13 dicas práticas de segurança em viagens

A gente é brasileiro, acostumado a andar sempre cuidando dos nossos bolsos e bolsas, certo? Certo.

 

De fato, viver em estado de constante alerta no dia-a-dia brazuca já ajuda demais na hora de viajar em segurança, mas ainda sim é preciso ter  um cuidado quando estamos em outro lugar (dentro do Brasil e fora) que não conhecemos as regras, os costumes, as esquinas seguras ou perigosas, enfim: as histórias de final triste que fazem parte do dia-a-dia dos locais.

 

– pausa para lamentar que a gente tenha que viver nesse estado de sítio aqui no Brasil, sempre alerta! Um saco, viu?? – 

 

Abaixo, listei algumas dicas para tentar prevenir qualquer problema e sentir mais segurança em viagens internacionais e nacionais! São 13, mas juro que não foi devido a nenhuma superstição!

1 – Fique de olho nas suas coisas

Óbvio, né? Cuidar para não deixar documentos/celular/outros itens importantes no bolso, na bolsa aberta, na parte de fora da mochila, em cima da mesa do lado do corredor. Se estiver em um restaurante/bar/café, leve sempre sua bolsa com você ou sob a guarda de alguém que for ficar sentado na sua mesa (e não for distraído).

 

Ao viajar, sempre coloco meu dinheiro, cartões, passaporte e celular dentro da minha doleira (bolsinha pequena feita pra usar por dentro da calça). Não importa se fica feio: prefiro estar segura a estar gata 😉

 

2 – Tenha (e use!) um cadeado

Quando for ficar em um hostel (reserve sua hospedagem pelo Booking!), pergunte qual é a maneira mais segura de guardar seus pertences mais importantes (passaporte, dinheiro, cartões, computador, câmera, etc). Muitos deles oferecem lockers (escaninhos) fechados a cadeado. Eu prefiro ter o meu próprio cadeado, (com chave e não combinação de números!) pra ter certeza que só eu tenho a chave #paranoia.

 

3 – Cuidado com seu dinheiro

Não dê bobeira com uma grande quantidade de dinheiro. Como o saque de mais grana por vez compensa mais do que sacar de pouco a pouco, o que faço é ir ao caixa eletrônico com minha doleira, saco a quantidade que vou precisar no próximo período da viagem e volto direto pra casa/hostel, onde guardarei o dinheiro num locker com meu próprio cadeado. Quando estou de couchsurfing ou em algum lugar onde não me sinto 100% segura, ando pra cima e pra baixo com a doleira por dentro da roupa mesmo. Sobre os cartões: sempre tenho um na carteira e outro, de emergências, na doleira!

 

4 – Converse com os locais e informe-se

Saiba se o lugar pra onde você vai é seguro e quais são os caminhos mais seguros para chegar até ele.

Geralmente, o pessoal na recepção do seu hostel/hotel/camping ou host do couchsurfing vai saber te informar isso. Na dúvida ou falta de informações, pergunte numa comunidade local do CouchSurfing ou similar para conversar com gente de lá.

 

5 – Saiba por onde vai

Para não se perder totalmente na saída do metrô, pegar o ônibus correto ou não deixar o motorista do taxi te enganar dando voltas intermináveis pra te cobrar mais pela corrida. É bom ter as informações de como chegar num papel, pra não precisar tirar o celular toda hora – vamos diminuir as chances de sermos roubados ou de esquecermos nossos pertences por aí, né?

 

Não gosto de pegar taxis, mas quando uso o serviço, geralmente anoto as avenidas importantes pelas quais o carro tem que passar num papelzinho e vou conferindo se o taxista tá indo certo.

 

6 – Não acredite em tudo que te disserem

Pra usar um termo jornalístico: saiba quem são suas fontes! Ao pedir uma informação na rua, você pode topar com gente que quer te enganar, simples assim.

 

Uma vez em Nova Delhi, fui comprar bilhetes de trem na estação ferroviária da cidade. Do lado de fora, um homem veio me procurar dizendo que o escritório de vendas para estrangeiros estava fechado e que ele podia me levar onde ainda estavam vendendo, bastava eu pegar um tuc-tuc com ele e… NÃO, NÉ. TRUQUE ALLERT Agradeci e caminhei até o escritório de vendas – que estava abertíssimo e sem muita fila, por sinal.

 

Fora essas tentativas de engano puras e simples, também é preciso avaliar a pessoa que está te dando a informação. Se você conversar com uma pessoa que é super medrosa – uma avozinha que nunca sai de casa, por exemplo – vai acabar achando que o lugar onde está é uma filial do inferno e ficar com medo de tudo. O mesmo vale se você encontrar alguém super despreocupado com tudo, aí você pode relaxar até demais. Na dúvida, pergunte pra mais pessoas e tire suas conclusões.

 

7 – À noite e em lugares com menos gente, cuidado redobrado

Não é preciso listar os problemas de encontrar-se em um lugar ermo com pessoas mal intencionadas, certo?

No caso de viagem para um lugar deserto, além do óbvio cuidado com o roteiro do passeio, avise os amigos sobre seu paradeiro e combine de dar sinal de vida quando chegar à civilização.

Agora, se você estiver voltando pra casa sozinho, evite ruas pouco movimentadas que possam ser perigosas! Dica: na dúvida pegue um taxi.

 

8 – O mesmo vale pra lugares cheios demais!

Multidões facilitam a ação de batedores de carteira. Tenha seus pertences ao seu alcance (e os valiosos sempre na doleira, sua amiga pra todas as horas).

 

9 – Modere no álcool e outras drogas

Seus sentidos ficam menos apurados nessas horas e é mais fácil ser furtado ou até mesmo sofrer uma violência (estupro sendo apenas uma das que podem acontecer). Além de economizar dinheiro e fazer menos dano pro seu corpo, moderar no consumo de substâncias alterantes previne que você perca o juízo e os cuidados consigo mesmo. Se a bebedeira é inevitável (rs), deixe a maioria dos cartões, dinheiro e celular em casa/no hostel, vá com amigos que você confia e saiba como você vai fazer pra voltar pra casa.

 

10 – Se não estiver gostando, vá embora, peça ajuda – e inclusive grite, se necessário

Estando no Brasil, a gente acaba por fazer programas que a gente não tá muito afim em nome da amizade e da boa convivência em família. Mas não é preciso fazer isso quando estamos em uma viagem. 

 

Não existem compromissos sociais e nada que você tem que fazer pra agradar os outros. Respeite as suas vontades (sem ser mal educado – quando der) e, se não estiver se sentindo confortável numa situação, não tem nada que te obrigue a ficar. E se alguém tá tentando te obrigar a ficar, mais um motivo pra juntar suas coisas e ir embora pra onde você se sente seguro.

 

Essa dica vale para caminhos ermos, companhias que de repente não parecem ser tão legais, festas estranhas com gente esquisita, lojistas que insistem demais, eventos muito cheios ou muito vazios, etc.

 

11 – Siga sua intuição

Ok, uma dica meio mística, mas que tem a ver com a de cima.

 

Quando a orelha tiver coçando te dizendo que algo tá errado, quando o estômago apertar, quando você não estiver se sentindo bem na situação, siga a dica #10 e saia dessa situação assim que possível. Você não precisa ter “razões racionais” (adoro essa expressão, rs) pra querer ir embora – e esse sexto sentido pode te livrar de algumas enrascadas.

O mesmo vale se você de repente ficar na dúvida se trancou o locker, se deixou a carteira em cima da mesa do restaurante, se é seguro deixar o celular carregando no dormitório compartilhado enquanto você vai tomar banho, etc. Na dúvida: cheque e leve com você.

 

12 – Invista em um seguro de viagens

Eu nunca viajo sem um. O seguro de viagem não serve só em caso de doença ou acidente, ainda que seja esta a primeira razão que nos faz contratar um. Ele pode te ajudar se você for roubado, acontecer alguma coisa com seus voos, se se acidentar e precisar voltar pra sua cidade se tratar, se alguém próximo da família morre (cruz credo) e você precisar voltar…

 

Este blog tem parceria com a Real Seguros, que compara os preços e condições das principais companhias do mercado de assistência para viagem, e com a World Nomads, o seguro que usei na volta ao mundo durante 9 meses em 2012. Recomendo super! Precisei usa-lo quando me acidentei de moto na Tailândia e o atendimento foi rápido e eficiente.

 

Se você comprar pelo link deste post ou outros links da Real Seguros e da  World Nomads pelo blog, além de contratar um serviço que realmente uso e recomendo, você também apoia o Eu sou à toa (ganho uma mini comissão toda vez que alguém chega até o seguro usando este link). <3

 

13 – Tenha sempre um plano B (e C, quem sabe um D…) 

Além do seguro, que já me deixa mais tranquila, é importante pensar no que fazer caso der alguma merda na viagem.

 

Eu sempre espalho meus cartões e dinheiro em pelo menos dois lugares (carteira e doleira), além de ter todos os números de assistência (do banco, do seguro, da minha mãe) escritos num caderno e guardados no email e de ter feito cópias dos cartões que os bancos deixaram eu fazer cópias, rs.

 

Fora isso, também deixo uma procuração no nome de alguém da família que eu confio (numa viagem foi minha irmã, na outra, meu pai – por questões de tempo disponível deles mesmo), pra eles poderem resolver perrengues burocráticos por mim no Brasil caso necessário. Meu pai fechou uma conta por mim no banco ano passado usando a procuração, por exemplo.

 

Outra paranoia minha, que me acompanha por todo lugar, é saber onde ficam as saídas de emergência. As que existem mesmo nos estabelecimentos e outros caminhos que eu poderia fazer caso precisasse sair correndo, ruas onde poderia pegar um taxi, o que tenho a mão que pode servir pra me proteger caso… É uma loucura particular, nunca nem precisei usar, mas pra mim é quase automático e dá uma paz do tipo “sei pra onde ir caso queira ir embora já”.

 

Ah, regra de ouro: nunca reaja  a um assalto – essa lição a gente aprende sem precisar sair da nossa cidade, né.

 

Fim das dicas!
Faltou alguma? Você tem uma regra particular que quer compartilhar? Deixe sua mensagem nos comentários 🙂

 

 

2 pensamentos sobre “13 dicas práticas de segurança em viagens”

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