Quem é você no hostel?

Trabalhar num hostel é conhecer gente de todos os tipos vindos de todos os lugares. Pelo fato de ser barato, muitos dos hóspedes são mochileiros que estão na estrada por algum tempo. Também aparece muita gente que vem de férias sem muita grana e algumas pessoas que vêm trabalhar/viver na Cidade do México e estão à procura de lugar pra morar mais permanentemente.

 

Ainda que o preço faz com que a gente evite encontrar aquele tipo de turista que acha que pode comprar tudo com dinheiro, de vez em quando alguma pessoa desavisada reclama por coisas absurdas, tipo que o banheiro é compartilhado. Querido(a): você tá pagando 150 pesos por noite (+-30 reais), um dos lugares mais baratos da cidade. Quer banheiro só pra você? Fica no Sheraton. – É, eu sei que 30 reais a noite não é exatamente barato, mas o México é bem mais caro que a Tailândia ou o Vietnã.

Sejam quem forem, com ou sem experiência de viagem, todos os hóspedes têm suas maneiras particulares de organizar seu próprio espaço no dormitório compartilhado. Abaixo, veja alguns dos tipos que encontramos por aí e identifique-se!

 

Quem é você no hostel?

 

Orgulho da mamãe
É sempre limpo e organizado. Sai da cama e dobra o lençól, deixa as malas debaixo da cama, tudo perfeitamente ordenado, nunca esquece nada no hostel e tem sempre todas as informações que precisa para andar pela cidade. Não tem vergonha de perguntar por direções, é geralmente o que decide onde ir quando está em um grupo de amigos e mantém o orçamento da viagem atualizado em uma planilha no google drive.

 

Ex-BBB

Não tem a mínima vergonha de andar pelado/semi-nu pelo quarto ou banheiro compartilhado, mesmo quando ele está cheio. Empresta remédios, cremes e tudo o que os outros hóspedes amigáveis precisarem e geralmente os entrega contando uma história sobre algum episódio de sua vida. Todo mundo sabe quem ele é e o que está fazendo no México, pois conversou com cada um dos hóspedes e já fez melhores amigos.

 

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Furacão
Espalha suas coisas por todos os lados. Quando abre a mala/mochila, parece que ela explodiu pelo quarto. Esquece shampoo no banheiro, calcinha/cueca no chuveiro e roupa debaixo da cama quando faz o check-out (isso se não esquecer algo mais valioso!). Por ser desorganizado e distraído, é o tipo de hóspede que se perde na cidade e acaba por encontrar lugares novos e interessantes por acaso.

 

Fantasma

Guarda a mochila e tudo o que tem nos lockers e nunca está no quarto. Sai muito cedo do hostel, na primeira hora do café da manhã, volta no fim do dia e já vai direto para a cama descansar. Os recepcionistas do hostel têm dificuldade em saber se ele fez ou não o check-out, porque a cama está sempre arrumada e sem nada em cima, mas ele paga em dia e deixa um monte de comida para o staff quando vai embora

 

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Escoteiro
Monta acampamento na cama: saco de dormir, tapões de ouvido, travesseiro portátil e até faz uma cortininha em volta do beliche com um lençol. Já baixou todos os apps necessários para conhecer a cidade e tem poucas, mas eficientes roupas na mochila. No café da manhã, é um daqueles que fazem sanduíches com todos os pães disponíveis – é de graça, afinal.

 

Profissional
Sabe exatamente qual cama do dormitório é a melhor, nunca perde o café da manhã nem a hora do check-out, imediatamente se conecta com os membros do staff e acaba conseguindo algumas regalias e gentilezas por causa dessa nova amizade. Pede para trocar os lençóis uma vez por semana (quando fica mais tempo que isso), guarda apenas alguns itens nos lockers e o resto fica dentro da mochila ou em volta dela.

 

E aí, com quais perfis você se identifica?

Eu acho que sou uma mistura de profissional e ex-bbb, hahaha.

6 pensamentos sobre “Quem é você no hostel?”

  1. Eu acho que estou em algum lugar entre “Orgulho da mamãe” (cof cof), “Fantasma” e “Profissional”… Mas o que eu tenho pavor MESMO é o tal do Furacão. Eu sou o cúmulo da desorganização na minha casa, mas quando o espaço é coletivo, eu sou paranoica com arrumação. Acho que não tenho o direito de invadir o espaço dos outros em nenhum sentido, e acho que o conselho “Fica no Sheraton” também vale pra quem é ultra bagunceiro.

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