A dança cambial e a alta do dólar: perguntas frequentes respondidas por um trader viajante

Meu amigo economista Leonardo Colosimo escreveu este post sobre como lidar com a alta do dólar e esta é a continuação!
Leia, calcule suas possibilidades e viaje mais e melhor!

 

O Leo é trader, investidor individual na Bolsa de Valores, atualmente fazendo especialização em estatística aplicada pela UFMG. Ele também é um viajante inveterado: já morou no Canadá, Itália e Tailândia e visitou 42 países e 3 territórios – até agora. Pelo que sei, Leo não pretende parar e nem deixar o dólar por o pé nas suas viagens.

 

Bom, vamos às perguntas e respostas!


 

Quando devo comprar moeda? E quanto devo comprar?

Flutuações cambiais são coisas complicadas, portanto tente não cair no “vou esperar baixar o dólar” ou no “compra logo que vai explodir”. O objetivo aqui é assegurar que seu dinheirinho mantenha pelo menos o mesmo valor de hoje, e não ganhar na valorização cambial.

 

A primeira regra é: tenha um orçamento de viagem. Busque informações na internet sobre o custo de passear pelo seu destino e coloque um percentual de “gordura”, para eventuais emergências ou mimos.

 

Em seguida escolha uma das opções: moeda em espécie, aplicação em fundo ou remessa para o exterior. Um mix delas também pode funcionar muito bem, fica ao critério do freguês!

 

Deixo uma dica bobinha para resolver quando e quanto comprar, mas que funciona relativamente bem para leigos em mercado financeiro: “parcele” seu orçamento e adquira moeda em dias diferentes. Isso não garante que você vai comprar pelo melhor preço, mas ajuda a diminuir o prejú de ter escolhido justamente o dia com a pior taxa de câmbio!

 

ATENÇÃO! Essa dica serve só pra quando não há custos fixos na troca de moedas (se for um percentual sobre o valor ainda tá valendo!)

 

Resolvi comprar dinheiro em espécie. Onde devo trocar?

No Brasil são os bancos de varejo que normalmente oferecem um câmbio melhor, e na pior das hipóteses existem as casas de câmbio. Eu costumo utilizar o Banco do Brasil, mas informe-se com seu banco antes de aparecer na agência, pois nem todas oferecem este serviço.

 

No exterior a dica é evitar a troca de dinheiro nos aeroportos. Existem exceções [ como no México, veja esse post ], mas casas de câmbio nestes locais cobram spreads absurdos, então sugiro comprar o mínimo possível (só aqueles trocados para pegar o trem/ônibus até achar um preço melhor).

 

Em cidades com muito trânsito de turistas até agências bancárias oferecem serviço de câmbio (Bangkok, Roma e Budapeste são algumas), mas não custa pesquisar antes no Google qual é o melhor lugar no seu destino para comprar moeda local.

Existem outras opções exóticas: grupos no Facebook onde realizam compra e venda de moedas entre usuários, o que pode ser vantajoso pela ausência de IOF; e os famosos doleiros de rua, notavelmente em países como Argentina, Venezuela e Birmânia.

 

Estas opções são tentadoras por serem mais baratas, mas fique atento para a autenticidade das notas! Marcas d’água e faixas holográficas são itens de segurança comuns em moedas estrangeiras, informe-se antes e verifique com cuidado antes de realizar trocas!

 

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É conveniente usar cartão lá fora?

Depende do seu destino. Se a sua conta for brazuca, já coloca pelo menos os 6,38% de IOF que incidirá sobre o valor da compra (ou saque), além das taxas cobradas pelo seu banco.

 

Em alguns países, o cartão de crédito ainda é um mito entre os comerciantes, então tenha sempre um pouco de cash no bolso. Para sacar no seu débito, fique atento às taxas cobradas por governos ou bancos estrangeiros – pois isso pode fazer uma enorme diferença – e preferencialmente tire um valor razoável de uma vez só, justamente para minimizar esses custos fixos.

 

Outra questão a ser considerada é a segurança: em alguns países ainda se usa a tarja magnética, que facilita a clonagem de cartões de crédito. Tenha sempre o contato do seu banco caso haja algum problema e leve mais de uma opção para não passar aperto caso tenha que bloquear um cartão.

 

Não tem jeito, a desvalorização do Real mixou minha viagem. Tenho outra opção?

Felizmente o Brasil não é o único que saiu perdendo nessa onde de desvalorização, portanto trocar o roteiro é uma opção ainda viável pra quem ficou pobre em dólar.

 

Se a pegada da viagem é um passeio cultural, a Rússia e outros países do leste europeu podem ser uma alternativa viável à França ou Itália. Ou quem sabe Turquia? Uma praia na Venezuela ou uma balada em Buenos Aires também não tem nada de ruim, né?

 

Mas se você bate o pé e não muda o destino, tente redefinir o orçamento: albergue ao invés de hotel, couchsurfing ao invés de albergue, ônibus ao invés de avião, McDonalds ao invés de restaurante. Existem várias formas de economizar

 


 

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Como lidar com a alta do dólar – dicas de um economista viajante

Moeda local, dólar ou euro? Qual moeda levar para a viagem?

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