Onde e o que comer no Mercado Central de BH

 

O Mercado Central de BH mora no meu coração!

 

Mais de 400 lojas que vendem de tudo um pouco enchem o Mercado Central (ou MercaCentrá no sotaque belorizontino que cort’aspalavr) de cheiros, sons e sabores deliciosos.

 

Ainda que seja um mercado que recebe muitos turistas, ele também é bastante frequentado por quem mora na cidade. É lá que os belorizontinos vão pra comprar aquele queijo canastra especial, temperos a granel, pimentas exóticas, frutas secas a preços razoáveis, suplementos alimentares para quem pratica exercícios físicos de intensidade, animais vivos (infelizmente) ou então se reúnem pra uma cerveja com fígado acebolado com jiló, um almoço especial no Casa Cheia ou uma vitamina de açaí e ~poderes naturais~ como catuaba, marapuama, guaraná, ovo de codorna e outros levanta-defuntos.

 

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Nunca vou ao Mercado de barriga cheia, porque vou me arrepender de não poder comprar alguma coisinha por lá! Meu avô tinha o hábito de chegar, comprar abacaxi gelatinho (foto acima) e sair passeando sem rumo – e eu às vezes vou com esse mesmo objetivo que ele ia na década de 1970: o de conhecer o que tem de novidade nas ruas infinitas do Mercado Central.

 

Quando vier visitar BH, não deixe de dar uma passadinha no Mercado – e leve pelo menos uma lata de goiabada, uma roda de um bom queijo e uma cachacinha pra matar as saudades de Minas quando chegar em casa.

 

Bom, vamos falar de comida pra comer no Mercado, que é o assunto desse post.

 

Café Dois Irmãos

Quando chego, a loja que quero visitar é o Café Dois Irmãos, que tem a melhor broinha de milho que já experimentei na vida.

 

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Foco na broinha que está atrás do pão de queijo! Divina!

 

O pão de queijo também é muito gostoso – o que acho mais saboroso no Mercado – então minha dica é pedir o duo broinha + pão de queijo acompanhado de um cafezinho. O café é da marca Cambraia, do Sul de Minas (mais especificamente da região de Santo Antônio do Amparo, de onde é parte da minha família. Aqui tem mais posts sobre a cidade), que é gostoso e moído na hora. Se quiser levar esses sabores pra casa, o Café Dois Irmãos vende broinhas e pães de queijo congelados e mói café na hora na gramatura que você quiser.

 

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Casa Cheia

É sempre a minha opção para almoçar no Mercado. E a casa é cheia não só no nome, então chegue cedo sob o risco de ficar um tempão na fila de espera!

 

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O Casa Cheia sempre participa do Concurso Comida de Buteco (desde a primeira edição em 2000) e já ganhou ou foi finalista diversas vezes. Meus pedidos preferidos são o torresmo de barriga como entrada (foto abaixo) e o mexido como prato principal – eu sempre preciso dividir, porque é muita comida! Eles também têm um buffet com comidas à quilo, que podem ser tiragosto ou uma opção de prato mais simples, rápido e barato.

 

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Foca no torresmo de barriga com molhinho agridoce de laranja do Casa Cheia <3

 

Empório Árabe e Delicatessen D’Hana (ou Dona Hana)

Dona Hana é palestina e mudou-se para Belo Horizonte há mais de 30 anos. Na loja dela tem uma foto de Yasser Arafat cumprimentando o Papa João Paulo VI que não deixam dúvidas de sua origem e de sua relação com os católicos. No começo, sua banca era um restaurante árabe, mas hoje se transformou em um empório.

 

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Ela vende um kibe maravilhoso (o vegetariano é igualmente delícia, recomendo!), esfirras, hummus, babaganoush e outras pastinhas de origem libanesa, doces de gergelim, de semolina, de nozes, pistache e mel vendidos à granel, além de docinhos menores embalados pra levar pra casa e diversos produtos industrializados árabes (como tahine, água de rosas, azeite libanês)… uma perdição!

 

Dê uma entradinha nem que seja para ver seus lustres de vidro colorido e as reportagens sobre ela emolduradas na parede.

 

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Alguns produtos do empório são difíceis de achar em outros lugares da cidade. Ela tem produtos importados e também versões nacionais!

 

Ponto da Empada

Massa quebradiça no ponto, recheios fartos e deliciosos, empadas sempre quentinhas saindo do forno devido à alta demanda: as empadas do Ponto da Empada são pra guardar na lembrança.

 

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Minha preferida é a de carne com jiló e bacon – o jiló dá um amarguinho suave que combina demais com a carne defumada -, mas também tem sabores tradicionais como frango, queijo e milho.

 

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Eu tento pedir outra empada, mas essa de jiló é MARA DEMAIS pra ser ignorada! Acabo comendo duas, claro.

 

Guaraná & Cia

O local ideal para tomar um açaí ou um suco energético cheio de ingredientes afrodisíacos tradicionais brasileiros, do amendoim à marapuama passando pelo ovo de codorna.

 

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Ótima parada pra dar aquela energizada no dia e continuar batendo perna no mercado! Os nomes das batidas são hilários: Raimundão, Alfredão, Ronaldão, Madona, Carla Perez, Sharon Stone, Xuxa….

 

Bar da Lôra e adjacências

Atendentes dos bares ali naquela seção do mercado são uma verdadeira Faixa de Gaza, em que o conflito é pela sua atenção.

 

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Atendentes ficam andando sobre o balcão oferecendo cerveja aos passantes e, da cozinha pequena no segundo andar, descem porções deliciosas e fartas de fígado acebolado com jiló, batata frita e outros tiragostos. Eu não sou muito da cerveja, mas o fígado com jiló da Lôra é um dos poucos que como com gosto (fígado não é minha praia).

 

Mercado Central de BH

Abre todos os dias de 7 da manhã às 18 horas, mas fecha às 14h nos domingos e feriados de Belo Horizonte

A portaria principal fica na Avenida Augusto de Lima, 744, Centro. Nela há um balcão de informações que pode ser útil para ajudar a achar alguma loja específica – mas o bom é se perder e se encontrar lá dentro 😉

 

O Mercado tem visitas guiadas gratuitas, com guias bilingues, que podem ser agendadas pelo email mercadocentral.info@gmail.com. As visitas são realizadas de segunda a sábado de 9h às 17h e domingos e feriados de 9h às 13h. Elas duram cerca de 1h30 e os grupos têm no máximo 20 pessoas (que é muuuuita geeeente!).

 

Site oficial.

Hospede-se no centro de Belo Horizonte

Belo Horizonte Othon Palace Hotel (para acordar cedo e ver o sol nascer atrás da Serra do Curral)

Belo Horizonte Plaza

Hotel Nacional Inn

Hotel Financial

Hotel Metrópole

Sul América Palace Hotel

Ibis Styles Belo Horizonte Minascentro

Ibis Belo Horizonte Liberdade

Royal Center Hotel

Samba Rooms Hostel

Por que viajar para o Laos? Convença-se aqui

Foto: mirante em Nong Khiaw, Laos

 

Converse com alguém que está viajando há bastante tempo e, se a pessoa esteve pelos lados do sudeste asiático, existem grandes chances de ela ter adorado o Laos. Adorado, não. Amado. Top 10. “Melhor país”.

 

No Laos não tem praia, não tem cidade cosmopolita, não tem (muitas) indústrias, não tem infraestrutura, os preços são baratos, mas são os mesmos praticados na Tailândia, Vietnã e Camboja, países famosinhos entre turistas do mundo todo… Que país é esse, afinal, que ninguém ouve falar nas notícias, e porque a galera curte viajar por lá? Por que viajar para o Laos?

 

Aviso: este é um post longo. Se estiver sem paciência, role a página para ver as fotos e se convencer de que é um país mara para viajar. Depois volte, leia, e planeje a viagem!

 

Bom, antes de começar, dá uma olhada nesse clipe (ou deixe a música rolando enquanto lê o post).

 

Eu poderia fazer tantos comentários sobre esse clipe que melhor deixar isso pra lá. Sigamos com o post.

 

O Laos é um país super super super agrário que faz fronteira com a Tailândia, China, Mianmar, Vietnã e Camboja. Localizado no meio da península da Indochina, sua principal atividade econômica é o cultivo do arroz, o governo é uma ditadura militar socialista super corrupto e pelego da China, as estradas costumam ser péssimas a não ser entre as principais cidades do país: Vientiane (a capital), Pakse e Savannakhet.

 

As distâncias entre as cidades são percorridas por terra em pequenos ônibus, minivans e, eventualmente, ônibus comuns, todos geralmente cheios e com tv tocando músicas típicas do Laos (como esse vídeo do post) ou sucessos da Tailândia (pra mim soa tudo igual, mas os clipes tailandeses são menos toscos). A cidade mais legal de todas é Luang Prabang (pode perguntar por aí), localizada numa curva do rio Mekong e que foi capital do país até 1975. A estrada entre Luang Prabang e Vientiane é horrível, btw, mas a outra opção é voar. Outra alternativa de transporte entre regiões do país é cair na água. Como um bom país agrário e cheio de rios, o transporte fluvial é abundante e, em alguns casos, a única maneira de chegar em povoados pequenos. É também a minha maneira preferida de viajar, apesar de não ser lá muito confortável.

 

Confesso: viajar pelo Laos não é confortável, mas é fácil. E vale muito a pena.

 

Por que?!?

Chega de suspense!

 

Apesar das estradas, da falta de informação, da música que no começo não é tão ruim mas que entra no cérebro como uma broca, da ditadura militar uó, das corrupções grandes e pequenas, o Laos é um país lindo. A natureza foi muito generosa na região e várias paisagens estão ainda bastante preservadas. As pessoas do país também são lindas, simpáticas, generosas, tranquilas, acolhedoras.

 

A falta de mar é compensada por cachoeiras de água azul turqueza e quente, cavernas imensas que são atravessadas por rios, montanhas cobertas de verde. Entre uma beleza natural e outra estão povoados minúsculos e charmosos, habitados por pessoas muito legais, que cozinham comida apimentada feita à base de arroz e macarrão de arroz. Ainda que muitas delas não tenham dinheiro e vivam de subsistência, as taxas de crime são baíxíssimas. É muito seguro viajar pelo Laos.

 

E sabe o que mais? Não tem quase nenhum turista. Ok, é claro que o país tem turistas. Eu fui uma entre muitos. Mas os turistas que querem tudo prontinho, que vão atrás de resorts e correm entre uma atração turística e outra sem tirar os olhos da tela da câmera, os turistas que reclamam o tempo todo, que querem comer sua própria comida típica até quando estão no meio da floresta, que preferiam ter ficado em casa… esses nem entram no país. Ufa.

 

O segundo tipo de turista que me incomoda é o jovem branco vidaloca atrás de lugares baratos pra beber e se drogar. Desses existem muitos no Laos, mas eles só fazem um trajeto: cruzam a fronteira do norte da Tailândia, pegam o barco de dois dias até Luang Prabang, vão de van até Vang Vieng e ficam loucões com muito álcool, maconha, cogumelos e ópio enquanto descem um rio de bóia (a principal parte da ~viagem~ pelo Laos), depois vão a Vientiane para voltar até Bangkok ou esticam até as 4 mil ilhas, na fronteira com o Camboja, para curar a ressaca em uma rede antes de sair do país. Pronto. Se quiser escapar deles, basta viajar por outros lados ou simplesmente acordar cedo e aproveitar o dia, como todos os laosianos fazem. O bom desse tipo de turista é que eles não gastam muito dinheiro, então esses lugares passam a ter estrutura turística mas continuam sendo baratos como o resto do país.

 

No Laos é possível conhecer tudo usando transporte local barato ou alugando uma moto, meio de transporte bastante popular (mas tome cuidado porque você não quer ter um acidente no Laos! Os hospitais são péssimos!!!!). O inglês é a principal língua de comunicação entre os turistas e os locais. Não vai dar pra discutir filosofia com muita gente, mas inglês macarrônico e alguns gestos resolvem todos os problemas imediatos de comunicação – consegui inclusive comprar um plano pré-pago de 3G sem falar uma palavra de laociano!

 

Os melhores lugares no Laos são aqueles no meio do nada: um povoado na beira do rio cercado de plantações de arroz, com algumas cavernas a ser exploradas, uma ou outra cachoeira e um céu limpo cheio de estrelas.

 

Se você chegar em um vilarejo que não tem hoteis (sim, pode acontecer facilmente), é possível combinar um homestay sem dificuldades. A hospedagem na casa de pessoas do lugar, por 5 ou 6 dólares a noite, foi estabelecida pelo governo e é fácil de arranjar mesmo se quase ninguém souber falar inglês no lugar.

 

Da primeira vez que fui ao Laos, quase não fugi da rota dos turistas bêbados, mas mesmo assim consegui me desviar deles e conhecer lugares lindos que inclusive gostaria de ver de novo.

 

Sinto saudades da caverna Kong Lo, cheia de estalagtites e que é atravessada por um rio de 7km. Navegar por esse rio observando a caverna e sair no povoado do outro lado é uma experiência que recomendo a todos. Neste post aqui, escrito em 2012, conto um pouco do que fiz na região centro-sul do Laos naquela época.

 

Este ano, 2015, aproveitei que estava no norte da Tailândia e decidi conhecer o norte do Laos. Ao invés de pegar o barco na fronteira e descer até Luang Prabang como muita gente faz e eu tinha feito também em 2012, este ano eu segui por estradas e rios ao norte.

 

Depois tive que voltar à Tailândia de Luang Prabang por quase que a mesma rota, porque o país tem realmente poucas estradas…

 

Taí uma coisa importante que você precisa se quiser conhecer o Laos melhor: tempo. Com pouco tempo, será difícil escapar da rota dos turistas vidaloca, porque outros destinos exigem tempo de viagem.

 

O país não é tão grande assim, mas alguns mocroônibus não passam todo dia, alguns caminhos mais longos só podem ser percorridos durante o dia, algumas vezes vai acontecer de a estrada estar fechada e você precisar voltar pra onde veio e esperar. Acontece. Mas aí você vai, conhece o que der pra conhecer e depois volta, que foi o que eu fiz!

 

No norte, encontrei um país ainda mais agrário e tribal do que nas planícies do centro-sul e me apaixonei ainda mais pela região.

 

Abaixo, algumas fotos e highlights da viagem:

 

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Vi a colheita de arroz por todos os lados e experimentei arroz da primeira colheita – uma iguaria entre os povos de lá (foto em Muang Sing)

 

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Me apaixonei por umas pastinhas misteriosas feitas com vegetais tostados e muita pimenta – a minha preferida é a de amedoim, essa marrom de cima na foto (Lai’s Place, restaurante em Luang Namtha. O prato se chama “jeow”, que significa literalmente “pastinha”)

 

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Dormi e trabalhei nos meus frilas em bangalôs na beira do rio (Muang Ngoi)

 

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… e também entrevistei um especialista italiano sentada no balcão de um café/restaurante. Vida de nômade digital nem sempre é glamour (foto: Amita Sarup. Bamboo Lounge, Luang Namtha)

 

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Visitei cavernas que serviram de esconderijo durante a Guerra do Vietnã (que não atingiu só o Vietnã). Essa foto é do mirante em cima da caverna (Muang Ngoi)

 

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Me acostumei a tomar sopa de macarrão de arroz no café da manhã (todos os mercados do país, hehe. Esse é em Muang Khoua. Foto: Amita Sarup)

 

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Nadei numa lagoa dentro de uma caverna – são muitas cavernas. Essa também serviu de esconderijo durante a guerra (foto: Amita Sarup. Muang Ngoi)

 

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Viajei por um rio que corta uma paisagem de montanhas belíssimas. E tive que fugir de  um búfalo raivoso em uma das paradas pro xixi (rio Nam Ou)

 

KuangSi_eusouatoa

Revisitei a cachoeira de Kuang Si, que já tinha ido em 2012 (perto de Luang Prabang)

 

LuangPrabang_eusouatoa

Vi belíssimos pôres do sol (todos os dias, hehe. Esse é em Luang Prabang, na beira do rio Mekong)

 

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Experimentei drinks de laolao (destilado de arroz) preparados por Noy, bartender laosiano que se daria bem em qualquer bar chique de São Paulo (Muang Ngoi)

 

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Explorei mercados que vendiam caça da floresta, inclusive morcegos, passarinhos de penas coloridas (foto acima no mercado de Muang Khoua), larvas de bambu, roedores de diversos tamanhos e um animal peludo que parecia um guaxinim.

 

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Fiz trekking por um parque nacional muito bonito (Foto: Amita Sarup. Nam Ha National Preservation Area)

 

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Viajei horas infinitas de ônibus, microonibus, minivan, caminhonete… e as paradas pro xixi eram sempre uma aventura (todas as estradas, essa da foto era de Luang Namtha a Huay Xay)

 

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Conheci viajantes de todas as partes do mundo, do Canadá ao Vietnã, da Polônia à África do Sul, da Alemanha à Argentina. E, claro, diversos laosianos!

 

Gostaria de destacar a companhia da Amita Sarup, amiga alemã que conheci na Tailândia e que depois reencontrei no Laos. Viajamos juntas por 10 dias e graças à ela tenho fotos que não são selfies. A Amita está agora no Vietnã – ou deus sabe onde, sabe como é.

 

E também perdi 400 fotos de viagem, incluindo vídeos que tinha salvado do snapchat 🙁 Algumas imagens consegui registro por causa da Amita, mas, poxa, 400 fotos…

 

Vou ter que voltar!

 

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