Hoy me voy para la Cidade do México

Meu amigo-irmão do peito Lucas Galvão foi à Cidade do México com a família em fevereiro de 2012 e me mandou o email de viagem abaixo para me ajudar a planejar a minha ida!

 

O Galvão é estudante de engenharia e já viajou bastante por esse mundo: Canadá, EUA, alguns países da Europa, muitos lugares pelo Brasil e também o México. Várias das trips são feitas em família todo mundo tem formiga no pé  e disposição para explorar além do óbvio dos guias de turismo e nunca deixa dme comer a comida típica quando saem da sua zona de conforto.

Espero que gostem das dicas do meu irmão de coração e que façam como eu: anotem o que é mais precioso para não deixar de repetir na própria viagem!

 

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CIDADE DO MÉXICO

por Lucas Galvão

Oi Mana!

 

Bem, vou eu tentar te escrever sobre o México, país onde passei tão poucos dias, mas que guardo com grande carinho na memória. Ainda quero conhecer outro lado da Cidade do México, coisas como galerias de arte vanguardistas, bares alternativos e baladas loucas, que você provavelmente vai explorar (e conto com suas dicas sobre isso num futuro, inclusive). Como tínhamos poucos dias e estávamos em família, ficamos mais no “clichêzão” mesmo, mas dentro disso houve pequenas descobertas que me encantaram, e é sobre isso que vou falar.

 

Na região do centro, não deixe de ir ao Café Tacuba. É um antigo convento de freiras do período colonial que virou café e restaurante há pouco mais de 100 anos, e que tem um visual incrível (tipo uma Confeitaria Colombo ou Café Tortoni da Cidade do México). Paredes cobertas por azulejos em estilo antigo, vitrais lindos, velhos quadros compondo o visual. O lugar inspirou inclusive o nome de uma banda (que ficou bem mais famosa que o local e teve que mudar de nome pra “Café Tacvba” depois de ter sido processada pelos donos do estabelecimento, sem que a pronúncia do nome tenha se alterado, contudo). A comida também é muito boa, com especialidades regionais de todo o país. Seguindo a sugestão do guia de viagem, pedi a tinga, que é feita de galinha, tomates e pimenta jalapeño enrolados e fritos em tortilla de milho. Muito bom, mas de sabor forte (e olha que nem comi a jalapeño, que era grande e fácil de separar). O endereço é Calle de Tacuba, 28, Centro. Outro lugar bacana nesse sentido (tradição, visual antigo) é a Casa de los Azulejos, que fica na Calle Francisco Madero, 4.

 

Uma coisa boa é que praticamente em todos os lugares dá pra pedir refresco (que eles chamam de “água de Jamaica”, “água de tamarindo”, etc) e o preço é bem em conta. A água de Jamaica, por exemplo, é feita de infusão de flores de hibisco. Como adoro sabores azedinhos, eu tomava água de tamarindo o tempo todo (impossível não lembrar do episódio de Chaves onde ele faz um refresco que “é de limão, parece de laranja e tem gosto de tamarindo”). Uma outra bebida muito boa é a horchata, cuja base é arroz e que leva limão e canela, tipo um “arroz doce líquido”. Gostei muito.

 

A região da cidade que mais gostei foram os bairros vizinhos de Coyoacán e San Ángel, onde impera um clima bucólico, com ruas arborizadas e grandes casas antigas. Não por acaso, é lá que ficam as casas de Frida Kahlo e Trotsky. É linda a Plaza San Jacinto, em San Ángel, cercada por galerias de arte e com uma igreja do século XVI também muito bonita. Lá tem restaurantes com bom preço, inclusive. Tem também uma praça pequenininha, sem nenhum comércio e que não constaria em guias de viagem, mas que me encantou particularmente, chamada Plaza Frederico Gamboa, onde fica a Parroquia de San Sebastián Mártir. Lá, tive a impressão que o tempo tinha parado, com o silêncio sendo quebrado só pelo cantar dos pássaros. Vontade de passar longas tardes ali, sentado num banco, lendo, ouvindo música, pensando na vida, ou mesmo de ter uma casa lá pra passar a velhice. Dá pra ir lá saindo da Avenida Miguel Ángel de Quevedo, pegando um bequinho chamado Calléjon San Angelo e virando a direita.

 

A ligação entre San Ángel e Coyoacán é feita pelo Avenida Francisco Sosa, uma via encantadora nesse mesmo estilo e que é das ruas mais antigas da américa latina, pelo que se diz. Lá tem muitos lugares bacanas, centros culturais e igrejas, de modo que é bom fazer o trajeto com calma, contemplando bastante (e não atrasados, correndo, com medo de não pegar os museus da Frida e do Trotsky abertos, como nós fizemos). No meio da avenida tem a Plaza Santa Catarina, que além de ser bonita tem encontros de contadores de história nos domingos na hora do almoço, o que pode ser um programa interessante, de repente. A avenida termina na praça principal de Coyoacán, marcada pelos arcos duplos que formavam a entrada de um convento no passado.

 

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Para além das atrações principais do bairro (sobretudo as casas dos famosos já citados), não deixe de visitar o mercado, que fica em frente ao parque Allende. O que por fora parecia apenas um camelódromo de quinquilharias se revelou por dentro um mercado riquíssimo, cheio de flores, ervas, frutas, aromas, artesanato e ícones da cultura popular em geral.

 

Vários lugares servindo comidas que cheiravam tão bem que quase traímos nosso pacto de não comer em lugares “de rua” pra ninguém passar mal. Podendo, coma umas tostadas lá por mim ;o)

 

O bosque de Chapultepec é legal sobretudo pelo Castillo, que realmente vale a visita. O parque tem lugares legais, como o próprio monumento aos Niños Heroes, mas quando eu fui tava muito cheio (talvez por ser final de semana), com muitas famílias, vendedores de algodão doce e pipoca, tipo o que seria um domingo num parque municipal ou quinta da boa vista da vida. O museu de antropologia é pra ser visitado por dias e dias, e um outro lugar legal é a livraria Porrúa, construída ao ar livre dentro do parque (mas que me pareceu valer mais pelo visual do que pela oferta de livros em si).

 

Um programa meio “pega turista”, mas que achei que tem lá seu valor é o mercado flutuante de Xochimilco. Vale pra tentar sacar como eram os canais astecas, escutar a música dos mariachis, ver o comércio de flores. Lá tomei uma michaelada (drink feito com cerveja, limão, sal e, ocasionalmente, tomate e pimenta) muito boa, também. O taxista que levou a gente falou no Museo Dolores Olmedo, que fica lá perto e onde se encontra boa parte das pinturas de Diego Rivera (inclusive pinturas de outras mulheres que não a Frida e cuja existência ela não podia saber, ele era muito mulherengo), além de ter um zoológico que inclui cachorros astecas vivos (tipo, eles não tem pêlo, só vi em representações). Esse museu pode ser uma pra completar a “day trip”, já que o lugar é longe pra caramba e me pergunto se vale a pena ir só por Xochimilco.

 

Putz, mana, pra variar eu falo pra caramba… Espero que não tenha chegado ao ponto de ficar chato, e que você não tenha dormido aí do outro lado. Espero de coração que seja uma viagem fantástica, com muitas surpresas (positivas!) e todo um mundo de possibilidades a descobrir. Vai com o coração e a cabeça abertos, fique o tempo que tiver vontade, siga o seu sentimento, traga lembranças únicas pra guardar na “coleção”.

 

Curiosidade trash: cê lembra de uma balada meio baranga da Legião Urbana chamada “Hoje a noite não tem luar”, que na verdade era uma versão do Menudo? Hoje por algum motivo lembrei (impressionante como minha cabeça funciona pra informações inúteis) que o nome da música original era, ironicamente, “Hoy me voy para México”. Com a ajuda do youtube, achei até um vídeo da época, com Ricky Martin aos 15 anos de idade (mas esse trem é realmente muito trash, siga em frente por sua conta e risco, rs):

 

https://www.youtube.com/watch?v=7FowTiGCk0Q


 

A foto que ilustra o post é do Lucas Galvão, cedida ao blog para publicar junto ao e-mail. Obrigada, maninho!

 

Se você foi a um lugar legal e tem um e-mail de viagem que gostaria de compartilhar, envia para: livia.aguiar@gmail.com

 

Hospede-se na Cidade do México

Opções na Roma/Condesa

Pra mim, o melhor bairro pra se hospedar: perto do metrô, do metrobus (BRT) e de diversos bares e restaurantes

Hostel 333 – o hostel onde trabalhei na Cidade do México. Excelente localização, preços baixos, festas no terraço.

Hostel Home – hostel parceiro do Hostel 333 – mais calmo e com excelente wifi, hehe.

Hostel Condesa

 

Opções no Centro Histórico:
Hostel Mundo Joven

Mexico City Hostel

Anys Hostal

 

Opções na Zona Rosa e Colónia Juarez

La Tercia

Hostel Inn Zona Rosa

Hotel Casa Gonzalez

1 pensamento sobre “Hoy me voy para la Cidade do México”

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