Me ama, Mianmar!

O Mianmar (antiga Birmânia) é provavelmente o país mais difícil que eu vou visitar nessa volta ao mundo.
Difícil porque ele estava sob uma ditadura militar longuíssima (de 1962 a 2011) e que ainda não está com a democracia realmente instalada (ok, “defina democracia”, mas parece que lá a questão é tensa).

 

Esse governo fechou diversas regiões do país para estrangeiros (inclusive a capital Naypyidaw), que ainda não estão abertas.

 

É quase impossível chegar até o interior do país por terra – apenas uma estrada, que vem da China, passa por territórios permitidos a não-birmaneses – ou seja, se não tiver passando pela fronteira chinesa, você tem que chegar de avião aos principais pontos turísticos.

 

O governo é muito autoritário, violador de direitos humanos e as eleições realizadas em 2010 foram consideradas altamente fraudulentas pela ONU. O rendez-vous é tão intenso e bad vibe que o Guia Frommer’s de viagens decidiu não publicar um capítulo sobre o país em seu guia do Sudeste Asiático (muito menos um livro só sobre a região), por considerar que os turistas que forem para lá financiarão a situação política do país.

 

Ou seja: será que vale a pena ir até lá? As fotos de Marco Pomarico, que ilustram esse post, gritam que SIM

 

 

Juro que sonhei com as garotas com a maquiagem branca na cara (feita de um tronco de árvore chamado thanaka). Sonhei com o nascer do sol às margens do lago Inle, sonhei com essa paisagem alienígena dos mosteiros budistas com suas abóbadas cônicas.

 

 

Como é preciso chegar de avião, pesquisei as companhias aéreas que poderiam me levar para Yangon (antiga capital do Myanmar e a capital turística, onde os aviões internacionais descem, já que não dá pra pisar na Capital Oficial).

 

A melhor alternativa é a AirAsia, a low-cost com um “RyanAir” feelings que voa por toda a Ásia a preços bem camaradas. Comprei a minha passagem por INACREDITÁVEIS 6 dólares o trecho Bangcoc-Yangon – mas calma!

 

Para cada voo tive que pagar ainda 12 dólares para despachar uma mala de até 15 quilos, 3 dólares pra escolher meu lugar no avião (não tem como não escolher ¬¬ ) e 25 dólares de taxas de aeroportos. 92 dólares no total, ida, volta e taxas. Ufa.

 

Tive meu cartão de crédito recusado por no particular reason (pelo que pesquisei em fóruns na internet, parece que a AirAsia está mesmo com problemas pra aceitar todos os cartões) e usei o do meu pai pra pagar as passagens (já devolvi o dinheiro, paiê!). E é preciso mencionar que o Mianmar tem umas regras bizarras para entrar no país – além das taxas, fotos, e etcs de visto, é obrigatório trocar no mínimo 200 dólares por kyats, a moeda local. E eles não trocam pra dólares de volta se você não conseguir gastar tudo. Parece que existe um câmbio negro com uma cotação mais barata (e notas mais falsas, talvez?), então essa exigência do governo é pra garantir o dele com os turistas. Enfim. Tudo isso é pouco para para ir visitar um universo paralelo.

 

 

Conto tudo pra vocês em Abril. Até lá, vamos sonhando…

15 comentários em “Me ama, Mianmar!”

  1. Ainda não conhecia a história dessa região, acho que passou por mim um link que falava sobre a recente ~democracia~ (#panerisoshistéricos), mas não me aprofundei. Fiquei demais empolgado com as fotos e seus sonhos do local, migs. Please, faça muitos vídeos pra gente fazer aqueles GIFs pra matar de inveja. hehehe

    Sugestão de foto #arianning para essa temporada: abraço coletivo nas minas aí com maquiagem; pose no mercado local com frutas ~típicas~ e uma foto sua achando MISTERIOSAMENTE um suéter roxo pendurado na entrada da sua hospedagem: “Oh! Huffs is here too”.

  2. Outro dia tentei comprar uma passagem pro Nepal e descobri que a taxa do aeroporto era muitooooo mais cara que o próprio ticket. Fiquei assustado, mas parece que é assim mesmo. Que coragem a sua de ir ao Mianmar! =)

  3. Pingback: Mianmar. Fatos históricos, licenças poéticas e considerações políticas « eusouatoa [mochilão2.0]

  4. Pingback: Como levar dinheiro na sua viagem para Mianmar

  5. Oi, Livia, tudo bem? Vou ao Sudeste Asiático em fevereiro do ano que vem. Terei 28 dias lá e chego e vou embora por Bangkok. Estou super em dúvida de quais locais visitar. Myanmar sempre esteve no meu ideário. Vc acha viável fazer Tailândia, Laos e Myanmar? Ou Tailandia, Camboja e Myanmar? Ou numa primeira vez deveria deixar Myanmar de fora. O Vietnã é imperdível? São tantas dúvidas. Ai ai… Parabéns pelo blog. Bjs.

    1. Oi Luciana! Sim, é possível fazer Tailândia, Laos e Mianmar ou Tailândia, Camboja e Mianmar, mas você vai fazer uma viagem bem rápida pelos três! Se puder, compre voos internos para acelerar um pouco a viagem! Acho que é importante ir ao Mianmar o mais rápido possível, pois o país está mudando muito rapidamente. Se fosse para deixar algum de fora, deixaria o Laos ou o Camboja para a próxima oportunidade…
      Nunca fui ao Vietnã – está na lista! Tenho muita vontade!
      Obrigada por acessar o blog, volte sempre! Bjs, Lívia

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