Vá a Berlim no verão

Amanda Luz, jornalista e minha amiga, viveu em Berlim de Abril de 2012 a Agosto de 2013. Ela passou dois verões e um inverno rigoroso na capital da Alemanha e enviou um e-mail completíssimo com tudo que ela recomenda na cidade.

 

Ainda que as dicas dela possam ser seguidas em qualquer época do ano, Berlim no verão é uma cidade bastante diferente do que nas outras estações: os alemães saem pras ruas mais alegres e abertos, dá pra andar tranquilamente de bicicleta para todas as partes e a cidade oferece programação cultural ainda mais extensa do que o usual.

Estive na cidade bem no começo do período que a Amanda passou por lá. Ela ainda estava conhecendo esses lugares todos contidos neste post. Lendo-o, dá vontade de fazer as malas e rumar já para Berlim e conhecer os lugares que não fui ainda!

 

Obrigada, Amanda, por ter cedido este email pro blog!

 

amanda-luz-berlim-mauerpark

BERLIM

por Amanda Luz

Hallo!

Vou tentar passar pro papel minhas dicas de imperdíveis de Berlim ou o que eu levaria você se vocês estivesse em casa quando eu estava aí.

 

Só pra começar, Berlim tem muita coisa, então depende do tipo de turismo que você quer fazer. Não dá pra fazer tudo, tô aqui há um ano e meio e não acho suficiente rs, então escolhe o estilo da sua viagem de agora e let it go do resto (e volta depois).

 

Tem a parte de guerra e muro, tem a parte de artes, tem a parte de balada, tem a parte verão de lagos e piscinas, rs. Tenta conciliar e vamo:

(Espero não ter esquecido nada)

 

#INFOS IMPTES

 

. A maior parte dos lugares em Berlim não aceita cartão, nem de débito, Mastercard, Visa, nada. Nem mesmo do banco alemão. Só dinheiro em espécie, tipo cidade do interior do Brasil profundo. Até mesmo, pasme, em lojas de eletrônicos. Ande com dinheiro no bolso. (H&M, Urban Outfitters, IKEA e semelhantes aceitam, rs).

 

. O metrô é 24h somente no fds. Durante a semana, tem um ônibus noturno que faz a linha do metrô depois de meia-noite e meia ou 1h. Para checar trajetos, vale usar o journey planner da http://www.bvg.de/index.php/en/index.html (em inglês).

 

. Recomendo fazer o Free Walking Tour que sai da frente do Brandenburger Tor no começo da estada aqui, pra se familiarizar com a localização dos pontos turísticos principais, ver o estacionamento onde era o bunker do Hitler e essas coisas.

 

. Algumas coisas de guerra (campo de concentração, museu dos judeus e bunker, por exemplo) são MUITO pesados/intensos. Pra mim, até o Memorial do Muro e o Topografia do Terror me deixam baqueada. Recomendo balancear o dia com outras coisas depois.

 

##NÃO PODE DEIXAR DE FAZER

 

* Domingo no Mauerpark: qualquer que seja o plano durante a semana, reserve o domingo pra lá. É uma feira de antiguidades grande só de domingo que tem de tudo: roupas e sapatos usados por preço bom ou preço alto; barraquinhas de artesanato vibe Benedito Calixto; coisas da Alemanha Oriental etc.

Dá pra comer em um dos 3 ou 4 biergarten (o nome do “jardim de cerveja” meio praça de alimentação tipicamente alemã ao ar livre) que tem lá dentro. Do lado de fora, no verão, rola karaokê ao ar livre e a multidão fica louca. Tem um pedaço do muro lá em cima, que é o que dá nome ao parque.
Estação Eberwalder Str ou Bernauer Str. A feira começa umas 8h, 9h e se encerra entre 17h, 18h.

– Somente se der tempo: feirinha da Arkonaplatz (10h-16h), menor e com uns produtos mais selecionados, mais ou menos perto. Mas o Mauer é prioridade!!!

 

*Comer Currywurst: típico de Berlim, mas vou poupar vocês da história da mulherzinha que inventou. O melhor é o do Curry 36, perto da estação Mehringdamm em Kreuzberg, mas o que fica embaixo da estação Eberwalder Str também é bom e é o preferido do Anthony Bourdain.

 

* Comer Döner Kebap: ok, eu peguei agonia de Döner, mas o formato que vem no pão, em vez de enrolado (Durum), é típico dos turcos-berlinenses. O melhor é do Mustafa’s, que fica ao lado do Curry 36 com uma longa fila, mas tem em todo lugar (escolha um limpo!). Os vegetarianos podem trocar por falafel.

 

* Tomar cerveja alemã (rs) e tomar Club mate, a bebida do berlinense jovem (hipster) que precisa de cafeína pra aguentar o tranco. É tipo um mate com gás, tem quem não goste, eu amo.

 

*Torre de TV (Fernsehturm) e Nikolaiviertel (Mitte, estação Alexanderplatz): não é a Torre Eiffel, mas tem seu charme de Guerra Fria. Vai de cada um, mas não acho que vale muito a pena subir lá. Custa 10 euros, eles dão uma senha pra vc voltar em 40 minutos (acho) e a vista não é tão panorâmica quanto se imagina (os soviéticos construíram com outro intuito rs). Vale rodar essa área, é bem turística, mas é legal cruzar o rio Spree e ver o pessoal por ali a caminho dos museus.

Perto dali e que muita gente pula porque vai direto pelo outro lado pra DOM (Basílica bonita) e Ilha dos Museus, fica o quarteirão medieval Nikolaiviertel. É legal pra dar uma passada, me lembra Praga e é charmoso principalmente à noite.

 

*Brandenburger Tor, Reichstag e Tiergarten (onde fica anjo de Asas de um Desejo): o topo da Reichstag é bonito e mostra os pontos turísticos de Berlim ali perto em audio tour gratuito. Eu curti fazer. Se quiser, entra no site e se cadastra (em inglês) pra poder entrar. Se você não conseguiu marcar horário, vale ir andando ou de bus do Brandenburg Tor até o a estátua da deusa da vitória, pelo Tiergarten. É barato e a vista de cima é interessante.
*Holocaust Mahnmal: o Memorial dos Judeus que fica perto dessa área do Brandenburg Tor, na frente da Embaixada Americana.

 

*Sentar no Canal de Kreuzberg: se tiver um tempinho, desce na estação Schöleinstrasse e vai andando no sentido Admiralbrücke. Tem uma parte maior, na frente do Hospital Vivantes, que é o meu spot romântico do canal (meu e de milhares), com cisnes e árvores de chorões. Compra uma cerveja numa dessas lojinhas que ficam abertas até tarde chamadas Spätkauf e leva pro pôr do sol. Se estiver com pressa, desce logo na estação Prinzenstrasse e atravessa a ponte pra outra margem do canal (mas a andadinha é gracinha e muitas vezes têm músicos por ali)

 

*East Side Gallery: galeria a céu aberto num antigo pedaço do muro de mais de 1km que cercava o rio Spree. Se quiser, dá pra levar o passaporte e pagar pra carimbar como Alemanha Oriental rs. Particularmente, acho as pinturas na maioria feias (hahah), mas gosto de lá e tem a famosa pintura do beijo soviético.

 

#Comidas

 

. Sábado na feirinha de comida de Kollwitzplatz (em Prenzlauer Berg): Ok, não é obrigatório fazer isso, mas é uma feirinha charmosa em Prenzlauer Berg. Tem uma barraca de camarões (um pouco caros, mais deliciosos) que tb vende bratwurst (salsicha branca no pão) e SEKT (uma espécie de champanhe alemão mais barato) com MORANGOS dentro. Uma delícia, haha.

 

. Quinta à noite no Markthalle Neun (em Kreuzberg – estação Gorlitzer Banhof U1): é um mercado de produtores locais onde também dá pra almoçar lá sexta e sábado, quando é até um pouco mais tranquilo, mas na quinta à noite rola a noite do street food. Fica meio cheio pros padrões daqui, mas nada que quem é de São Paulo não esteja acostumado. http://www.markthalleneun.de/

 

. White Trash Fast Food (em Mitte): em uma palavra HAMBÚRGUER DE POLVO. Quem fica na dúvida e não pega, se arrepende. Apenas não coma se você não gostar de polvo mesmo. É uma hamburgueria com rock que tem shows também, vale checar o calendário. Já vi La Sera (por acaso) e Wild Nothing (com ingresso planejado) lá. Também vale fazer reserva antes, é lotadaço. A Marguerita de jarra também é joia.

 

. Max und Moritz (em Kreuzberg): Pra um jantar tipicamente alemão. TEM QUE FAZER RESERVA, não adianta chegar na cara dura. Entra no site, manda email com um dia ou dois de antecedência ou liga, em inglês mesmo. Decoração kitsch e delicioso joelho de porco. Ou schnitzel. As salsichas também são boas.

 

. The Bird (em Prenzlauer): Mais hambúrguer! Quase todo mundo que eu conheço diz que é o melhor da cidade e a carne realmente é maravilhuosa. Mas eu prefiro o próximo.

 

. Berlin Burguer International (em Neukolln – do lado da minha ex-casa): Apenas que carne maravilhuosa, atendentes sou-hipster-gato, num ambiente de 30 metros quadrados. O hamburguer, em compensação, é monstruoso de deslocar o queixo pra morder. Música hip hop ou indie, senta onde dá.
Aproveita e pede uma Fritz Cola ou a cerveja que se chama minimalisticamente Bier.

 

. Burgermeister (Kreuzberg): Vcs gostam de hamburguer? rs. Fica embaixo do trilho da estação Schlesisches Tor, no que costumava ser um banheiro público da Prússia. Toca hip hop, vc senta onde dá. Se você está se sentindo adventurous, testa o Chiliburguer com pedaços de pimenta, é o meu preferido haha, apenas para mulheres machas.

 

. Sahara (Neukolln): Ok, totalmente arbitrário, mas melhor falafel da cidade nesse restaurante sudanês. Rola um molhinho de amendoim (é bom, juro) por cima e os atendentes são risonhos.

 

. Pizza a Pezzi (Neukolln): Mais um da minha hood. Assim como o primo Pedaço da Pizza (sacou?), pizza boa em fatias e tal. Europeu curte uma pizza individual, né, dá pra encarar até.

 

. The California Breakfast Slam (Neukolln): café da manhã dos campeões, ovos florentinos, mimosas e afins.

 

. Room 77 (Kreuzberg): um bar/hamburgueria boa pra beber e comer à noite

 

. Monsieur Vuong (Mitte): se você estiver querendo um asiático

 

. Yumcha Heroes (Mitte): ainda na vibe asiático, um lugar só de dumplings chineses gostosos e baratinhos

 

#Bares

. Weinerei (Mitte): o famoso bar onde se paga 2 euros pela taça de vinho e se faz degustação de vários. Eles oferecem alguma comida vegetariana no dia e, ao fim, você paga quanto acha que consumiu.

 

. Ä (em Neukolln): barzão com cerveja boa, mesa de ping pong. Às quartas tem música ao vivo, rola checar o calendário.

 

. DAS GIFT (Neukolln): melhor bar, segundo o guia AmandaLuz. Não tem nada demais, eles aproveitaram a decor de um bar tosco alemão prévio e montaram um pub com muitas cervejas alemãs e escocesas. Tem a melhor jukebox da cidade com compilações feitas por amigos do Barry Burns do Mogwai, aka dono do bar. Inclusive ele dá uns perdidos lá e foi onde tb conheci o baixista do Of Montreal rs. Pra quê mais?

 

. Fuchs und Elster (Neukolln): bar sussa, boas cervejas (os drinks são médio). Às sextas e sábados, o porão pode estar aberto com uma banda tocando.

 

. Rooftop bar (Neukolln): não fui nesse ainda (espero que consiga antes de ir embora).

 

. Schmittz (Mitte): bar pé sujo, galera mega sussa, tem uns jogos de dardos lá e mesa de ping pong que a galera fica rodando em volta num jogo coletivo quase endless. É divertido haha

 

#Café e doces

. Honolulu (Friedrichshain): um café com bons drinks tb que fica perto do East Side Gallery (vai depois do passeio!) e é parte do Michelberger Hotel, onde algumas bandas de vez em quando fazem show gratuito surpresa.

 

. Five Elephant (Kreuzberg): meu café preferido, eles moem etc o próprio café, que eles importam do (risos) Brasil. é uma delícia, os bolos de receita austríaca da vó da dona tb são bem bons. geralmente o namorado/marido dela (meu crush de cabelo ótimo) tá atrás da máquina de café.

 

. Kauf dich glücklich waffeln (Prenzlauer Berg): mezzo café, mezzo brechó com um toque de sorveteria. Vale passar no que tem perto do Mauerpark no fim do domingo pra se encher de doce

 

. Mr Minsch (Kreuzberg): MELHOR BOLO da cidade, mas fecha cedo. Os doces alemães têm menos açúcar que o padrão brasileiro. O cheesecake tem leve gosto de queijo mesmo e o de chocolate é menos doce (sou a favor). Tem umas mesinhas do lado de fora, um charme.

 

. Avril (Kreuzberg): bom pra um brunch/café da manhã, mas no domingo é mais buffet.

 

. The Barn (Mitte): também leva fazer café a sério, rs

 

. Obertholz (Mitte): o café da cena de start up berlinense, rs.

 

Biergarten: tem vários pela cidade, pra tomar cerveja e comer salsichão, mas acho que os dois melhores são o Pratgarten (Kastianalle, Prenzlauer Berg) e o Clärchens Ballhaus (Augustrasse, Mitte – eles têm um camembert que vai ao forno com geleia que hmmm).

#Baladas (não tenho muita experiência, mas…)

 

. Kater Holzig (Mitte): É uma antiga fábrica na beira do rio Spree, gigantesca, pra se perder entre os ambientes. Como eu não sou da balada, meu dia preferido lá é na quarta à noite, quando rola uma jam session de jazz maravilhosa por volta das 21h. Checa o site antes pra ver se vai rolar mesmo. Lá também tem um restaurante bom. Meus amigos dizem que para a balada (em Berlim, it means eletrônica), o domingo é o dia mais tranks e bom.

 

. Der Visionaire (Kreuzberg): música eletrônica, mas curto ir lá no fim do dia porque fica na beira do canal que encontra o rio Spree.

 

. Bassy Club (Mitte): balada de rock, indie. Vale checar a programação pra ver os shows que rolam.

 

. Cine Lido (Kreuzberg): antigo cinema, idem acima. O Trail of Dead tocou lá umas vezes (além de discotecagem no White Trash tb).

 

. Kit Kat: balada de fetiche (welcome to Berlin), se vc estiver feeling beeem adventurous e não se incomodar de ver gente nua ou com roupa SM. Tem que ir de roupa sensual ou esteja sujeita a ter que ficar só de sutiã pra entrar.

 

. Berghain/ Panorama bar: nunca fui, mas é chamada de melhor balada da Europa ou pedacinho de Sodoma e Gomorra. Antiga fábrica, com dark rooms e door police rigorosa. Pra entrar, dizem que melhor ir de preto e não muito arrumado, nem em grandes grupos, nem falando língua estrangeira em voz alta rs. Boa sorte.

 

. Soul Explosion (Festsaal Kreuzberg): Tipo uma Talco Bells rs.

 

. Prince Charles (Kreuzberg): fui lá no show da Solange, mas dizem que vale a pena em outros dias e no verão rola uns open air (consulta o site!). Tem uma antiga piscina tranformada em bar.

 

. Stattbad Wedding (Wedding): por falar em piscina, tem outra balada que era uma antiga piscina pública. é longe, mas é de outro mundo dançar dentro de uma piscina funda vazia hahaha. olha o calendário 

 

#Brechós

Meu lugar favorito pra comprar roupa vintage é o Mauerpark (sim). Depois, vem o Colours (estação Gneisenaustr., Kreuzberg), que tem peças selecionadas e também um espaço de roupas a quilo. Tem que garimpar, há dias com coisas maravilhosas e dias que não, mas geralmente vale a pena. Para sapatos, eu curto o Jumbo (Gorlitzer Banhof, Kreuzberg) e uma loja do lado que é mais genérica dele, rs. E qualquer Humana (em vários bairros) pode ser uma boa. A minha preferida é a gigantesca que fica na Frankfurter Tor (Friedrischain), de quebra se vê a avenidona soviética (quem viu Adeus Lênin?) e antigos prédios comunistas. São andares e andares pra garimpar e eu comprei meu casaco de pelo (falso) da Alemanha Comunista lá por 29 euros. Boa sorte, rs.

Tem outros por brechós que valem olhar pela cidade, mas se vc não tiver tempo, opte por esses nessa ordem, sério, rs.

 

#Museus, galerias e afins

 

Depende do gosto e interesse da viagem de cada um, mas eu destaco o:
. Museu dos Judeus (Kreuzberg): é todo construído para deixar o visitante perturbado assim como a experiência dos judeus… Intenso. Vale a pena ir.

 

. Memorial do Muro (Prenzlauer Berg, Bernauer Str): vale muito a pela também. É um pedaço intacto do muro por quarteirões e dá pra exatamente como era, com histórias reais, fotos, víeos e audio a céu aberto. Vale ir andando até a estação Nordbanhof (uma boa caminhada) pra ver lá dentro a exposição gratuita de como era a situação das estações de metrô fantasma, desativadas durante a Guerra Fria.

 

. Topografia do Terror: uma exposição permanente que vale a pena só se você quiser esticar depois de ir no Checkpoint Charlie (um dos pontos de travessia entre uma Berlim e a outra)

 

. Pergamon Museum: se tiver que escolher apenas UM da Ilha dos Museus, eu escolheria esse pra ver um maravilhoso altar da Grécia Clássica de tirar o fôlego e o acervo de arquitetura da Babilônia

 

. Neues Museum: pra ver a cabeça da Nefertiti

 

. Hamburger Bahnhof: se vc estiver na vibe de ver arte contemporânea, é o preferido do Bowie

 

. Sammlung Boros: um colecionador privado milionário deixa as obras dele em exposição num antigo bunker que ele reformou. Só dá pra entrar com horário marcado, tente pelo calendário do site http://www.sammlung-boros.de/

 

. Bauhaus: divide opiniões, alguns amigos designers não gostam muito, outros acham que vale a pena.

 

. Exposições de arte contemporânea na martius gropius bau 

 

#Compras

. Em geral, gosto muito das lojinhas (e barzinhos) ao longa da Kastianallee (Prenzlauer Berg), lojinhas/barzinhos ao longo da Oranienstrasse (Kreuzberg) ou perto do brechó Colours em Kreuzberg ocidental. Mas eu destaco uma que fica mais longe, a Planet Modulor (estação Moritzplatz), que tem mil coisinhas pra maquetes, cadernos, tecidos, livros, tudo de tudo.

A Do you read me? (Augustr., Mitte) é pra ficar louquinha de revistas e livros. Passa lá depois ou antes de ir na Clarchens Baullhaus.

A Taschen Store fica na Friedrichstr., tb uma rua cheia de lojas fancy e as maiores Zara, H&M e afins.

 

. Para comprar roupas, ver lojas tipo Urban Outfitters, American Apparel, o brechó Made in Berlin etc, sugiro a área em torno da estação Weinmeistr. (U8).

 

. Para comprar comida e ver lojas mais fancy, vale ir na KaDeWe, o centro comercial mais importante de Berlim Ocidental. Vai abrir uma Topshop lá. É uma área mais turística e menos estilo Berlim que ali no Mitte ou Kreuzberg. Na Kurfustenstrasse é perto de onde andava a Christiane F. (estação Zoo) e o Bowie dava uns passeios (mas ele morava em Schönenberg).

 

. A Ikea mais próxima é a perto da estação Südkreuz, mas não é super perto. Pra comprar eletrônicos, fones de ouvido bons ou chips de celular, podem tentar a Saturn.

 

#Se tiver tempo sobrando

 . andar de bicicleta no tempelhof airport (desativado) e tomar cerveja e comer bratwurst no biergarten de lá. Enfim, andar de bicicleta em geral pela cidade.

. ir na filarmônica de Berlim: às terças tem uma apresentação gratuita na hora do almoço por alguns músicos. Tem q chegar 12h30 pra pegar lugar e fica lotado. Se não conseguir, vale tentar ingresso p qualquer dia a noite.

 

. Lugares abandonados: ok, está cada vez mais difícil entrar no Spreepark (antigo parque da união soviética) sem ser pego, sugiro procurar no site deles se eles estão abrindo pra visitação. Só pelo passeio pra lá e pelo Treptower Park, com um monumento soviético, pedalinhos etc, vale um bom passeio Alemanha Oriental feelings.

 

– O meu favorito hoje é o **** Teufelsberg*****, mas também exige uma tarde quase só pra isso. É uma torre de espionagem construída pela CIA durante a Guerra Fria sobre uma montanha artificial feia de escombros de tanques nazistas. Está bom pra vc?

 

O David Lynch quis comprar pra fundação de meditação dele, mas não deu certo e lá está abandonado há anos. Hoje, é cheio de grafitti. Antigamente se entrava na manha, mas agora uns russos e squatters em geral estão tomando conta de lá e cobram uma taxa de 7 euros pra entrar. Sinceramente? Vale a pena.

 

. Badeschiff (Kreuzberg – foto abaixo): a piscina flutuante que fica no rio Spree. Custa 5 euros pra entrar e rola uma areia pra praia artificial, rs. Nos dias de calor intenso, rola fila pra entrar e fila pra piscina. Mas vale a pena. Fica do lado do Der Visionaire, se vc quiser emendar depois.

 

. Postdam: se você quiser tirar um dia sobrando pra fazer uma day-trip e ver os palácios do Frederico da Prússia. Não tem os jardins de Versailles, mas é bem bonito. Dá pra ir de S-Bahn (trem) pra lá.

 

. Bunker (Gesundbrunnen): os tours guiados por antigos bunkers são bons 

 

. Campo de concentração: tem um aqui perto, não fui ainda/não sei de vou.

 

. Quarteirão para arquitetos: Hansaviertel (Estação bellevu), construído na Berlim Ocidental como modelo, com prédios do Niemeyer J. H. van den Broek e J. B. Bakema, J. H. van den Broek e J. B. Bakema.

 

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## SOBRE OS BAIRROS

É um extra, se vocês quiserem saber. Fiz pra matéria da Super, link aqui

 

#Mapa da criatividade

 

Houve uma época não muito distante em que quem procurasse pelo centro de Berlim no mapa, não encontraria. A cidade possuía duas áreas centrais: uma próxima à estação Zoo, na porção ocidental da cidade, a mesma do livro “Eu, Christiane F., 13 anos drogada e prostituída” (em alemão, Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo), e outra nos arredores da estação Stadtmitte, na porção oriental. Esse segundo centro, o Mitte, foi o que prevaleceu com a queda do muro, colocando outros bairros ao redor de sua órbita, como Kreuzberg, Prenzlauer Berg, Schöneberg e Neukölln. Esses são os bairros mais procurados pelos profissionais criativos:

 

Ex-Berlim Oriental

 

Mitte: quem manda aqui é a chanceler alemã Angela Merkel e as últimas tendências da moda. Para além dos prédios do governo e os principais museus e pontos turísticos da cidade, Mitte é onde os cafés e galerias de arte dividem espaço com lojas de grife e banquinhas de souvenir. O café St. Oberholz, na Rosenthaler Platz, é conhecido por reunir turistas e hipsters com seus laptops e, principalmente, como ponto de encontro da cena de start-ups. Mitte foi o endereço por muitos anos do squat e centro de arte mais famoso da cidade, o Kunsthaus Tacheles, hoje fechado.

 

Prenzlauer Berg: após a queda do muro, atraiu muitos jovens e artistas, com os aluguéis baratos e apartamentos vazios. O resultado é um grande número bares, restaurantes, cafés e pequenas lojas que oferecem uma rotina e vida noturna agitada até hoje. Nos últimos anos, no entanto, o preço dos aluguéis tem provocado uma mudança no perfil dos moradores: de jovens estudantes para jovens famílias yuppies (e muitos bebês!) imigrantes, principalmente do sul da Alemanha e outros países da Europa. É o exemplo de bairro gentrificado e alto custo de vida vida que deixa os moradores antigos de outras áreas preocupados.

 

Friedrichshain: Também foi tomado por jovens artistas e estudantes de Berlim Ocidental após a reunificação e hoje concentra um grande número de bares e lojas alternativas ao redor da praça Boxhagenerplatz. Algumas das baladas mais famosas da cidade também ficam nessa região, como a Berghain, localizada numa antiga estação de energia e que incorpora o espiríto hedonista da cidade.

 

Ex- Berlim Ocidental

 

Kreuzberg: Separado de Friedrichshain pelo rio Spree, é o bairro mais boêmio de Berlim. O mix de imigrantes turcos, estudantes, proletários, punks e artistas fazia parte do charme local, mas a área não fugiu à transformação do aumento do preço dos aluguéis e a invasão dos turistas nos últimos anos. Ao redor da Oranienstraße está o coração da vida noturna local, mas o bairro ainda inclui atrações como o Basdeschiff, uma piscina pública flutuante no Spree, a diversão bucólica às margens do canal que cruza o bairro de ponta a ponta, o Landwehrkanal, e as tradicionais feirinhas de comércio turco.

 

Neukölln: De “periférico”a “do momento”, a tradicional vizinhança de imigrantes e proletários tem mudado em questão de meses. Os estudantes e artistas que queriam fugir dos aluguéis caros em Kreuzberg atravessaram o canal em direção a Neukölln em busca de moradia. Os cafés, bares e galerias de arte de hoje ao redor da rua Weserstraße não estão nem presentes nas fotos do Google Street View tiradas em 2008. As lojas de antigüidades e móveis usados de proprietários de ascedência turca ou árabe dividem espaço com restaurantes de culinária paleolítica, mercadinhos de comida orgânica e cafés com brunch. O que se vê com isso são os aluguéis mais caros para os apartamentos da região e alguns cartazes de resistência à gentrificação.

 

Schöneberg: Além do endereço de David Bowie, foi também a vizinhança do escritor Christopher Isherwood, do físico Albert Einstein, do cineasta Billy Wilder e onde nasceu a atriz Marlene Dietrich. Estudantes procuram pelos aluguéis mais acessíveis em comparação com Kreuzberg e a região da Nollendorfplatz é conhecida como área gay desde dos anos 20.

 


 

As fotos do post (exceto a primeira, que é minha) foram tiradas por Amanda Luz e cedidas ao blog para publicação.

 

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2 pensamentos sobre “Vá a Berlim no verão”

  1. Amanda e Livia,

    Estou planejando agora a minha viagem pra Berlim e, depois desse post/e-mail maravilhoso, até me arrependi de deixar só cinco dias pra essa cidade que eu mal conheço, mas já considero pacas.

    Obrigado pelas dicas. Post super útil! 🙂

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