir um quarto na beira da praia. Saímos pra festa, alugamos moto e… eu e Aaji caímos (eu tava na garupa da moto dela), machucando seriamente o joelho. Nunca contei essa história no blog porque na época que aconteceu eu tentei esconder o ocorrido do seguro de viagem (o seguro da Aaji não cobria acidentes de moto), mas deu tudo certo: a Aaji teve um ferimento mais sério e foi com a Gemma para um hospital em outra ilha, eu fiquei sozinha no quartão com três camas em Koh Phangan.

 

Eu já estava preparada pra me sentir a coitadinha por vários dias, mas logo no dia seguinte já conheci três amigos que precisavam de cama (a ilha estava lotada porque era época da Full Moon Party), ofereci meu quartão pra dividirmos o preço e saí dando rolês na garupa da moto de um deles (que dirigiu muitoooo devagaaaar, tá?).

 

Muito bem, eu achei que nunca mais veria aquelas duas canadenses super divertidas.

LEDO ENGANO, logo no dia que peguei a balsa para voltar a Bangkok de ônibus, quem é que chegou de balsa vindo de outra ilha para fazer o mesmo trajeto, no mesmo ônibus?? Aaji e Gemma!!

 

Depois dessa coincidência, seguimos combinando de nos encontrarmos em cidades pelo Sudeste Asiático, elas num ritmo e eu em outro. Eu chegava numa cidade e recomendava um hostel pra elas ficarem, elas iam. Depois eu ficava mais tempo na cidade, elas seguiam viagem e me falavam de um lugar legal que eu precisava visitar, eu ia. E aconteceu de nos encontrarmos por acaso mais uma vez, em Don Det, no sul do Laos. Elas foram as primeiras pessoas que eu vi quando saí do barquinho e pisei na ilha!

 

O mundo é mesmo do tamanho de uma casca de ervilha anã, né?

 

Bom, com as meninas, aprendi muito sobre viajar juntas por longos períodos de tempo. Elas são muito independentes, ainda que estivessem viajando juntas. Eu também aprendi sobre paquera no Hemisfério Norte, porque as duas eram profissionais no assunto hehe.

 

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A Ingrid é norueguesa e hoje vive Oslo.

 

Nos conhecemos no Laos (foto dentro de um sangthew cheio de poeira), em 2012, em um tuktuk com mais 10 outros turistas que iam da rodoviária ao centro de Vientiane.

 

Já no hotel para onde fomos quase todos, descobrimos vários assuntos e interesses em comum e viramos amigas próximas. Nós duas tínhas sofrido com o fim de um relacionamento e estávamos viajando de coração partido, um fato que nos uniu #sororidade

 

Viajamos juntas pelo Laos por alguns dias e, quando minha volta ao mundo finalmente chegou na Europa, fui visita-la em Oslo. Ela me levou para vários lugares, me conectou com amigos que me hospedaram em outras cidades norueguesas (ainda bem, porque hospedagem lá é CARO) e ainda me deu a oportunidade de ser voluntária num festival de waffles e música!

 

Ela me fez sentir realmente em casa – espero poder retribuir quando ela vier ao Brasil! Quando nos conhecemos, ficou claro pra mim que é possível encontrar gente com os mesmos sentimentos e questões que a gente em qualquer lugar, não importa a diferença cultural.

 

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A Maha é tunisiana e hoje mora na Alemanha.

 

Nos conhecemos na Índia, quando Maha estava fazendo um intercâmbio pela AIESEC e eu estava dando a volta no mundo, rs.

 

Celebramos juntas o meu aniversário e ficamos muito próximas! Quando Maha me convidou a ir visita-la em sua casa em Tunis (foto tirada em Korbous, próximo a Tunis), dei meu jeito e fui! Maha e sua família me recepcionaram como seu eu fosse filha deles <3 Foi incrível, incrível mesmo!

 

Impossível não aprender com essa mulher fortíssima que nasceu inserida em uma sociedade em que é tão difícil ser mulher muçulmana e ainda mais mulher muçulmana negra – em Túnis a maioria é branca, de etnia árabe. Ela e a irmã, Yosra, são maravilhosas, gostaria muito que vivêssemos mais perto umas das outras (mal posso esperar para vê-las, seja no Brasil, na Alemanha ou na Tunísia).

 

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Deniz é turca e hoje mora na Turquia.

 

Procura no dicionário por “mulher LIVRE” e provavelmente vai ter uma foto da Deniz lá. Cuidadosa, carinhosa e ao mesmo tempo liberta para fazer o que bem entender na vida, não deve ser fácil ser assim na Turquia. Deve ser por isso que ela tem tantos amigos estrangeiros. E sabe o que é mais interessante? Em um dia ela está assim toda pintada pronta pra balada, bebendo o quanto quer e fazendo o que quer e no dia seguinte ela faz plantão de 24h num hospital em Istambul. “Don’t worry, I’m a nurse!” As aparências enganam, é preciso lembrar sempre.

 

Deniz já viajou pra todo lado, faz das viagens uma prioridade em sua vida. Qualquer tempinho extra ela transforma em diversão: seja um feriado em alguma ilha próxima, duas semanas em Cuba, um mês no Brasil (ela veio pro carnaval! <3) ou uma festa particular num barco pelo Bósforo, não tem tempo ruim. Sua alegria de viver é contagiante e inspiradora!

 

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Essa lista não poderia estar completa sem a Gabriela Pires, brasileira que hoje mora em Belo Horizonte.

 

Ainda que nós duas sejamos belorizontinas, nos conhecemos em São Paulo através de uma amiga paranaense (oi? Vai entender…) e ficamos amigas graças ao amor por viagens, comidas e pela vida bem vivida! Gabi é um exemplo de desapego, de individualidade e de companheirismo, tudo ao mesmo tempo. E é parceira de rolês gastronômicos e artísticos!

 

Foi graças a ela que foi para o México em 2014. Eu estava pensando em uma nova viagem para fazer, com planos de ir para a Turquia (onde tenho ótimos amigos, como a Deniz aqui no post), mas a Gabi estava na Cidade do México e me questionou “por que você vai voltar pra istambul se ainda não conhece o México? Vem pra cá!”. Fui, com o plano de ficar uns dois meses e seguir viagem por terra até chegar de volta ao Brasil, mas quem disse que consegui? Me apaixonei pelo país e fiquei 6 meses muito felizes por lá.

 

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Cristiana Brandão é brasileira e hoje mora em Belo Horizonte.

 

Ainda que a gente tenha nascido na mesma cidade, só conheci a Cris no México, graças à Gabi! Seu nickname de internet é @nalarga graças a uma expressão que uma amiga usou para defini-la: “Cris, você é criada solta, que nem boi na larga” – boi criado na larga é aquele que pasta nos campos sem amarras (também conhecido pelo nome chatíssimo de pecuária extensiva). Como alguém com o nick @eusouatoa não fica amiga de uma pessoa dessas? À Toa e Na Larga, era pra ser!

 

Depois dessa foto em Teotihuacán, Cris seguiu trotando o mundo: foi pra Costa Rica, pro Peru, se recuperou de uma cirurgia de joelho e foi trabalhar no Congo Brazaville e depois fez a peregrinação pelo Caminho de Santiago (tem post sobre essa maravilhosa viagem dela aqui)Quando alguém coloca um limite na Cris, ela vai e supera esse limite com louvores!

 

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Andrea é estadunidense e hoje mora nos Estados Unidos, depois de ter vivido na Irlanda e passeado por diversos lugares sagrados pra mulheres pela Europa e América.

 

Não se deixem enganar por essa pele maravilhosa: Andrea tem mais de 40 anos e muita experiência de viagem para compartilhar! Ela é do movimento Free Hugs e já ofereceu abraços gratuitos até sob a neve do inverno finlandês – se isso não é exemplo de coragem e ternura, poucas coisas o são. Andrea também é da bruxaria, celebra rituais pagãos e hoje é especializada em massagem de fertilidade maia, tendo viajado para Belize algumas vezes para realizar cursos e se atualizar.

 

E quer saber mais? Ela reformou a própria casa sozinha! Comprou uma casa caindo aos pedaços em Portland, comprou manuais de instalação elétrica, hidráulica, levantamento de paredes, como trocar piso de madeira, etc etc etc e reformou tudo, inclusive derrubando paredes que ela não queria! Depois de tudo isso e de ter vivido na casa por alguns anos, num exemplo de desapego, Andrea vendeu sua casa, a casa que reformou sozinha, e foi viajar o mundo em busca do sagrado feminino.

 

Uma mulher fácil de conviver, divertida, livre (como todas as dessa lista de amigas da estrada) e confiante. Um exemplo de como é possível ser forte sem perder a docura jamais. Ah, Andrea e Cris participaram do inesquecível círculo de mulheres que contei no começo desse texto <3

 

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Olívia é alemã e mora hoje na Alemanha.

 

Nos conhecemos no México, em um guloso café da manhã no hostel de Mérida. A similaridade do nome e senso de humor apurado foi o que nos levou a viajar juntas por alguns dias. Nós duas pedimos carona pela primeira vez na vida juntas, indo de Mérida para as ruínas de Uxmal (foto). Depois da primeira vez, não quis parar mais, pedir carona pode ser muito interessante, especialmente com uma companhia animada e segura de si! Era muito legal sair com ela: Oi, eu sou a Lívia e essa é a Olívia, hahaha.

 

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Amita é alemã e mora na Alemanha. Seu pai é indiano, mas um indiano que viaja sozinho com uma mala de rodinhas e um mapa de papel na mão, sem guias. Esse background conferiu à Amita uma perspectiva de mundo muito interessante!

 

Nos conhecemos na minha segunda viagem à Tailândia, estávamos fazendo cursos de massagem tailandesa diferentes mas nos hospedamos no mesmo hostel e trocamos informações sobre as diferentes técnicas que aprendemos nos cursos.

Mais tarde, depois que voltei do retiro de meditação no sul da Tailândia, mandei mensagem para saber onde no mundo ela estava e nos reencontramos no Laos (foto em Muang Ngoy, lugarejo mais lindo de todos!!), quando viajamos por quase duas semanas juntas.

 

Amita é um símbolo de mulher forte e independente, bem sucedida na carreira e que ainda conseguiu achar o amor da vida no meio tempo! #lifegoals

 

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A Katie é ucraniana e hoje mora na Tailândia. Ela nasceu no mesmo dia que eu e, provando que os signos são pura verdade, a gente compartilha muitos dos mesmos sonhos e inquietações! Gêmea nascida em outra barriga, outro continente e com um ano de diferença – mas gêmea mesmo assim!

 

Nos conhecemos no Global Peace On The Move, retiro de meditação que me levou à Tailândia em 2014. Katie trabalha para a organização do encontro, a Peace Revolution, e medita várias horas por dia diariamente. E, olha, se uma pessoa que é inquieta assim como eu conseguiu morar por mais de um ano numa cidade mini que é quase um mosteiro, só posso acreditar que isso se deve ao poder da meditação!

 

Katie fala fluentemente: ucraniano, russo, inglês, mandarim e está aprendendo tailandês (a essa altura já deve ser fluente também, porque essa mulher é fogo) – sim, além de serem línguas bem diferentes, são 4 ALFABETOS diferentes! Ninja!

 

Ela também aprendeu a fazer ioga sozinha, depois foi fazer um curso intensivo de ashtanga na Índia e escreve frequentemente sobre suas aventuras e reflexões nesse blog (em inglês), além de ter ganhado um prêmio de literatura na Ucrânia com seu livro (ainda inédito)!!

 

São muitos os motivos pra ter na Katie uma inspiração. Acompanhe o blog dela para se inspirar também 🙂

 

Faltam muitas mulheres nessa lista…

… mas eu tive que parar porque se não o post ficaria enorme.

Além disso, resolvi limitar a mulheres viajantes com quem eu tinha uma selfie guardada no computador. Se eu tivesse um chip que gravasse tudo que vejo, esse post seria interminável! Ainda bem!

 

Existem muitas mulheres inspiradoras no mundo, algumas famosíssimas, outras anônimas, algumas que viajam, outras que nunca saíram da própria cidade. Convido você a olhar as mulheres à sua volta e a valorizar suas características mais interessantes, a se inspirar nelas e aproveitar sua força para se tornar a mulher que você quer ser.

 

Que mais e mais mulheres sejam seguras de si, que reivindiquem seu espaço no mundo e, se quiserem, que caiam na estrada! Juntas somos mais fortes!

 

Quer fazer sua primeira viagem sozinha? Esse post te ajuda a se preparar 😉

 

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Peace In, Peace Out: retiro de meditação pela paz na Tailândia

 

Mais inspirações para você cair na estrada:

. Se os posts desse blog não te encantarem a fazer o mesmo, talvez esses 7 relatos de mulheres que viajaram sozinhas possam fazer isso?

. E que tal ler o livro Queria Ter Ficado Mais, com 12 histórias de viagem escritas por 12 autoras sobre 12 cidades diferentes? (eu escrevi sobre Istambul!)

. Tem também o livro “Mas você vai sozinha?”, da Gaía Passarelli, com histórias de viagens que ela fez sozinha pelo mundo!

. Vi recentemente o filme Wild, produzido e protagonizado por Reese Witherspoon, escrito a partir do livro da Cheryl Strayed, e adorei! Ele me inspirou a escrever esse post – e a colocar a PCT na minha longa lista de viagens que quero fazer:

 

Você pode viajar sozinha! Vem comigo que te ajudo a planejar!

Vivemos na era da informação na ponta dos dedos, dos guias de viagem em PDF e epub, dos blogueiros que produzem conteúdo sobre o planeta inteiro, wifi por satélite, apps que facilitam comunicação, compra e reserva de passagens e hospedagem, redes sociais que permitem mostrar o que está acontecendo em quase qualquer parte do mundo. E uma mulher que viaja sozinha ainda é uma heroína desbravadora de terras desconhecidas.

 

Gente, vamos parar com isso: viajar sozinha não é para poucas, é para todas! Não é difícil. Não é solitário. Não é caro. E não é mais perigoso do que viver no Brasil.

 

Esse post é pra você que fica colocando uma montanha de dificuldades pra sua viagem dos sonhos. Um estímulo para que você pare de esperar por uma companhia ideal para realizar aquela sua viagem. Um ultimato para você começar a planejar seu voo solo pela primeira vez.

Você pode viajar sozinha!

A primeira barreira a vencer é você mesma. Somos criadas para acreditar que somos frágeis, que o mundo é perigoso, que sozinhas não somos capazes de fazer quase nada.

 

Tudo intriga da oposição, claro. Como seres humanos, animais no topo da cadeia alimentar, nós podemos tudo! Temos tecnologia para enfrentar todos os tipos de clima e chegar em qualquer parte do globo.  

 

O dia que todas as mulheres tomarem as rédeas da própria vida e ocuparem todos os espaços, sendo tratadas como seres humanos e não como “o outro”, o “segundo sexo” como diria Simone de Beauvoir, o mundo todo vai ser bem melhor do que é hoje.

 

E quando digo mulheres, gostaria de ressaltar que e incluo aqui não só as mulheres que nasceram com genes XX, mas também as mulheres trans, os homens trans, os homens gays, as pessoas bissexuais, sem gênero e todos os seres humanos que não se encaixam no “padrão” homem hétero branco cis (que nasceu com genes XY e se identifica com o gênero masculino), sejam elas pessoas brancas, negras, indígenas, orientais, pobres, ricas, gordas, magras, altas, baixas, do campo, da cidade, da floresta, da montanha. E se me esqueci de algum grupo, favor dar um toque que incluo aqui.

 

E essa liberdade não vai ser boa “só” pras mulheres: os homens hétero cis (que são a minoria dominante) também serão livres para serem quem quiserem, expressar seus sentimentos livremente, exercer sua sexualidade sem se sentirem ameaçados, sem medo de “parecerem femininos”. Hoje em dia, ser feminino é xingamento! Por que? Porque ser mulher não é qualidade, é defeito. Ainda. Mas espero que um dia isso mude e a gente não precise mais do feminismo. Enquanto a gente ainda precisa dele, vamos com ele, abrindo nossos espaços a fórceps, do jeito que dá, cada uma com sua estratégia para ser mais livre.

 

O MEU jeito de me sentir mais livre é ocupando a rua, por todos os países que vou. Sem abrir mão da minha feminilidade, da minha espontâneidade e das minhas vontades.

 

Espero que esses pequenos atos de bravura, que nem são tão corajosos assim (nunca coloquei minha vida em risco deliberadamente), ajudem a abrir espaço para mais e mais mulheres! E vamo que vamo, sozinhas, porém juntas 🙂

 

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Estratégia para economizar na viagem: pegar carona com o instrutor de caiaque local (foto em Vang Vieng, Laos)

Questões financeiras

Para viajar, basta querer. E pesquisar bastante para fazer a viagem caber no orçamento. Se você abrir mão de certos confortos, é possível fazer uma viagem sozinha que vai custar bem menos do que um pacote de viagens.

 

Existem promoções insanas de passagens aéreas, compras com milhas, grupos de carona no Facebook, couchsurfing, wwoof, helpex, grupos de doação, troca e venda de tudo! Quanto mais flexível você for a datas, destinos, conforto em meios de transporte e acomodação, mais barata pode ser sua viagem.
Isso não quer dizer que você vai precisar acampar no meio da natureza nem ficar em albergues xexelentos em todos os lugares que for visitar, mas trocar o hotel com estrelas pelos estabelecimentos mais baratos do Booking já são um bom começo.

 

Se for ficar muitos dias numa cidade só, o Airbnb pode ser uma boa. E o Couchsurfing também é uma alternativa grátis ao problema do “onde dormir”, especialmente em cidades grandes – escolha pelos perfis com melhores avaliações de outros usuários e também experimente esse grupo de couchsurfing só para mulheres.

 

Se o dólar estiver muito alto para seu orçamento…

Estão aí nossos hermanos de fronteira com paisagens, comidas, culturas e todo tipo de atrativos de viagem a preços acessíveis – a gente não precisa nem de passaporte para entrar! Viaje apenas com seu RG para a Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela!

 

E OPA, não podemos esquecer que a gente mora num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza!

 

O Brasil é um continente inteiro, com diferentes sotaques, sabores, ritmos, climas e ambientes naturais que encantam todos os sentidos!

 

Não precisamos sair daqui para termos experiências incríveis – e, por mais que os sotaques variem, ainda tem a vantagem de falarmos a mesma língua! Ahm, quer dizer, na maioria das vezes. Não podemos esquecer das comunidades indígenas e seus idiomas <3

 

Para encontrar passagens baratas:

Recomendo baixar o aplicativo do Melhores Destinos para ficar de olho nas promoções de passagens.

 

Uma vez definido o destino desejado, outra estratégia é criar um alerta de voo no Kayak que avisa quando as passagens abaixarem de preço.

 

Ah, e não se esqueça nunca de comparar os preços com a compra de milhas pela MaxMilhas, um site que conecta donos de milhas a vencer com pessoas que querem comprar. A passagem pode sair até 80% mais barata que o preço normal!

 

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Selfie no parque dentro do centro murado de Chiang Mai, Tailândia

Questões de segurança

Não é porque estamos viajando sozinhas que estamos nos colocando em risco de morte. Vale lembrar que o triste desfecho das duas mochileiras argentinas no Equador é exceção e não a regra. E que elas não estavam viajando sozinhas: elas estavam juntas, uma com a outra. E isso não as impediu de serem violentamente arrancadas da própria vida.

 

Nós vivemos em um dos países mais perigosos para ser mulher. Somos o 5º país que mais mata mulheres, segundo a OMS, e o 4º mais perigoso para mulheres viajantes, segundo a International Women’s Travel Center (atrás apenas da Índia, Egito e México).

 

Exatamente por termos nascido no Brasil, esse lugar tão adverso para as mulheres, acredito que aprendemos na marra a sobreviver, a criar estratégias para nos protegermos.

 

A maioria dos países vai parecer bastante segura para quem está acostumada a ver arrastão na praia no Rio de Janeiro, por exemplo. É triste? É. Mas acredito que isso nos faz mais fortes e mais preparadas para viajarmos sozinhas para qualquer lugar.

 

Calmalá, e isso é motivo para a gente não viajar para o Brasil?? Não!

Mais uma estatística triste que joga a favor de viajar sozinha: o maior risco de morte para as mulheres é em casa. Parceiros, ex-parceiros, pais e irmãos são os principais autores de feminicídios no Brasil e no mundo.

 

Então… bora cair na estrada, não é mesmo? Se a gente sobreviveu até agora, não vai ser numa viagem que a probabilidade de acontecer alguma coisa grave vai aumentar.

 

Não deixe de se cuidar da mesma forma como se cuida na sua cidade

  • mantenha seus pertences perto de você
  • guarde seus bens valiosos em armários com chave (leve seu próprio cadeado)
  • não aceite bebidas que você não sabe de onde vieram
  • não aceite convites que lhe pareçam estranhos
  • siga sua intuição
  • se sentir que alguma coisa está estranha, saia fora!

 

Escrevi mais dicas de segurança em viagens aqui 

 

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Eu e Ingrid, amiga norueguesa, em um salão de beleza em Vientiane, Laos. Uma das coisas legais de viajar sozinha é estar aberta a conhecer gente nova!

Mas… sozinha???

Quando viaja sozinha, você aprende a curtir a própria companhia, não tem que seguir os planos de ninguém além dos seus próprios. Você viaja no seu tempo, descansa quando quer descansar, acorda quando quer acordar, vai onde quiser ir, permanece lá o tempo que desejar, come o que quiser comer, na hora que der fome.

 

Existe liberdade maior do que ser a dona do próprio nariz? É uma excelente oportunidade para se conhecer a fundo, a entender seus limites, repensar atitudes, se reinventar.

 

Fora isso, quando você viaja sozinha, a chance de conhecer pessoas novas aumenta em 1000% (pesquisa da DataEuMesma, com margem de erro de 300% para mais ou para menos), afinal você está sozinha mas não precisa virar uma eremita. Também pode. Mas aí estar sozinha não é uma questão, certo?

 

Seja nas áreas comuns dos hostels e hoteis, no balcão de um bar, em um tour que você contratar… qualquer oportunidade pode virar um gancho de conversa. Como vocês podem ver pelas fotos nesse post, econtrar outras mulheres viajando sozinhas pode ser maravilhoso, muitas vezes são encontros com muita troca e encorajamento para seguir viajando, mesmo quando bate aquela saudade da melhor amiga que ficou em casa.

 

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Eu, Aaji e Gemma, duas canadenses que conheci na Tailândia e reencontrei no Laos e no Camboja (algumas vezes por acaso no meio da rua!!). O que a gente viveu juntas dá um livro inteiro 🙂

E sabe o que é mais legal de conhecer alguém durante a viagem?

Se vocês se conectarem de verdade, você ganhou um amigo para a vida inteira. Veja quantas amigas eu fiz na estrada e que são próximas até hoje! E conheci muitas mais, as que estão nas fotos deste post são as que tenho uma selfie mais ou menos decente pra compartilhar com vocês, hehe.

 

E se o santo não combinar tão bem, basta dizer “desculpe, quero fazer o próximo passeio sozinha” e você nunca mais vai ter que aturar essa pessoa na vida 🙂

 

Se você não é dessas que toma iniciativa, ficar hospedada em um hostel pode ser um bom primeiro passo para entender como fazer amigos estando sozinha. As áreas comuns são catalisadoras de novas amizades – se você não puxar conversa com alguém, alguém vai puxar conversa com você. E se você não curte ficar de pijama na frente de pessoas que não conhece, dá pra reservar um quarto privado no hostel e usufruir dessa atmosfera de troca sem abrir mão de sua privacidade.

 

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Outra vantagem de viajar sozinha: você vai melhorando a técnica de tirar selfies

Mas eu não sei planejar viagem…

Você não chegou até essa parte do post pra desistir porque é difícil planejar uma viagem só pra você, do jeito que você quiser, né? Uma vez definido o destino e as datas, é hora de fazer seu plano de viagem!

 

Verifique os vistos, vacinas e documentos necessários para ir até o destino desejado e comece a providenciar tudo! Além disso, gosto de começar a pesquisa procurando ler tudo que existe sobre o destino que vou visitar: guias de viagem, blogs especializados, livros de literatura que se passam no destino… planejar a viagem já é um jeito de começar a viajar!

 

Depois de definido o plano de ação no destino (passeios que gostaria de fazer, restaurantes imperdíveis, bares, lojas, museus, praias…), já dá pra reservar (ou procurar no couchsurfing) acomodações e verificar quais meios de transporte internos e ingressos você vai precisar comprar com antecedência.

 

Eu prefiro deixar alguns trechos da viagem sem planejar totalmente para dar uma margem de manobra para o inesperado.

 

Por isso, nunca reservo passagens de ônibus antes, a não ser que seja alta temporada e isso seja necessário para que eu não fique sem assento. Mas atenção: para alguns destinos concorridos, como Machu Picchu, é preciso reservar com antecedência, porque o sítio arqueológico tem limite de visitantes diários!

 

A TicketBar também oferece ingressos antecipados para museus e passeios com descontos (e alguns deles com guias em português), então, dependendo do seu tempo de viagem, também pode valer a pena.

 

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Mochileiros se parecem com mochileiros não importa onde. Na cena, eu e Edu, holandês, tipicamente mochileiros: saquinho de marmita na mão, pochete/bolsa/mochila empoeirada, chinelo e roupas que claramente nunca viram um ferro de passar roupa e são lavadas nas pias de hostels pelo mundo

E aí… Vamos?

Este é um blog que panfleta a favor das viagens independentes, em prol da liberdade das mulheres e pela descoberta de um mundo mais amplo, gentil e conectado. Eu viajo sozinha e acredito no poder de cura, autoconhecimento e aprendizado de uma viagem solo. Também gosto de viajar com amigos e família, mas é sozinha que eu mergulho mais fundo, em mim mesma e nos lugares que visito.

 

Quanto mais mulheres viajando, ocupando as ruas, os ônibus, aeroportos, tours, hoteis, campings, boleias de caminhão, mais seguro vai ser para todas nós!

 

Espero que, um dia, uma mulher sozinha viajando não seja motivo de espanto e sim um fato normal.

 

Faz tempo que quero escrever esse post e esse assunto rende mais um mês de postagens!

 

Mulheres viajam sozinhas há muitos séculos, mas só recentemente nós podemos fazer isso sem precisarmos nos travestir de homens, nem romper com a sociedade em que vivemos. Somos mais livres do que nunca e é preciso que nós nos aproveitemos dessa liberdade para conquistarmos mais espaços e ainda mais liberdade!

 

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Peace In, Peace Out: retiro de meditação pela paz na Tailândia

 

Mais inspirações para você cair na estrada:

Se os posts desse blog não te encantarem a fazer o mesmo, talvez esses 7 relatos de mulheres que viajaram sozinhas possam fazer isso?

E que tal ler o livro Queria Ter Ficado Mais, com 12 histórias de viagem escritas por 12 autoras sobre 12 cidades diferentes? (eu escrevi sobre Istambul!)

Tem também o livro “Mas você vai sozinha?”, da Gaía Passarelli, com histórias de viagens que ela fez sozinha pelo mundo!

O filme Wild, produzido e protagonizado por Reese Witherspoon, escrito a partir do livro da Cheryl Strayed.

Degustação de cervejas artesanais na fábrica da Backer, em BH

Durante o Encontro de Blogueiros de Viagem em Belo Horizonte, fomos conhecer a Cervejaria Backer e aproveitamos pra fazer uma degustação de cervejas artesanais que els fabricam por lá! 😛

 

Foi uma experiência muito legal! Eu não sou uma consumidora habitual de cerveja, mas gosto bastante de experimentar bebidas diferentes (e boas!), por isso aproveitei a oportunidade para aprender mais sobre o processo de fabricação de cerveja e descobrir quais são as minhas favoritas! Decidi que gosto mais das cervejas escuras e encorpadas – elas também costumam ser mais alcoólicas, então… perigo! hehehehe

 

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Cerveja fresca do barril, antes de ser pasteurizada. Muito boa!!

 

Ainda bem que as cervejas artesanais de boa qualidade são mais caras que a Brahma e a Skol, se não eu beberia sempre e não conseguiria guardar tanto dinheiro quanto guardo hoje. Resultado: faria menos viagens #prioridades.

 

A visita foi conduzida pela sommelière de cervejas Priscila Colares, que manja muito do assunto e sabe passar seu conhecimento de forma bastante didática. Adorei conhecê-la!

 

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A cervejaria Backer fica meio longe do centro de Belo Horizonte, na Rua Santa Rita, n° 221, bairro Olhos d’Água (depois do BH Shopping). Para chegar, o melhor mesmo é ir de carro… :/ Peguei carona com a Amanda Almeida, do blog Próxima Parada <3

 

Fiz snaps durante toda a visita ao Templo Cervejeiro da Backer! Veja o vídeo com a aventura completa aqui:

 

 

A degustação e visita à cervejaria começa numa salinha onde temos uma aula teórica sobre o processo de fabricação de cerveja. Depois, colocamos nossas touquinhas e vamos conhecer a fábrica (como abriram uma visita especial durante a noite para o Encontro de Blogueiros de Viagem, a máquina engarrafadora não estava funcionando). Depois de ver as máquinas e tonéis que armazenam as cervejas, foi a hora da degustação! Provamos 5 variedades produzidas pela Backer. No vídeo acima tem mais explicações sobre cada uma delas 🙂 No final da visita, provamos ainda um copo cheio de cerveja fresca, ainda não pasteurizada, que é muito mais gostosa do que a que vem engarrafada!! Terminamos a visita na lojinha do Templo Cervejeiro (comprei 3 garrafas muito especiais).

 

Depois de todo o auê na fábrica, nós nos sentamos no restaurante para comer alguns pratos que são preparados com as cervejas da casa. Como já tinha jantado, experimentei o brownie de malte torrado com sorvete de creme e calda de chocolate.

 

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Honestamente, achei caro (R$25!!!!) e não tão especial assim para valer o preço. Prefiro gastar tudo em cervejas artesanais excelentes na lojinha do Templo Cervejeiro! Essa aí da foto é a Backer Reserva, cerveja old ale bem especial da casa (custa R$70/garrafa na lojinha, ui).

 

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O Templo Cervejeiro da Backer realiza visitas à fábrica e degustações de cervejas artesanais, todos os sábados em dois horários: 10h, 11h sendo que, se a demanda for muito grande, eles abrem outro tour ao meio dia. O passeio custa R$40/pessoa.

 

 

Agende a sua visita pelo telefone (31) 3228-8875 ou por e-mail restaurantebacker@gmail.com.

Hospede-se no centro de Belo Horizonte

Belo Horizonte Othon Palace Hotel (para acordar cedo e ver o sol nascer atrás da Serra do Curral)

Belo Horizonte Plaza

Hotel Nacional Inn

Hotel Financial

Hotel Metrópole

Sul América Palace Hotel

Ibis Styles Belo Horizonte Minascentro

Ibis Belo Horizonte Liberdade

Royal Center Hotel

Samba Rooms Hostel

Everything You need to know about Best Vlogging Camera Under 100

The kind of camera mainly is contingent on the vloggers need. If you would like the very best camera for vlogging, make certain it’s suited to your requirements. If you are especially searching for the greatest cheap camera for YouTube, you may read our guide here.

All About Best Vlogging Camera Under 100

All you need to do is to buy yourself a camera and get started making videos. How you intend to utilize your camera for daily vlogging videos makes an enormous difference as well so you can buy Best Vlogging Camera under 100 lets say For example, if you’re considering going on walks through the park every day to shoot your YouTube videos, you’ll probably want a little point and shoot that’s simpler to carry, and possibly a selfie stick or some form of hand mount for straightforward shooting. Canon cameras provide a large amount of versatility when it has to do with shooting videos for YouTube. Most Canon vlogging cameras will offer excellent image quality, excellent sound, and a selection of qualities that make them stick out from the rest.

A Startling Fact about Best Vlogging Camera Under 100 Uncovered

You may control exposure from the camera’s menu however, you can’t attach an effective flash or external mic, deficiency of hot shoe is the best drawback of Sony DSC-HSX90 camera that should be taken under consideration by a person who is in for some significant business enterprise. If you acquire a camera that shoots 4K, a very good laptop you also will need to edit and offer the footage on. Canon cameras are perfect for entrepreneurs who want to have an inexpensive excellent camera to help them dominate their market. Most Canon vlogging cameras offer excellent image quality, excellent sound, and an assortment of special characteristics that distinguish them from the rest.

It is possible to use video to better your blog, or you are able to use it as your blog’s most important content. You will discover videos that ask for collaboration help along with videos that are a part of a collaboration. It’s also ideal for recording video and earns a great vlogging camera.

Canon have everything in regards to cameras. Canon offers all kinds of camera, therefore it’s also crucial to devote a while deciding which category you’re most interested in. The Canon is quite light and it’s portable and great for the outdoor shootings. Firstly, Canon has been among the pioneers of the video enterprise. Canon might be one of the world big-name brands, but there’s great reason behind it. When it has to do with buying the ideal Canon vlogging camera, you first have to work out how you plan to use the gadget.

The Benefits of Best Vlogging Camera Under 100

The camera runs on 2 AAA batteries again it’s ideal for travelling and the variety of shots can be raised by employing rechargeable batteries. however, it can be rather costly replacing them regularly. It’s so much simpler to save up for the camera you need and learn to utilize it than to spend money in mediocre equipment and wind up disappointed in the caliber of your videos. Therefore, think of the kind of vlogs, you like to make and pick the very best vlogging camera that suits your requirements.

The Downside Risk of Best Vlogging Camera Under 100

Provided that a camera can provide 720p HD video recording, then that ought to be good enough for vlogging. If you’re searching for a camera that’s compact and offers you the capacity to use unique lenses just like you would on a DSLR then the following two cameras are likely right up your street. When it has to do with picking the best vlogging camera, there are a couple factors pertinent to decision-making.

Viagem literária pela Rússia

 

Minha amiga Luísa Brasil, que é jornalista e advogada, fez uma viagem pela Rússia com um foco em especial: as residências e monumentos aos escritores russos. Ela foi com seu companheiro, uma viagem de 15 dias durante o mês de agosto (verãozão russo! Mas isso não quer dizer que dispensava uso de casaco..!).

 

Essa viagem literária da Lú e do Pedro foi tão legal que ela concordou em escrever pro blog contando tudo! Leia abaixo esse email de viagem e inspire-se para visitar a Rússia na companhia de seus autores russos preferidos.

 

Fez uma viagem incrível e quer compartilhar dicas com os leitores do blog? Me manda um email que eu publico! livia.aguiar@gmail.com


 

Viagem literária pela Rússia

Email de viagem de Luísa Brasil

 

Em agosto deste ano, passei 15 dias na Rússia. Quando resolvi ir o destino com meu namorado (marido? namorido?), muita gente veio nos perguntar o porquê. Achei curioso, já que a Rússia tem uma história tão incrível que não é preciso justificar uma ida para lá. Além das atrações turísticas mais conhecidas, o que nos motivou muito foi nossa relação com a literatura russa. Não sou nenhuma especialista, mas desde que li Crime e Castigo no final da adolescência, os russos só ganharam mais espaço na estante, deixando as outras nacionalidades pra trás. Li alguns clássicos, alguma (pouca) poesia, muitos contos e houve um ano em que eu praticamente deixei todos os livros de lado para ler Guerra e Paz, numa empreitada que levou oito meses.

A escolha do foco da viagem foi super acertada, pois os russos prestigiam muito a memória de seus escritores. É impossível ficar indiferente a isso quando você chega em Moscou e as estações se chamam Pushkinskaya, Dostoyevskaya e Mayakovskaya. As referências estão em todos os lugares: estátuas, museus, nomes de restaurantes, ruas e avenidas. É como se, no Brasil, você pegasse o metrô na estação Drummond, descesse na Avenida Machado de Assis, passasse na Praça Guimarães Rosa e fosse fazer uma boquinha no Café Lispector. Fica a dica pras autoridades.

 

A Rússia também tem muitos “museus-apartamentos”, casas onde escritores famosos viveram e que preservam acervos e muita memorabília. Para quem é fã, é um passeio imperdível. Na viagem, selecionamos três: os apartamentos do Dostoiévski, Bulgakov e Maiakóvski (esse último estava fechado para reformas). Aqui embaixo, falo um pouquinho sobre eles, sobre outros passeios que fizemos com referências literárias e sobre outros museus literários dignos de nota.

São Petersburgo

Apartamento do Dostoiévski

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Achamos que o museu ia ser super vazio, mas chegando lá descobrimos que, como nós, há muitos Dostoyevsketes espalhados pelo mundo. O Museu é dividido em duas partes. A primeira é o apartamento onde o escritor viveu nos seus últimos anos, até sua morte em 1881. Os cômodos foram recriados e há vários objetos originais (inclusive uma página manuscrita de Irmãos Karamazov – lágrimas de emoção), mobiliário e fotos de família. O que achei mais interessante é que, nesse pequeno tour, são mostrados aspectos da vida pessoal do escritor que eu não fazia ideia, como o fato de ele ter dois filhos e ser um pai amoroso, ou de ele ser super vaidoso e gostar de roupas de marca. Eu sempre o imaginei como um cara sombrio vivendo em um muquifo minúsculo, e na verdade o apê é espaçoso e bem decorado.

 

A outra parte é um anexo com fotos, documentos e um audioguia (em inglês e espanhol, raridade na Rússia!) que conta toda a vida do escritor em minúcias, além de contextualizar alguns dos seus principais livros. Essa parte é pra quem é fã MESMO, porque é bastante detalhada e pode ser meio entediante para quem não leu os livros.

 

Endereço: Kuznechnyy per., 5/2, São Petersburgo
Preço: Se não me engano, foi 150 rublos (R$ 8)

Apartamento do Pushkin

Alexander Pushkin é uma instituição na Rússia. Me parece que, no Brasil, o escritor russo mais conhecido é o Dostoiévski, mas por lá só dá Pushkin. Li no The Guardian que já foram recenseados mais de 300 memoriais em homenagem a ele na Rússia. Em São Petersburgo, é possível visitar o apartamento onde o escritor viveu e morreu, depois de levar um tiro em um duelo (!). Há inclusive um sofá manchado de sangue que seria dos ferimentos que o levaram à morte. A localização desse museu é ótima, perto dos principais pontos turísticos da cidade. Ou seja, dá pra ir sem ter que desviar muito o caminho de outras atrações. É um apartamento bem nobre – ele veio de uma família rica – com uma rica biblioteca e estudos de obras do autor.

 

Endereço: nab. Reki Moyki, 12, São Petersburgo
Preço: 200 rublos (R$ 10)

Parque Tsarskoye Selo, em Pushkin

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Palácio da Catarina antes e depois da restauração

 

Pushkin é tão amado na Rússia que uma das principais cidades turísticas do país leva seu nome. É uma cidade muito charmosinha no subúrbio de São Petersburgo, e sua principal atração é Tsarskoye Selo, um parque que abriga o Palácio da Catarina, imperadora badass que também é idolatrada na Rússia (um exemplo de empoderamento feminino, achei mara). Fomos em um domingo e pegamos uma fila interminável para entrar. O Palácio é super suntuoso, os Romanov não brincavam em serviço no quesito ostentação. Mas o que mais impressiona é que ele foi destruído pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, então o que vemos hoje é fruto de um trabalho de restauração primoroso.

 

Endereço: Sadovaya Ulitsa, 7, Pushkin (a 25 quilômetros de São Petersburgo)
Preço: 1.000 rublos (R$ 50 reais)

Moscou

Apartamento do Bulgakov / Patriarch’s Ponds

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Estátua do Maiakóviski com o Hotel Pequim ao fundo

 

Fizemos esse programa duplo logo que chegamos em Moscou. Bulgakov é famoso pelo livro O mestre e a Margarida, uma história cheia de surrealismos em que o diabo desembarca em Moscou com um gato preto armado e toca o terror na cidade.

Se o museu do Dostoiévski tem um clima de solenidade e reverência, o do Bulgakov é exatamente o contrário. É um museu super despojado e bem mais caótico. O apartamento é pequeno, com alguns itens do autor, pinturas e edições antigas do livro. Uma coisa engraçada é que há fotos autografadas de celebridades que há visitaram o museu, e uma delas é do Harry Potter Daniel Radcliff, que já declarou que O Mestre e a Margarita é um de seus livros favoritos. Esse museu tem um problema: só há informações em russo, o que abrevia um bocado o passeio.

 

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Patriarch’s Ponds – esse lugar calminho foi onde o diabo começou a atormentar os moscovitas

 

Depois de sair do Museu, fomos ao Patriarch’s Ponds, um pequeno parque bem próximo que é uma das locações mais importantes de O Mestre e a Margarida: é por lá que o tinhoso chega em Moscou.

 

Endereço: Bolshaya Sadovaya ul., 10, 50 (apartamento) e Bolshaya Sadovaya ul., 10, 50 (parque)
Preço: 150 rublos (R$ 8)

Parque Górki

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Um dos melhores programas que fizemos em Moscou. O parque Górki é o equivalente do Ibirapuera. Lá dentro tem galeria de arte contemporânea (o projeto é do Rem Koolhas, maravilhoso), pista de skate, aula de crossfit, uma floresta, gramado para tomar sol, cafés, restaurantes, foodtrucks… enfim, diversão para qualquer gosto. O nome é em homenagem a Máximo Górki, escritor e dramaturgo muito celebrado durante o regime soviético.

 

Endereço: Krimsky Val, 9, Moscou
Preço: grátis

Monumento a Pushkin

Existem várias estátuas de Pushkin espalhadas por Moscou, mas o monumento superlativo em homenagem ao escritor fica na Avenida Tverskaya, a mais importante de Moscou. Demos a sorte de ficar em um Airbnb a um quarteirão do monumento, então todo dia a gente dava um alô pro brother Pushkin. Se fosse só pela estátua, a visita não valeria, mas todo o entorno do monumento é interessante. Lá é cercado de lojas, restaurantes, jardins, e também é onde fica o Café Pushkin e a Yelievski Store, um supermercado todo ornamentado que não dá nem pra descrever, apenas sentir, é como fazer compras dentro do Hermitage. Da estátua, você chega no Kremlin em dez minutos andando.

 

Endereço: Avenida Tverskaya, entre as estações Pushkinskaya e Tverskaya
Preço: grátis

Estação Dostoyevskaya

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O metrô de Moscou é considerado uma atração turística. Pode parecer estranho, mas é isso mesmo: um dos roteiros turísticos da cidade é sair andando de metrô e ir parando nas várias estações maravilhosas e super ornamentadas. Há desde os temas soviéticos até os temas monárquicos a la Romanov. No nosso roteiro, incluímos a estação Dostoyevskaya, onde há painéis em homenagem ao autor. Um deles é a cena icônica do assassinato de Crime e Castigo, onde o personagem principal, Raskolnikov, mata sua locadora com um machado. Aparentemente, o senso estético russo considera apropriado botar uma cena dessas em uma estação de metrô. Como somos #teamdostoievski, tivemos que ir até lá fazer umas fotos.

 

Endereço: Estação de metrô Dostoyevskaia, linha verde-clara do metrô
Preço: 50 rublos o bilhete de metrô (mais ou menos R$ 2,50)

Grand Café Dr. Jhivago

O café mais famoso de Moscou é o Café Pushkin (olha ele aí de novo). Estávamos planejando ir lá, mas nossa host do AirBnb alertou que ele era completamente superestimado e caro. Ela nos deu a dica de um outro café, com inspiração literária também: o Café Dr. Jhivago. Bem pertinho do Kremlin, ele fica no térreo do Hotel Nacional, um dos marcos da região. Lá dá pra tomar um típico café da manhã russo, regado a muito chá e blinis, desde que o bolso esteja preparado. A gente conhece Dr. Jhivago pelo filme, mas o livro é do Boris Pasternak, autor bem famosão entre os russos que também tem um museu-casa para chamar de seu, a 25 quilômetros do centro de Moscou.

 

Endereço: ul. Mokhovaya, 15/1, Moscou (em frente ao Kremlin)
Preço: Grátis para entrar. Para comer, o céu é o limite

Monumento a Maiakóvski

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Tentamos ir ao museu-apartamento do Maiakóvski, onde ele morou até se matar, mas ele estava fechado para reformas (desde 2013!). Ficamos super decepcionados e tivemos que nos contentar com o monumento em sua homenagem na Triumfalnaya Square. A praça acabou de ser reformada, com um projeto super moderno. Não é exatamente um ponto turístico, é mais frequentada por locais, mas é muito bom de ir para sentir o dia-a-dia da cidade. No seu entorno fica o Hotel Pequim, um hotel lendário de Moscou, restaurantes e vários teatros.

 

Endereço: Triumfalnaya Square, Moscow
Preço: grátis

 

E mais!

Moscou ainda tem vários outros museus-apartamentos, que não conseguimos ir por falta de tempo, mas podem ser interessantes. Há o do Vladmir Nabokov e o de Nikolai Gogol, por exemplo. No interior, fica o museu Yasnaya Polyana, onde Tolstói viveu e escreveu Guerra e Paz e Ana Karenina. Esses vão ficar pra quando a gente voltar 🙂


 

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Mercado Central de BH: produtos para levar pra casa e ter saudades de Minas

Eu <3 Mercado Central de BH!!

 

Mercados são os meus lugares preferidos nas cidades. São uns dos lugares obrigatórios nas minhas viagens, pois é neles que eu procuro entender como funciona a dinâmica local, os hábitos das pessoas e o que elas comem! Fujo dos mercados muito turísticos e procuro o que há mais de regional na cidade – quase toda aglomeração de pessoas tem um mercado, afinal, desde antes da invenção do supermercado impessoal, sempre foi preciso comprar comida e coisas do dia-a-dia em algum lugar.

 

Belo Horizonte é minha cidade natal e o Mercado Central de BH mora tanto no meu coração que eu tento ir sempre que dá – é lá que compro grãos e frutas secas, paro para comer um quibe maravilhoso na Dona Hana, encontro os melhores queijos do estado de Minas, artigos descartáveis e outras necessidades cotidianas. E, é claro, é um lugar que eu amo ir com os turistas que vêm pra Belo Horizonte!

 

Nesse post fiz uma lista de lugares e comidas para experimentar no Mercado Central de BH. Agora, na continuação, apresento algumas das comprinhas que recomendo aos viajantes que querem levar um pouco do gosto autêntico de Minas Gerais de volta pra casa 🙂

 

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O Mercado Central de BH foi construído inspirado nos souks árabes, com corredores em círculos concêntricos. É bem fácil se perder lá dentro – mas que problema há nisso? hehehe

 

O mercado tem um estacionamento lá dentro, que fica no segundo andar – a hora não é muito mais cara do que em outros estacionamentos próximos e você ainda tem a vantagem de chegar por cima, se vier de carro. Para os pedestres, há uma miríade de ônibus que passam nas proximidades e é muito fácil chegar à pé vindo de diversas partes do centro.

 

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Queijo de São Roque da Banca do Ronaldo

Todo belorizontino tem a sua barraca do queijo preferida no Mercado Central. A minha, cuja preferência herdei da minha mãe, é a do Ronaldo, que eu acho que tem o melhor preço do queijo de São Roque, que é meu preferido! Ele também tem vários outros queijos, como o maravilhoso requeijão em barra com raspas e o queijo da Serra da Estrela, que é um queijo de minas meia cura com requeijão do lado de dentro #magia. Não sou muito fã do hypado queijo trufado, que é um queijo de minas recheado de goiabada, mas tem muita gente que gosta. O bom é que dá pra experimentar de quase tudo, o que pode te ajudar a escolher o que levar.

 

Outra barraca de queijo que gosto bastante é a Queijaria du Salim, que tem também várias opções de queijos de Minas, com destaque para o misterioso requeijão escuro do norte de Minas, que fica muito gostoso quente na frigideira com melado de cana!

 

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Cachaças mil na Cachaça de Minas AJR

Essa loja tem muitos, muitos, muitos rótulos de cachaça e as vendedoras ajudam a encontrar as melhores. Eu não sou muito de cachaça, mas na AJR meus amigos sempre encontram o que procuram por lá.

 

O Mercado tem várias cachaçarias, então vale a pena procurar por aí – e ir degustando. Cuidado pra não ficar muito bêbado, enriquecer e gastar o orçamento da viagem toda em pinga! Esse é um perigo recorrente em Minas kkkkkkkk

 

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Biscoitinhos da Comercial Enedir

Sempre tem biscoito fresquinho e de várias regiões do estado. A loja fica bem do lado da Portaria Principal do Mercado, não tem como errar!

 

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Artigos pra casa, como o famoso “espresso mineiro”

À venda em várias lojas do Mercado Central de BH, o “espresso mineiro” é uma estrutura de metal com um mini coador de café e uma xícara esmaltada no tamanho certo! Dá pra coar um café individual rapidinho e fica um charme na mesa de café da manhã ou lanche da tarde!

 

O Mercado também é um ótimo lugar para comprar panelas de ferro e de barro, que são muito mais saudáveis do que as panelas de alumínio. O único problema é o peso delas… pra quem está viajando de avião, fica um pouco difícil.

 

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Doces de fruta e de leite

Doces de leite fresco quase da cor do leite, doce de leite queimadinho, goiabada, figada, doces de frutas cristalizadas, pé de moleque de rapadura e de doce de leite, geleia de mocotó, de frutas… o que não falta é doce no Mercado!

 

E sabe o que é mais legal no Mercado Central de BH? Ele é muito útil para os turistas assim como para os belorizontinos! Não deixe de, pelo menos, tomar um cafezinho no Dois Irmãos e bater um dedinho de prosa com outras pessoas no balcão – a hospitalidade mineira transborda por ali.

 

Nem tudo são flores no Mercado: em toda sua tradição, ele ainda mantém um corredor inteiro dedicado ao comércio de animais vivos, como passarinhos, galinhas, cachorros, gatos, patos, entre outros… Eu sempre pulo essa parte: acho muito triste e sou completamente contra esses espaços completamente insalubres para os pobres animais!

Mercado Central de BH

Abre todos os dias de 7 da manhã às 18 horas, mas fecha às 14h nos domingos e feriados de Belo Horizonte

A portaria principal fica na Avenida Augusto de Lima, 744, Centro. Nela há um balcão de informações que pode ser útil para ajudar a achar alguma loja específica – mas o bom é se perder e se encontrar lá dentro 😉

 

O Mercado tem visitas guiadas gratuitas, com guias bilingues, que podem ser agendadas pelo email mercadocentral.info@gmail.com. As visitas são realizadas de segunda a sábado de 9h às 17h e domingos e feriados de 9h às 13h. Elas duram cerca de 1h30 e os grupos têm no máximo 20 pessoas (que é muuuuita geeeente!).

 

Site oficial.

Hospede-se no centro de Belo Horizonte

Belo Horizonte Othon Palace Hotel (para acordar cedo e ver o sol nascer atrás da Serra do Curral)

Belo Horizonte Plaza

Hotel Nacional Inn

Hotel Financial

Hotel Metrópole

Sul América Palace Hotel

Ibis Styles Belo Horizonte Minascentro

Ibis Belo Horizonte Liberdade

Royal Center Hotel

Samba Rooms Hostel

Dicas para conhecer o litoral de Alagoas, o Caribe Brasileiro

Alan Albuquerque, que escreveu este ótimo email de viagem de turismo gastronômico por Recife, continuou viajando pelo nordeste e escreveu para o blog sobre a última viagem que fez a Alagoas, o Caribe Brasileiro!

 

Leve as dicas do Alan em consideração quando for planejar sua viagem a esse paraíso tropical ainda pouco explorado e que está bem perto da gente!

 

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Boquiaberto com a beleza do litoral de Alagoas

Por Alan Albuquerque

Fiz uma viagem muito massa para Alagoas. Fui para o casamento de amigos alagoanos, em São Miguel dos Milagres, e aproveitei para circular mais. Por enquanto é o mar mais bonito que já vi no Brasil.

Esse foi o caminho que fiz:
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1. Maceió

A primeira dica de Maceió é sobre o aeroporto, que fica a cerca de 25km da orla. Cuidado no deslocamento: o ônibus que faz o transporte público para de circular por volta das 23h. Se não for possível pegá-lo, negocie a corrida com os taxistas; eles estão habituados a combinar o preço fechado. Costumam fazer por 40 ou 50 reais, vale bastante a pena.
Uma determinada região de Maceió (Ponta Verde e arredores) concentra as praias urbanas e hospedagens. Cheguei à noite e caminhei cinco quarteirões até a Praia de Ponta Verde. Fui encontrar meus amigos alagoanos num dos quiosques mais conhecidos, o Lopana

 

Assim que encontrei o pessoal e comentei que fui caminhando até lá, todos os nativos me chamaram a atenção: apesar de ser uma região movimentada, eles não recomendam de forma nenhuma circular a pé durante a noite.

 

Maceió ainda é uma das capitais mais violentas. Apesar do conselho, passeei à noite algumas vezes durante a minha estadia e nada demais aconteceu 🙂

E de manhã que veio o choque: ver a Praia de Ponta Verde de dia é maravilhoso. Talvez seja a orla urbana mais bonita do Brasil, com a combinação das palmeiras verdes com o mar azul turquesa (foto acima).

 

Pena que nadar em Ponta Verde não é tão bacana. Dá para perceber que a água não é tão limpinha. No entanto, todos recomendam fazer o passeio de jangada até as piscinas de Pajuçara, praia ao lado de Ponta Verde.

Mapeei comidas delícias na região da praia de Ponta Verde. Recomendo a Bodega do Sertão (self service de comida típica), Divina Gula (comida mineira – sim – e pratos com frutos do mar) e Yang Cheng (chinês delicioso, escondido e barato).

 

2. Litoral sul de Maceió

No litoral sul de Maceió cometi meu maior “pecado” da viagem: não fui à Praia do Francês, talvez a mais famosa da cidade.

 

Dei preferência para uma outra, perto, a Praia do Gunga. A melhor forma de chegar até lá é de carro. Antes da entrada da praia, vá ao mirante (ingresso por 2 reais). A vista é chocante: lagoa, coqueirais e mar.

 

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Praia do Gunga e Lagoa do Roteiro, vistos do mirante

 

A praia em si é linda também. Dizem que antes era mais deserta; hoje é relativamente movimentada, tem quiosques, estacionamento (pago, 10 reais) e até coisas de esportes aquáticos para alugar e brincar. No Gunga, sugiro repetir minha programação: banho de mar mais cedo, banho de lagoa à tarde, aproveitando o movimento da maré. Talvez tenha sido minha praia favorita no estado.

 

3. Litoral Norte de Maceió

Advertência para os motoristas: cuidado para não se distrair na estrada, pois o mar azul claro, ao lado da estrada, rouba a atenção facilmente. O caminho é deslumbrante!

 

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Praia de Paripueira

 

São várias as praias a norte. Escolhi Paripueira, uma das últimas. É como um bairrinho e as casas acabam na areia.

 

4. São Miguel dos Milagres (Porto da Rua)

Meus amigos se casaram no distrito de Porto da Rua, litoral norte de Alagoas, a 100km de Maceió. É um vilarejo muito pequeno, sem sinal de internet, caixa eletrônico, nada. O mar é calmo e, na maré baixa, dá para ir caminhando até as piscinas naturais. Leve seu snorkel e veja corais coloridos, peixes, tudo ao natural.

 

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Piscinas naturais em São Miguel dos Milagres

 

Duas dicas imperdíveis: a Pousada do Sonho, que, apesar de não ser barata, tem um custo-benefício incrível e o Restaurante do Enildo, simples e com comida maravilhosa.

 

Tudo é paradisíaco por ali.

 

5. Maragogi

Mais 80km ao norte e se chega a Maragogi, que, ao contrário de São Miguel dos Milagres, é super turística. E tem motivo, né? As piscinas naturais são incríveis mesmo e a água tem cores lindas. Mas acho que um único dia é o bastante por lá.

 

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Maragogi e sua água sem filtros

 

Recomendo fazer o passeio de barco até os bancos de areia, além das piscinas naturais. Gostei bem mais.

6. Foz do Rio São Francisco

Terminei a viagem descendo até o extremo sul do litoral de Alagoas, onde o São Francisco marca a divisa com Sergipe.

 

A base desse passeio é a cidade de Piaçabuçu. A cidade, fofa, não fica exatamente na foz. Então é preciso fazer um passeio de barco, que sai do porto e vai até uma ponta de areia, pequenas dunas, que dividem rio e mar.

 

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Foz do São Francisco

 

É deslumbrante mesmo, uma das paisagens mais impressionantes que já vi. Recomendo fazer o passeio (50 reais) da agência As Ribeirinhas. São 30 minutos descendo o rio até a foz e passei cerca de duas horas no areal, que tem alguns pequenos quiosques.
Voltar em Alagoas é um objetivo. Vamos juntos?


 

Vamos, Alan!! Fiquei com vontade demais de conhecer esse litoral de praias compridas, lagoas limpíssimas e mar transparente! E a comida? hmmmmmmmmmmmm!

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