reflexões de viagem

De rolê por Inhotim e Brumadinho: vivência inesquecível nos quilombos Marinhos e Sapé

Quantos sabem que Brumadinho abriga quilombos, iniciados por pessoas que conseguiram fugir da escravidão da Fazenda dos Martins, antigamente Fazenda Boa Vista, uma das maiores de seu tempo na região? É o tipo de comunidade que a gente imagina que exista, mas que eu ainda precisava conhecer. É difícil encontrar relatos sobre esse período terrível da nossa biografia e gostaria de, por meio do blog, ajudar a espalhar a história de luta e ternura dessas pessoas, para que sejam conhecidas por mais e mais gente.

São 4 as comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares em Brumadinho: os quilombos Marinhos, Sapé, Ribeirão e Rodrigues. Tem ainda Lagoa, Casinhas e Massangano, em processo de reconhecimento oficial como quilombo. São pequenos povoados simpaticíssimos, que tive a oportunidade de conhecer graças ao convite da De Rolê Por Brumadinho por intermédio do Batuque Natividade, projeto de Reinaldo Santana Silva, o Rei Batuque, e sua família, que vivem em Marinhos.

Confira os vídeos e fotos dessa vivência inesquecível!

Todo mundo me viu pelada na frente do bloco de carnaval

Escrevi três crônicas sobre o carnaval em Belo Horizonte deste ano. Esta aqui é a terceira delas, O Corpo, escrita depois de alguns dias fazendo e refazendo esse texto.

Falo da função árdua e recompensadora de participar da corda do bloco, manejar a massa pra lá e pra cá rua abaixo. Também falei da segurança que construímos para nos desnudarmos no meio da rua, uma luta silenciosa cujos resultados se vêem na quantidade de mamilos à mostra nos blocos. E preparem-se: ano que vem seremos muitas mais!

“Eu vou pra rua por mim. Não tiro a roupa para me sentir sexy, desejada. Não faço dieta nem academia pra sair mais “gostosa” no carnaval. Não quero atrair olhares, tenho dificuldade em receber atenção — e é por isso que eu uso cílios postiços bem grandes, meu par de máscaras. Me desnudo porque quero libertar meu corpo totalmente pelo menos esses cinco dias do ano. Dançar até me acabar, coberta de brilho e suor, sem medo.”

Pelo direito de morar, viver e brincar – antes, durante e depois do carnaval

Escrevi três crônicas sobre o carnaval em Belo Horizonte deste ano. Esta aqui é a segunda delas, A Luta, escrita pouco depois de voltar do bloco Filhos de Tchá Tchá.

Cheguei cedo na Ocupação Maria Carolina de Jesus, na Rio Grande do Norte com Afonso Pena, para pegar o ônibus organizado pelo bloco até o Vale das Ocupações do Barreiro, orla em disputa em Belo Horizonte. Saímos da Ocupação Eliana Silva e passamos pela Irmã Dorothy e Camilo Torres até a Paulo Freire. Depois de 10h pacíficas de bloco, já na festa final com funk rolando solto, a PM decidiu que queria participar com seus tiros de borracha, bombás de gás e cacetetes pra cima das pessoas. Saí minutos antes que esse inferno cotidiano da favela acontecesse. Os PMs esperaram que a maioria dos brancos fossem embora pra ostentar o seu poder que só alimenta mais violência.

O dia que o carnaval atravessou a montanha

Escrevi três crônicas sobre o carnaval em Belo Horizonte deste ano. Esta aqui é a primeira delas, A Cidade, escrita após a inesquecível experiência de atravessar com toda a massa carnavalesca do bloco Tico Tico Serra Copo o túnel da Cristiano Machado, que é parte importante da minha vida.

“Abre, cidade, não luta contra a nossa alegria, venha participar dela, exorcisar a tristeza com música, o desânimo com dança e superar o apego multiplicando amor. Muito amor pelos que lutaram pra que a gente passasse nesse território dos carros, pelos companheiros de front-folia que tocaram, dançaram, cantaram, ajudaram o bloco a andar, fizeram chuva, proveram água, cachaça de jambú, catuaba e o que mais tinham. Trocamos o que tínhamos.”

Conheçam Vijayan e Mohana, casal indiano que já viajou pra 18 países

Durante a viagem pelo Kerala, fomos convidados a conhecer este casal inspirador, que passa o ano todo guardando dinheiro e planejando suas próximas aventuras pelo mundo.

Ele fala um pouco de inglês e ela nem isso, ambos têm mais de 65 anos e vieram de famílias humildes da Índia. Isso não os impede de fazer as malas e simplesmente se jogar no mundo! Juntos, eles já conheceram todos os estados da Índia e 18 países – com planos de vir para a América do Sul no ano que vem 🙂

Leia sua história e inspire-se a viajar mais e mais!

Kerala: melhor estado para começar a explorar a Índia

A Índia é incrível, complexa, encantadora. Como toda personalidade forte, é do tipo ame-a ou odeie-a. Ela choca e apaixona.

O estado de Kerala, no sul do país, é uma excelente porta de entrada para quem não quer cair de cabeça na loucura 100% India hardcore dos estados do norte.

Kerala, que fica no sul, na pontinha oeste do subcontinente, é um estado rico, com 100% de alfabetização e história antiquíssima de trocas comerciais e culturais com o resto do mundo, que remonta aos antigos egípcios! Veja fotos e relatos da viagem que fiz pra lá, tenho certeza que consigo te convencer a incluir Kerala na sua listinha de viagens 😉

Primeiro vídeo do canal, sobre minha primeira viagem de mochilão!

Queridos, é com muita alegria que divulgo o vídeo de estreia da minha ~carreira~ como youtuber (hahaha, gente nunca achei que ia falar isso).

Pra começar, por que não falar sobre uma primeira vez, não é mesmo? Contei no vídeo como decidi fazer meu primeiro mochilão, os medos que eu tinha e como consegui superá-los! (Spoiler: superei enfrentando e indo, mesmo tendo medo!).

Bom, o vídeo está aí no link, vejam e me digam o que acharam?

Mulheres que viajam sozinhas! Participação no programa Encontro com Fátima Bernardes (sem a Fátima)

Eu e a querida Gaía Passarelli fizemos uma participação no programa Encontro com Fátima Bernardes para falar sobre mulheres que viajam sozinhas!

Fiquei nervosa pra caramba e, assistindo depois, vi que podia ter falado de muito mais coisas, mas no final acho que deu pra passar o recado mais importante: viajar sozinha não é difícil e é muito prazeroso!

Lições que aprendi com outras mulheres que viajam sozinhas

Quando encontro outra mulher viajando sozinha, ela geralmente vem cheia de histórias que me inspiram a seguir na estrada.

Convido você a olhar as mulheres à sua volta e a valorizar suas características mais interessantes, a se inspirar nelas e aproveitar sua força para se tornar a mulher que você quer ser!

Para começar esse exercício, divido nesse post as histórias e lições de mulheres viajantes que conheço pessoalmente e admiro!

Você pode viajar sozinha! Vem comigo que te ajudo a planejar!

Viajar sozinha não é para poucas, é para todas! Não é difícil. Não é solitário. Não é caro. E não é mais perigoso do que viver no Brasil.

Esse post é pra você que fica colocando uma montanha de dificuldades pra sua viagem dos sonhos. Um estímulo para que você pare de esperar por uma companhia ideal para realizar aquela sua viagem. Um ultimato para você começar a planejar seu voo solo pela primeira vez.

Você pode viajar sozinha! Vem comigo que te mostro como!

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