[vlog] À bordo do Kerala Blog Express – as culturas tradicionais do sul da Índia

A segunda parte da viagem promovida pelo Departamento de Turismo de Kerala foi um mergulho nas tradições culturais indianas.

 

Dá o play pra sacar como foi essa parte da viagem, tem um vídeo de um cara pegando uma nota de dinheiro COM O OLHO enquanto sustenta um adereço de cabeça feito em madeira maciça! Sim, na Índia não existe modo FÁCIL de viver.

 

Nós também aprendemos como comer com as mãos indian style (mostro como no vídeo!).

 

Com o apoio da The Blue Yonder, organização de turismo sustentável, tivemos várias experiências muito muito MUITO legais, como por exemplo:

 

  • Conhecemos Ramachandra Pulavar e seus filhos, mestre-bonequeiro que mantém viva uma tradição de mais de 800 anos de teatro de bonecos de sombras
  • Visitamos uma escola indiana, onde fomos recebidos por várias crianças super afetuosas e assistimos, juntos, a um espetáculo de dança-sátira tradicional (Ottamtullal)
  • Vimos uma apresentação de Poothan & Thira, em que dois personagens dançam e pulam loucamente usando adereços de cabeça super complexos e pesados
  • Comemos a Sadhya refeição típica do Kerala que é servida em uma folha de bananeira. Come-se com as mãos e no vídeo tem um tutorial de como fazer isso sem se sujar completamente

 

Depois de deixarmos a Blue Yonder e a bacia do rio Nila para trás, seguimos viagem para o norte de Kerala.

 

sadhya kerala

 

Nas montanhas de Wayanad, nos hospedamos no Pranavam Homestay, uma fazenda de café que também é uma pousadinha de apenas quatro quartos. Eles nos serviram uma sadhya MARAVILHOSA (foto acima), vegetariana, feira só com ingredientes cultivados na fazenda (inclusive o arroz)! Foi a refeição indiana mais leve e deliciosa que experimentei durante toda a viagem pelo Kerala. O Pranavam foi um dos poucos hoteis mais simples que visitamos na viagem e foi dos que mais gostei. Existem várias opções de homestay no booking!

 

Depois de Wayanad, seguimos para a praia…! Mas aí é assunto pro próximo vídeo.

 

Leia e veja mais sobre o Kerala.

Porque o Kerala é um ótimo estado para começar a explorar a Índia (inclusive se você for uma mulher viajando sozinha!)

Primeira parte da viagem Kerala Blog Express – subindo a Rota das Especiarias do porto até as plantações de cardamomo e pimenta-do-reino

 

Reserve sua estadia em Kerala

O estado conta com diversos hoteis 5 estrelas incríveis e também pousadinhas charmosas e hostels baratíssimos. Tem para todos os bolsos na Índia! Reserve pelo link do blog, custa o mesmo pra você e este blog recebe um incentivo para continuar existindo 🙂

 


Lívia Aguiar viajou a Kerala a convite da Secretaria de Turismo de Kerala e fez parte da blogtrip Kerala Blog Express, season 4. Todas as opiniões aqui expressas refletem minha opinião genuína e experiências durante a viagem.

[vlog] À bordo do Kerala Blog Express – a Rota das Especiarias, do porto às plantações de cardamomo

Tá no ar o primeiro de três vídeos gravados em Kerala, no sul da Índia! Dá o play:

 

Neste primeiro vídeo, mostro pra vocês o topo das montanhas de Munnar (com muito vento, desculpa pelo audio no vídeo, tem legendas, basta clicar na legendinha no canto inferior direito do vídeo) e conto sobre os primeiros dias à bordo da viagem Kerala Blog Express.

 

Leia e veja mais sobre o Kerala.

 

Saímos de Kochi, cidade grande, histórica e cheia de vida; passamos pelas backwaters (remansos), onde vimos um pouco da vida nos canais e curtimos um momento relax ao sol; seguimos estrada acima para o Parque Nacional Periyar de conservação de tigres (, elefantes, javalis, pássaros, insetos e vários outros animais e plantas da região) onde tentamos ver ao menos elefantes selvagens, mas não rolou; até subirmos para o alto das montanhas de Munnar. O nascer do sol lá em cima foi lindo, olha só:

 

eusouatoa_kerala_munnar_nascer do sol_foto de Jackson Groves

Foto tirada pelo Jackson Groves
O trekking em Munnar foi organizado pela Kalypso Adventures – recomendo muito! Eles têm excelentes guias, extenso conhecimento da região e estrutura impecável.

 

Quando nos falaram que íamos acampar e dormir em barracas, logo pensei naquelas barracas simples de camping, mas fomos recebidos por tendas que tinham tomadas, espelho e duas camas, além de muito espaço (para quê, nem sei, hehehe).

 

Dá uma olhada no nosso camping:

 

eusouatoa_kerala_india_acampamento_munnar

Acampamento da Kalypso Adventures

 

eusouatoa_kerala_munnar_acampamento_dentro

Dentro da tenda/barraca enorme

 

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Conheçam Vijayan e Mohana, casal indiano que já viajou pra 18 países

Eles são donos de uma pequena Coffee Shop em Kochi e planejam ir para a América do Sul ano que vem!

 

Durante a viagem por Kerala pelo Kerala Blog Express, durante a nossa segunda passagem pela cidade de Kochi, fomos convidados a conhecer Vijayan e Mohana, levados por Nuthan Manohar, professora de yoga, terapeuta e apresentadora das entradas ao vivo no facebook da Kerala Blog Express. A visita não fez parte da programação oficial do KBE, mas foi com certeza um dos highlights da viagem.

 

O casal é dono de uma pequena casa de chá e café no distrito de Ernakulam, em Kochi. Não é um lugar cheio de luxo, é uma casa de chá simples, como muitas que existem pela Índia afora.

 

eusouatoa_kerala_kochi_casa de cha_vijayan e mohana

 

A diferença entre essa e outras coffe shops é que seus donos têm uma vontade de viajar que vai além de qualquer limitação financeira. Juntos, eles já conheceram todos os estados da Índia e mais 18 países diferentes!

 

Todo ano, eles fecham a Sree Balaji Coffee House e viajam para um lugar diferente. Cada dia com a loja fechada significa menos 3 a 5 mil rúpias (150 a 250 reais), mas isso não faz com que eles deixem de viajar.

 

eusouatoa_kerala_kochi_vijayan e mohana_fotos

 

Fotos de suas viagens enfeitam todas as paredes da loja, estimulando conversa com os clientes e buscando inspirar mais pessoas a colocar os pés na estrada. No ano passado, eles foram à Tailândia e levaram também sua neta, que conheci lá na casa de chá.

 

Vijayan tem 67 e Mohana tem 65 anos, ele fala apenas o básico de inglês e ela só fala malayalam (a língua mais falada no Kerala), uma prova de que é possível viajar não importa quanto dinheiro você nem, nem quantas línguas você fala.

 

eusouatoa_kerala_kochi_vijayan e mohana

 

Vijeyan nasceu numa pequena aldeia na região de Allapuzha (nas backwaters de Kerala) e, segundo ele, percebeu que gostava de viajar quando saiu de sua terra natal pela primeira vez. Quando ele se casou com Mohana, ela nunca tinha sequer saído de Ernakulam, mas juntos eles alimentaram seus sonhos de conhecer o mundo e simplesmente foram.

 

Sempre me pego pensando o quão privilegiada eu sou por ter uma família que pode me receber na casa deles quando faço uma viagem longa, por ter um diploma e uma profissão que me permitam viajar, por saber falar fluentemente inglês e espanhol, por ter conhecido a internet cedo na minha vida e me jogado nessa história de blog de viagens… tudo isso faz com que viajar seja muito mais fácil pra mim do que para muitas pessoas. Mas a vida de Vijayan e de Mohana mostra que não é preciso tudo isso para realizar seu sonho de conhecer o mundo.

 

Ano que vem, Vijayan e Mohana planejam vir ao Brasil, Argentina e Chile. Espero poder acolhê-los em casa (deixei meu email e telefone com a neta deles) e quem sabe mostrar um pouco da nossa hospitalidade!

 

Este documentário (em inglês) conta mais da história desse casal inspirador:

 

Para visitar Vijayan e Mohana, vá até sua loja (se eles não estiverem viajando): Sree Balaji Coffee House, endereço: Salim Rajan Rd, Gandhi Nagar, Elamkulam, Ernakulam, Kochi, Kerala, Índia. Eles também têm uma página no facebook, mas não sei quem administra, porque o Vijayan não tem nem email, hehe.

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Lívia Aguiar viajou a Kerala a convite da Secretaria de Turismo de Kerala e fez parte da blogtrip Kerala Blog Express, season 4. Todas as opiniões aqui expressas refletem minha opinião genuína e experiências durante a viagem.

9 verdades e 1 mentira: vídeo com alguns casos muito loucos

ADOREI esse meme das 9 verdades e 1 mentira, porque meu aniversário de 30 anos foi este domingo, dia 23, e o meme me forçou a fazer uma retrospectiva das histórias mais loucas que já vivi. Aí estão as minhas 9 verdades e 1 mentira. Consegue adivinhar qual é a mentira?
1. Peguei carona num caminhão com carga ilegal
2. Fui salva de um atoleiro por um monge budista
3. Larvas fritas são meus insetos favoritos
4. Sofri um acidente de moto por causa de um elefante
5. Fui bloqueada no twitter pela Ellen Jabour
6. Bati altos papos com um ministro indiano
7. Passeei pela Paris Fashion Week usando uma roupa tradicional alemã
8. Sofri gaslighting do André Mocotó Marques ao vivo em rede nacional
9. Corri pelo deserto montada num camelo
10. Passei informações proibidas a um ativista político

 

No vídeo, contei qual é a mentira e as histórias por trás de cada verdade 😉

 

–> GENTE, não façam uma “tatuagem tailandesa” como a minha! NUNCA andem de moto sem saber andar, nem andem na garupa de alguém que só sabe andar mais ou menos.


Milhares de posts sobre o Mianmar 🙂 https://eusouatoa.com/asia/mianmar-asia/
Se você não sabe quem é Ellen Jabour: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ellen_Jabour
Mais sobre a minha participação no programa Encontro Com Fátima Bernardes (sem a Fátima, que estava de férias): https://eusouatoa.com/mulheres-que-via…
O que é gaslighting, mansplaining, manterrupting e outros machismos que sofremos todos os dias sem entender que é machismo: http://thinkolga.com/2015/04/09/o-mac…

 

Kerala, na Índia: será que é seguro para uma mulher viajando sozinha?

Esse post é continuação deste aqui.

 

Pensa Índia.

 

Pensa em viajar pra Índia.

 

Pensa nos medos que você tem quando pensa em viajar pra Índia.

 

Deixa esses medos pra lá e vem pro Kerala!

 

O estado é diferente de todos os estereótipos da “Índia Perigosa Para Mulheres”. Nos 15 dias que passei viajando de um lado para o outro em Kerala, não me senti ameaçada nenhuma vez.

 

Não estou dizendo que seja um estado livre do machismo, mas senti que é uma região mais tranquila para ser uma mulher viajando sozinha do que o próprio Brasil.

 

eusouatoa_kerala_kumarakom_criancas

 

Kerala tem o maior IDH da Índia, 0,79 (o máximo é 1. O Brasil é nota 0,754 e a Índia como um todo é nota 0,46), que muito se deve à alta expectativa de vida, população quase que 100% alfabetizada, a menor taxa de mortalidade infantil, a melhor saúde pública e um dos maiores PIBs per capita da Índia.

 

Kerala se orgulha de ter as “cidades mais limpas da Índia” e realmente são bem, bem, bem, beeeem mais limpas que as cidades do norte que eu visitei há 5 anos. Ainda são sujas para os padrões brasileiros, mas nada chocante.

 

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Teatro de bonecos de sombras tradicional da bacia do Rio Nila. Ramachandra Pulavar e sua família são a 12ª geração a manter essa tradição viva! 

 

O estado também busca preservar sua abundante vida selvagem com parques nacionais e áreas de proteção, e suas tradições centenárias, com projetos de resgate das tradições, ensino dos ofícios artísticos para os mais novos e valorização e difusão da cultura em escolas, comunidades e para os turistas, buscando um equilíbrio sustentável (tão no caminho… inclusive acho que o Brasil poderia aprender muito com a The Blue Yonder).

 

eusouatoa_kerala_kochi_comunismo

 

O estado foi o primeiro a eleger o comunismo democraticamente (o partido comunista é o mais popular do estado, é cheio de grafites com o Che Guevara nas paredes, além das onipresentes bandeiras vermelhas com a foice e o martelo) e hoje o partido reveza o poder com o partido do Congresso Nacional. Como consequência, os trabalhadores kelalitas gozam da mais alta média de salários do país – e também de uma grande quantidade de greves (inclusive teve uma greve bem grande quando eu estava lá, contra o aumento das taxas de seguros de veículos).

 

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Casal mostra sua águia de estimação, que está com a asa quebrada. Eles vivem num vilarejo às margens do lago Kumarakom.

 

Junta essa prosperidade com uma cultura historicamente aberta às diferenças. Há milênios, a região de Kerala recebe estrangeiros em sua costa, graças às especiarias que são cultivadas na região. Pimenta-do-reino e cardamomo são plantas nativas e a Terra das Especiarias está nas rotas de comércio egípcias, gregas, romanas, chinesas e árabes há centenas de anos.

 

E aí depois vieram os europeus com sua mentalidade colonial. Vasco da Gama foi o primeiro a chegar por lá, abrindo a rota maritma para o oriente. Pedro Álvares Cabral estava procurando Kerala quando ~foi parar~ no Brasil. Depois aportaram os holandeses, que expulsaram os portugueses, e por último os ingleses tomaram o poder até a independência da Índia, em 1947. Os judeus também foram historicamente bem recebidos em Kerala, pois os marajás da região logo viram seu tino para os negócios e os colocaram a cargo das operações financeiras de seu porto. Hoje eles têm uma população judaica muito baixa, mas isso se deve ao sionismo após a criação do estado de Israel.

 

Esses fatores históricos e culturais resultaram em um povo receptivo, religiosamente diverso (são 60% hinduístas, 20% muçulmanos e 20% cristãos), aberto a mudanças e menos machista do que o norte da Índia, que eu visitei há 5 anos.

 

Saí à noite sozinha com minha câmera fotográfica á tiracolo pelas ruas de Munnar, cidade movimentada nas montanhas dos Western Ghats, e me senti COMPLETAMENTE segura e acolhida.

 

Fora isso, também achei bem fácil me perder e me encontrar pelas ruas, já muitas pessoas falam ao menos o básico de inglês e são super receptivas, simpáticas e interessadas em nos fazer sentir acolhidas em seu país.

 

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Essa senhora me catou no meio das ruas de Kochi para tirarmos um retrato juntas <3 

Isso dito, nunca deixe de cuidar da sua segurança

Regras básicas de cuidado com os pertences e com a própria segurança pessoal são universais e aplicáveis em qualquer parte do mundo! Comporte-se como você se comportaria no Brasil, numa cidade grande, que está tudo certo.

 

Para mais dicas de segurança em viagens, confira esse post.

 

Ainda não se apaixonou pelo Kerala? Leia esse post!

Reserve sua estadia em Kerala

O estado conta com diversos hoteis 5 estrelas incríveis e também pousadinhas charmosas e hostels baratíssimos. Tem para todos os bolsos na Índia! Reserve pelo link do blog, custa o mesmo pra você e este blog recebe um incentivo para continuar existindo 🙂

 

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Lívia Aguiar viajou a Kerala a convite da Secretaria de Turismo de Kerala e fez parte da blogtrip Kerala Blog Express, season 4. Todas as opiniões aqui expressas refletem minha opinião genuína e experiências durante a viagem.

Kerala: melhor estado para começar a explorar a Índia

A Índia é o 7º maior país do mundo em território, o segundo maior em população (com 1,2 bilhões de pessoas), tem 28 estados, 325 línguas (são três os alfabetos usados oficialmente pelo governo: hindi, devanagari e latino) e mais de 4.500 anos de história. É impossível fazer qualquer generalização que caiba em toda a complexidade que é a Índia. Isso dito, quando viajei pelo norte da Índia, fiquei tão atordoada com tudo que não consegui escrever mais que dois posts bem gerais sobre minha experiência (aqui e aqui) e até o que eu escrevi neles não se aplica ao que vivi em Kerala, no extremo sul do país.

 

No último mês, tive a oportunidade de viajar pelo Kerala a convite do Departamento de Turismo do Estado, numa viagem junto a outros 27 blogueiros de viagem, vindos de 26 países diferentes. O Kerala Blog Express está em sua 4ª edição e pretende expandir o conhecimento das pessoas do mundo todo sobre o estado e atrair mais turistas à região.

 

E putz, merece demais. A gente fala pouco sobre o Kerala, mas é hora de colocar ele na sua lista de viagem.

 

Eu acho que a Índia não é para marinheiros de primeira viagem. A diferença cultural pode ser um choque de monstro e não é fácil passar desse impacto inicial. A multiplicidade de cores, sabores, sons e confusão em geral pode ser cansativa. É preciso barganhar preços nas lojas. Pesquisar bem antes de contratar uma ou outra agência. Tomar cuidado com o que se come para não passar mal. Mas, dito isso, o Kerala é o estado mais fácil para viajar e conhecer essa loucura de perto sem muito stress. Não na sua primeira viagem sozinha da vida, mas quem sabe a segunda ou terceira?

 

O quê que o Kerala tem?

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Redes de pesca chinesas em Kochi – essa tecnologia foi implantada pelos chineses durante o século XII e é usada até hoje nas backwaters de Kerala

 

O Kerala Blog express começou na cidade portuária de Kochi, de onde as especiarias cultivadas nas montanhas de Kerala são escoadas para o resto do mundo há milênios. O centro histórico, Fort Kochi, é um oásis de tranquilidade no caos da segunda maior cidade do estado (vai ser 1h de taxi do aeroporto internacional até Fort Kochi e já vai dar pra ver a diferença de paisagem no caminho), com microrruas arborizadas e cheias de vida, centenas de lojas de especiarias, construções históricas portuguesas, holandesas e inglesas, redes de pesca de tecnologia chinesa vinda do século XII, templos hinduístas, jainistas, igrejas de diversas origens, mesquitas e até uma sinagoga histórica. Reserve seu hotel em Kochi

 

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Seguindo o caminho das especiarias de baixo pra cima, viajamos para os remansos, as Kerala Backwaters (foto acima), rede de rios e lagos em planícies lindas a perder de vista. A região abriga muitas plantações de arroz e foi por onde as especiarias desciam de barco desde as monhadas onde são cultivadas até o porto de Kochi. Hoje em dia, elas descem de caminhão e o governo de Kerala estimulou a transformação dos barcos que eram usados para transporte de especiarias e arroz se transformassem em hoteis, casas-barco onde os turistas podem se hospedar e aproveitar a vida tranquila dos canais. Uma oportunidade para conhecer a vida dos ribeirinhos, descansar no balanço do barco e observar a natureza da região. Reserve seu hotel em Alappuzha (Allepey)

 

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Subimos então as estradas sinuosas e estreitas dos Western Ghats, cadeia de montanhas que, assim como a Serra do Mar, funciona como uma barreira natural para a umidade das nuvens. Chove muito, é muito verde, é fresquinho, tem elefantes selvagens passeando por aí e até tigres (não que a gente tenha visto, eles são tímidos, rs). A estrada em si é lindíssima, cada curva revela uma paisagem mais linda que a outra, com os quadriculados dos pés de chá ocupando morros e mais morros, florestas de mata nativa, plantações de cardamomo, montanhas que se estendem horizonte afora. Reserve seu hotel em Munnar

 

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Conhecemos o Parque Nacional Periyar (acima), lar de imensa vida selvagem ameaçada de extinção em outras partes da Índia. Tentamos ver elefantes selvagens num passeio de barco, mas acho que não tenho sorte com os grandões… não apareceram, mas quem sabe da próxima vez que eu voltar e fizer um trekking de mais dias? Reserve seu hotel em Thekkady

 

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Do parque, subimos até o topo dos Western Ghats e vimos o nascer do sol entre as montanhas (foto acima). O trekking de um dia nos levou do pico da montanha por plantações de chá e um vilarejo.

 

eusouatoa_kerala_munnar_nascer do sol_foto de Jackson Groves

Nascer do sol no alto das montanhas de Munnar – foto de Jackson Groves, do blog Journey Era

 

A Kalypso Adventures cuidou muito bem de nós e já coloquei na minha lista de “coisas a fazer quando voltar a Kerala” o trekking de 7 dias que cruza florestas onde vivem elefantes selvagens. Quem sabe eles finalmente vão aparecer pra mim?  Reserve seu hotel em Munnar

 

eusouatoa_kerala_munnar_cidade

 

Depois do trekking, fomos nos hospedar na cidade de Munnar (acima), onde a economia vive em torno do cultivo de especiarias e folhas de chá. Eu, Carla Mota, Úna-Minh Caomhánach Evelyn Ang Loo, amigas blogueiras que estavam na viagem comigo, saímos em disparada em direção ao efervescente mercado da cidade, onde encontramos roupas coloridas, frutas e verduras desconhecidas e muitos sorrisos simpáticos, os olhares curiosos em saber sobre nossas vidas como queríamos saber da deles.  Reserve seu hotel em Munnar

 

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Seguimos a norte de Kerala para a bacia do Rio Bharatapuzha, também conhecido como Rio Nila, fomos levados pela The Blue Yonder (organização que alia turismo sustentável e desenvolvimento e preservação da cultura popular indiana) numa série de passeios por vilarejos e artesãos tradicionais que estão resgatando e mantendo viva a cultura milenar da bacia. Em especial, tivemos a oportunidade de assistir a uma apresentação de Ottamtullal (dança-teatro de sátira) em uma escola de um vilarejo (foto acima), onde fomos acolhidos com muito carinho pelas crianças e professores! Foi incrível compartilhar essa experiência artística com elas, que também assistiam à dança pela primeira vez. Reserve seu hotel em Cheruthuruthi ou em Shoranur

 

eusouatoa_kerala_wayanad_pranavam homestays_sadhya

 

Na região de Wayanad, fizemos algumas atividades de natureza e fomos recebidos pela hospitalidade da Pranavam Homestay, fazenda de café a caminho de se tornar 100% orgânica. A pousada é administrada por Rema e Ravindram, um casal super simpático que apoiou Gandi desde crianças em seu sonho de uma Índia livre, pacífica e unida. Tivemos a oportunidade de comer a melhor refeição de toda a viagem lá (foto acima), feita por Rema e três ajudantes (foto). A Sadhya, prato de curries, arroz e chutneys, é tradicionalmente servida na folha de bananeira e foi preparada só com ingredientes cultivados na fazenda (e sem agrotóxicos), inclusive o arroz! E de tarde, experimentamos o café cultivado lá mesmo: fortíssimo e aromático. Delicioso! Fora isso, a região também é cheia de plantações de chá e é possível fazer rafting, tirolesa e outras atividades de aventura. Reserve seu hotel em Wayanad

 

Kerala também tem muitas praias, mas eu honestamente acho que as brasileiras ganham de 10×0, por isso não vou recomendar nenhuma que conheci na viagem, hehe.

 

Como chegar em Kerala e explorar o estado?

Kerala tem dois aeroportos internacionais, em Trivandrum e em Kochi. Cheguei em Kochi, num voo da Qatar Airways com apenas uma escala (em Doha) e adorei, pois a cidade já tinha vários pontos turísticos interessantes para visitar. Também tem voos diretamente do de Doha e Dubai pra Trivandrum sem precisar fazer escala em Mumbai, que é o maior aeroporto perto de Kerala.

 

Uma vez dentro do Kerala, quase toda a extensão do estado é acessível de trem. E trens na Índia, além de ótimos, são baratíssimos! Recomendo demais demais. E aproveita que agora dá pra comprar as passagens online diretamente com a IRCTC (Indian Railway) – eles aceitam cartões internacionais das bandeiras Visa e Mastercard. Atenção: a antecedência máxima pra comprar as passagens é 120 dias, então segura sua ansiedade!

 

Para as regiões montanhosas de Munnar e Wayanad, é preciso pegar ônibus. Você pode contar com a ajuda do seu hotel/pousada/hostel em Kochi (para ir a Munnar) e Calicut (para ir a Wayanad) e perguntar sobre horários de ônibus. Tem veículos de hora em hora saindo das estações de trem mais próximas dessas duas regiões.

Mas será que é perigoso?

A resposta curta é NÃO! Pode fazer as malas porque o Kerala é o estado mais fácil de viajar na Índia.

Escrevi mais sobre isso neste post.

 

Reserve sua estadia em Kerala

O estado conta com diversos hoteis 5 estrelas incríveis e também pousadinhas charmosas e hostels baratíssimos. Tem para todos os bolsos na Índia! Reserve pelo link do blog, custa o mesmo pra você e este blog recebe um incentivo para continuar existindo 🙂

 


Lívia Aguiar viajou a Kerala a convite da Secretaria de Turismo de Kerala e fez parte da blogtrip Kerala Blog Express, season 4. Todas as opiniões aqui expressas refletem minha opinião genuína e experiências durante a viagem.

 

 

Mochila pro Kerala – 14kg pra aproveitar calor, frio, trekking e praia no sul da Índia

Para a viagem ao Kerala e Mumbai, me desafiei a empacotar a menor mochila possível. Tanto porque viajar leve é muito melhor pra coluna e pros deslocamentos carregando-a quanto porque iria voar de Kerala para Mumbai num voo local que só permite 15kg de bagagem despachada e 7kg de bagagem de mão.

 

Isso é bem menos que os padrões brasileiros antigos para voos internacionais (2 malas de 32kg despachadas e 5kg de bagagem de mão + bolsa pessoal) e um desafio até para as regras novas brasileiras (as cias aéreas já começaram a permitir apenas 1 volume de 23kg despachado e 10kg de bagagem de mão), fora que eu pretendo comprar especiarias e outras cositas em Kerala antes de voar mais ao norte, então… era preciso levar menos mesmo.

 

Durante a viagem paga pelo departamento de Turismo de Kerala, irei para regiões extremamente quentes, mas também farei passeios pelas montanhas, onde faz um friozinho mais “inverno no sudeste brasileiro”, além de precisar empacotar tênis para trekking e acessórios para a praia. Ou seja: praticamente todas as situações de viagem exceto neve!

 

Minha mochila despachada pesou 8kg e a de mão ficou em 6kg (incluindo computador, câmera e dois livros). Acho que consegui levar tudo que preciso – e se faltar algo, basta comprar no local, não é mesmo? Nada melhor do que essa desculpa para comprar coisas novas durante a viagem!

 

Abaixo, mostro tudo que coloquei na mochila e quem sabe você se inspira a empacotar cada vez mais leve também!?

As roupas

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  1. sacola de roupa suja: como irei compartilhar quarto com outra blogueira, optei por levar uma sacola de roupa suja de pano, assim não faço barulho caso precise organizar minhas coisas enquanto ela estiver dormindo
  2. body (2) – serve como blusa e também como roupa de banho mais coberta, pro caso de o biquini mostrar pele demais em alguns locais públicos da Índia. Ele abre embaixo, excelente pra usar em banheiros públicos indianos e paradas de ônibus no meio do mato, hehe
  3. suéter de lã – feito com lã merino, ele é fininho e SUPER quente! Com o casaco, então, aguenta até os 10ºC. Se ficar mais frio que isso em Kerala, compro algum casaco lá mesmo
  4. casaco impermeável – bom para o frio do avião e para barrar vento e chuva leve
  5. vestidos leves (2)
  6. saias leves e de comprimento médio (2) 
  7. calças (3) – uma calça tailandesa super leve e confortável, tingida com índigo natural <3 e duas leggings, boas pra usar quando estiver frio e pra usar com curta (blusa típica indiana, comprida e de manga três quartos), que pretendo comprar na Índia
  8. blusas (8) – 4 croppeds (na Índia ninguém liga pra barriga de fora, mas é importante cobrir colo e até ombros em regiões mais tradicionais), 2 camisetas brancas e 2 camisas de botão, de manga curta e bem folgadas, para usar nos deslocamentos mais longos

Roupa íntima + acessórios

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  1. meias (4)
  2. roupa de baixo (2 sutiãs e 6 calcinhas)  – acho que tô levando calcinha até demais, pois sempre lavo no banho…
  3. xale de seda tailandesa – fresco no calor e quentinho no frio, esse xale é muito bom!
  4. xale de algodão cambojano – muito fresquinho, é excelente para usar durante o dia, para proteger do sol e também cobrir o colo e a cabeça em templos e outros locais
  5. lenços de seda indiana (2) – leves, lindos e práticos. Pretendo comprar mais nos mercados aqui da Índia!
  6. biquini
  7. pijama

 

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  1. toalha de banho ultra compacta – essa é da Decathlon, ganhei de uma amiga <3
  2. canga – pra praia, pra praticar ioga na grama, pra tudo. A canga é, pra mim, como a toalha descrita no Guia do Mochileiro das Galáxias 
  3. cadeado – para usar caso precise trancar meus pertences em um locker. Levo sempre um cadeado com chave comigo! Os de senha são abertos facilmente, não recomendo

Calçados

mochila-pro-Kerala-eusouatoa-sapatos

  1. tênis – para o trekking. Não sei nem se vou usar, porque prefiro caminhar com as minhas sandálias de borracha… odeio sapato fechado, hehe
  2. sandálias de borracha – feitas de pneu de caminhão, elas são antiderrapantes e super confortáveis. Comprei de um sapateiro na frente do Warorot Market, em Chiang Mai, Tailândia
  3. chinelo – meu calçado de preferência no calor hahaha
  4. sapatilha – meu calçado de preferência quando está mais frio. Confortável e dá pra usar com meia caso esfrie mais

Nécessaire de beleza:

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  1. bijouterias diversas
  2. pincel de maquiagem para pó compacto
  3. blush/batom líquido Benefit – ele dá um leve rosado na boca e bochechas, adoro!! Essa é a embalagem de viagem, que vem com lipgloss transparente
  4. BB Cream Maybelline oil control – protetor solar + base de cor leve
  5. batons MAC – vermelho, rosa e roxo, o básico hehe
  6. máscara para cílios Benefit, embalagem para viagem – amo/sou a Benefit
  7. lápis de olho preto O Boticário
  8. pó comparto Studio Fix, MAC

Nécessaire de banho:

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  1. coletor menstrual Fleurity – minha vida MUDOU depois que comecei a usar o coletor. Nunca mais comprei absorvente nem tampão. Me sinto muito mais limpa e fresca com ele. Recomendo DEMAIS! Essa será a primeira vez que viajo com o coletor: é preciso ferver em uma louça ou panela esmaltada (metal não) antes e depois da menstruação, durante o uso, basta despejar o sangue na privada e lavar com água limpa. Agora na Índia, pretendo fervê-lo em uma xícara de louça no microondas e lavar com água potável. Conto pra vocês como foi usa-lo na voltada viagem!
  2. Gilette
  3. grampos de cabelo, presilhas e alfinetes
  4. brilho labial ChapStick
  5. bálsamo Tiger Balm – excelente para músculos tensos, dor de cabeça (massageie as têmporas com ele) e nariz entupido
  6. shampoo sólido Lá Do Mato – saboaria natural – excelente pra levar em viagens, pois não vaza e dá pra levar até na mochila de mão, por não ser líquido. Dura MUITO! Esse meu é para cabelos oleosos, feito com óleo essencial de alecrim. A Lá Do Mato é uma pequena saboaria de São Paulo, recomendo demais os produtos!
  7. sabonete de glicerina Granado
  8. Gel facial hidratante antioleosidade Granado – tenho a pele oleosa, esse gel ajuda a segurar a oleosidade, uso antes de dormir
  9. pente de madeira
  10. Morrocan Oil – para dar aquele brilho nos cabelos descoloridos
  11. tônico capilar Detox SOS Bomba da Salon Line – muito bom para usar depois de lavar os cabelos, quando ainda estão úmidos
  12. creme para pentear Inoar (com tinta de cabelo Kamaleão Colors da cor Saírazul) – esse creme pra pentear é Low Poo (sou adepta da técnica) e ele ajuda meus cabelos a terem cachos mais definidos. A tintura diluída dá aquele boost na cor dos cabelos e é uma forma prática de retocar a tinta sem precisar esperar e enxaguar
  13. shampoo seco feito em casa – 1 parte de amido de milho e 1 parte de cacau em pó (para quem tem cabelos castanhos. Se você tiver cabelos claros, pode usar só amido de milho), pra dar aquele up nas raízes oleosas no meio do dia
  14. desodorante Bí-O
  15. protetor solar Coppertone fator 30
  16. hidratante refrescante Burt’s Bees – feito com cera e mel de abelhas, ele é super hidratante e dá um rescor na pele

Nécessaire de primeiros socorros

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  1. bolsinha resistente que cabe tudo <3
  2. pasta de dentes Colgate
  3. ácido acetil salicílico – contra dor de cabeça e também por recomendação médica para minha circulação sanguínea
  4. band-aid
  5. neosaldina  – dor de cabeça é a necessidade médica que eu mais tenho… leve os remédios que você está habituado a tomar!
  6. paracetamol – contra febre e dor de cabeça
  7. termômetro eletrônico
  8. tesourinha de unha
  9. escova de dentes portátil
  10. gaze – todo o kit de cuidados em caso de machucados
  11. esparadrapo Nexcare
  12. sal de frutas ENO 
  13. soro fisiológico
  14. Bepantol First-Aid
  15. camisinha – tem que usar, gente, leve sempre!
  16. tintura de própolis – excelente para garganta inflamada e até para machucados que estiverem inflamados. Abelhas <3 seres mágicos
  17. tintura de iodo
  18. Epocler – para estômago e fígado ruim
  19. lenços de papel Softy’s
  20. relaxante muscular Dorflex

 

Também acho importante levar a bula de remédios de doenças que eu possa vir a ter, como gastroenterite (infecção de intestinos, em caso de intoxicação alimentar severa), infecção urinária, candidíase, etc. Assim, se precisar, você vai saber indicar os princípios ativos dos medicamentos para comprar no país de destino.

Mochila de bordo

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  1. travesseiro inflável – ótimo pras viagens longas de ônibus, trem e até voos caso não distribuam travesseiro
  2. caderninho de anotações – esse eu mesma fiz 🙂 Uso como agenda/bullet journal/tudo na vida
  3. lencinho de papel Softy’s – sempre bom ter caso não haja papel higiênico no banheiro/se estiver gripada
  4. carteira
  5. meia de compressão Kendall – essencial para voos, ônibus e trens longos, para auxiliar na circulação do sangue. Uso para evitar inchaço das pernas e pés e também reduzir o risco de trombose (tenho histórico familiar da doença, melhor prevenir, né?)
  6. câmera Go Pro – tenho usado muito pouco, mas será legal caso façamos atividades na água
  7. T/adaptador de tomada – na Índia, o padrão de tomadas é bem parecido com o do Brasil, dois palitos + uma conexão de aterramento diferente da nossa. Assim, deixei o adaptador universal em casa e trouxe esse T que é de dois palitos e conecta com o plug do computador que é no padrão atual brasileiro (aqueles três palitos que não existem em nenhum outro lguar do mundo, AFE)
  8. mochilinha dobrável ultra-leve New Feel – eu a uso durante o dia quando não tenho que levar muita coisa. Comprei na Decathlon!
  9. doleira com documentos de viagem – essencial pra guardar tudo com segurança e ter passaporte e passagens à mão
  10. óculos de sol – pra chegada na Índia 😉
  11. notebook – se eu não fosse blogueira de viagens, meu celular seria suficiente, não recomendo viajar com notebook a não ser que seja estritamente necessário para a viagem
  12. A Casa do Califa – Tahir Shah – livro do escritor paquistanês sobre quando ele se mudou para o Marrocos. Ganhei de um amigo, comecei a ler nos momentos de espera dos voos e estou a-do-ran-do!
  13. O Livro das Conexões Gritantes – Jeff R Brazilista – livro novo do meu amiggo Jeff! Fininho, para levar na mochilinha de uso diário
  14. (tá escrito 1, ops rs) Tripé para câmera – para fotografias mais complexas e gravar vídeos pra vocês 🙂

 

Faltou ainda listar o celular e os cabos do notebook e celular.

Nécessaire de bordo

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  1. kit de costura de emergência – nunca viajo sem ele!
  2. protetores auriculares – essenciais para dormir melhor no avião, aquele barulho constante do motor me deixa exausta
  3. espelho de mão
  4. power bank – esse meu tem até 4 cargas de celular! Comprei na Tailândia, não sei a marca
  5. camisinha – essencial ter sempre à mão 😉
  6. Bepantol Baby – pra passar nos lábios, cotovelos, calcanhares e outras peles secas/em recuperação de algum machucado
  7. lip balm The Body Shop – minha amiga Tatá ressaltou a importância de ter um no voo por causa do ar seco do avião – e foi super bom usa-lo na conexão entre os voos.
  8. bálsamo Tiger Balm – bom para relaxar músculos tensos e descongestionar o nariz, porque tem cânfora, canela e outras especiarias
  9. ácido acetil salicílico – como tenho problemas com veias, uso o AS antes do voo para dar uma “raleada” no sangue – recomendação médica. Só tome se seu médico der o OK, tá?
  10. máscara para dormir – geralmente ela é distribuída pelas cias aérea em voos longos, mas é sempre bom ter a própria para viagens de ônibus.

 

No caminho pro aeroporto, comprei ainda colírio Moura Brasil (meus olhos ficam muito secos no avião).

A lista é longa, mas o peso e volume dos itens é baixo!

Aqui nesse vídeo, compartilho com vocês as minhas técnicas de organização do mochilão e também como escolher seu mochilão ideal para viajar. A dica de usar sacos de pano para separar as diferentes peças de roupa é da Giovana Suzin, uma amiga mochileira experiente com quem moro hoje em SP <3

 

Nesse vídeo, mostro tudo que acho essencial de levar num mochilão:

Como essa viagem a Kerala está patrocinada pelo Kerala Blog Express, está sendo mais de boas do que um mochilão true, por isso não incluí todos os itens na mochila.

 

Acompanhe a viagem pelo instagram, facebook e youtube, além do blog, é claro (inscreva-se na newsletter para não perder nenhum post!). Na volta, contarei aqui o que comprei, seja porque faltou incluir na mala ou por capricho, hehe.

 

Mais posts sobre organização de mala e mochila:

Mochila ou mala: qual é melhor pra viajar?

Quanto tempo demora para empacotar um mochilão

Como fazer mala para viagem curta, longa ou para fazer uma volta ao mundo

 

Estou indo pra Kerala, no sul da Índia, e devo tudo a vocês

É com MUITA alegria, com o coração explodindo de felicidade, que eu conto pra vocês leitores fiéis do blog que eu passei naquela seleção do departamento de turismo de Kerala e estou indo pra lá na semana que vem!

 

Sim, na semana que vem! SOCUERRO!

 

Tudo aconteceu muito rápido! Estou correndo com os documentos, pesquisas e detalhes da viagem para conseguir embarcar no dia 17, sexta-feira, para o aeroporto de Cochim, a maior cidade do estado de Kerala e primeira parada do Kerala Blog Express.

 

Esse é o vídeo de apresentação da segunda viagem do Kerala Blog Express e um teaser de várias coisas que eu devo conhecer quando estiver lá! Ansiosa? Eu? Que nada… (tô só na meditação pra conseguir dormir e trabalhar enquanto a viagem não chega, hehe).

 

A seleção se deu com uma votação + análise da qualidade do blog e do alcance do blog nas redes sociais. Ou seja: devo tudo a vocês, que leem, compartilham os posts e indicam pros amigos. Muito obrigada!

 

A viagem vai levar 30 blogueiros do mundo todo para conhecer as belezas do estado de Kerala. Imagine uma viagem com UM blogueiro de viagem tirando foto de tudo, fazendo vídeo de tudo, anotando tudo, postando tudo pros seus leitores. Agora multiplica por 30 e vocês vão ter uma noção do que deve ser a viagem mais documentada do mundo (nem turistas japoneses devem ser tão ativos). 

 

Eu, que estou acostumada a fazer viagens independentes, planejando tudo eu mesma, sem nenhuma agência e só as excursões mais necessárias (fiquei traumatizada por uma excursão que fiz quando criança e tenho até arrepios quando penso num ônibus de city tour), imagino que vai ser uma experiência bem desafiadora essa de aceitar tudo o que o pessoal da Kerala Blog Express vai propor. Mas, né, tentei, ganhei e agora vou me jogar de cabeça nessa. Conto pra vocês não só das coisas boas, mas também das dificuldades e tudo o mais que vier da viagem, tá? Com toda integridade e honestidade que procuro estampar em cada um dos conteúdos que faço pra vocês.

 

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Essa foto e a de cima do post foram retiradas do flickr oficial da Kerala Tourism

 

Pode deixar que eu vou contar TUDO sobre a viagem nas redes sociais mais à toa que vocês conhecem!

Para você não perder nem uma atualização, aqui vai meu plano de postagem de conteúdo durante a viagem:

 

No Instagram e no Instagram Stories: postarei todos os dias, sempre que tiver internet, as fotos mais lindas (no feed normal do Instagram) e as atividades que eu for fazendo na viagem (no Stories), com destaque para comidas, paisagens e histórias do que tiver rolando por lá. No Stories você vai ter a inside information sobre a viagem inteira – e em tempo real! Fica de olho lá!

 

No facebook: repostarei as imagens do instagram e também irei fazer um facebook live por dia contando como foi o dia, o que aprendi/comi/comprei/vi. Como o horário da Índia está a 8h30 de diferença do Brasil (sim, quando é meio dia no Brasil, são 20h30 na Índia), acho que esse live vai ser durante a tarde no Brasil, no fim do meu dia indiano.

 

Não perca nenhum live! Ative as notificações para que o facebook avise quando ele começar!

 

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Esse print acima mostra onde fica essa configuração 😉

 

No youtube: depois da viagem, postarei todos os vídeos live feitos no facebook, todos os vídeos e fotos mostrados no Stories do Instagram. Se você tiver perdido algum dos conteúdos feitos ao vivo, é lá que você vai encontrar a viagem inteira produzida no seu desenrolar. Também farei vídeos especiais com conteúdos produzidos durante a viagem, é claro. Esses vão demorar um pouco mais de tempo pra postar, porque vou precisar editar todo o material, etc, mas vão ser vídeos mais bonitos e com imagens que não terão sido vistas antes.

 

No blog: todo o conteúdo vai acabar chegando aqui, afinal esse é o meu principal canal de comunicação com vocês e onde eu posso postar e organizar tudo como eu quiser 🙂 . Criarei posts com todos os vídeos postados no canal do youtube e, é claro, escreverei BASTANTE sobre a viagem. Vou tentar postar alguns textos e fotos por aqui enquanto estiver viajando, mas imagino que a maioria dos posts vai vir depois da viagem, depois de refletir e pesquisar mais sobre o que eu tiver vivido lá em Kerala.

 

Bom, é isso… estou empolgada, dá pra perceber, né? 😀

 

AVISO: a viagem a Kerala será integralmente paga pelo Kerala Tourism, departamento de turismo do Estado de Kerala, na Índia, assim como 70% do valor total da passagem de avião do Brasil até lá. As opiniões expressas no blog continuam sendo como sempre foram: totalmente independentes e escritas a partir do ponto de vista da autora, Lívia Aguiar. 

Primeiro vídeo do canal, sobre minha primeira viagem de mochilão!

Queridos, é com muita alegria que divulgo o vídeo de estreia da minha ~carreira~ como youtuber (hahaha, gente nunca achei que ia falar isso).

 

Pra começar, por que não falar sobre uma primeira vez, não é mesmo? Contei no vídeo como decidi e realizei minha primeira viagem de mochilão. Contei sobre os medos que eu tinha e como consegui superá-los!

(Spoiler: superei enfrentando e indo, mesmo tendo medo!)

 

Sempre me acho ridícula no vídeo, com o olho torto, gorda, estranha… mas na verdade eu me acho assim o tempo todo. Já passou da hora de eu deixar essas inseguranças de lado e colocar a cara a tapa. Tem TANTA coisa que eu quero compartilhar com vocês, tanta história… pra quê deixar de fazer porque me acho estranha, não é mesmo? Não é preciso ser modelo pra aparecer no vídeo (isso eu digo pra mim mesma enquanto revejo o vídeo pela milésima vez). Ah, eu também quero saber o que vocês querem de mim, então por favor, me mandem feedbacks e peçam conteúdo!

 

Bom, o vídeo está aí abaixo, conto com vocês, leitores fieis que me amam e querem que o blog cresça, para me dar dicas e sugestões para melhorar e criar conteúdo que seja interessante pra vocês! Deixe suas sugestões de assuntos e o que mais quiserem nos comentários (aqui e/ou no canal do youtube)!

 

Agradeço também se derem um like no vídeo e começarem a seguir o canal, hehe. Semana que vem tem mais vídeo 🙂

 

Vamos viajar pra Cuba!? Prestenção nessas dicas pra se planejar!

A Laura Capanema é uma fotógrafa de viagens maravilhosa e no final de 2013 fez uma viagem épica para Cuba, ainda nos tempos em que os estadunidenses não podiam entrar sem fazer maracutaia e era bem mais difícil encontrar informações sobre a ilha. Para ajudar os amigos a viajar pra Cuba também, ela escreveu um longo e ótimo email que agora está sendo publicado aqui no blog, para que suas palavras se espalhem mais e mais! As informações têm alguns anos, mas Cuba avança lentamente e as dicas dela ainda valem (e muito) para ajudar você a montar seu roteiro.

 

Cuba nunca esteve tanto na moda e tem muita gente indo pra lá hoje em dia (para o bem e para o mal, né). Está bem mais fácil se informar agora do que em 2013 e, ainda que seja uma ilha onde as mudanças chegam devagar, a partir de agora tudo vai mudar mais rápido. É por isso que tem que ir logo! Vamos viajar pra Cuba?!

 

Eu já estou aqui economizando meus dinheiros pra ir, e você? Depois desse email da Laura, vai estar procurando promos de passagem também 🙂

 

Primeiramente, uma introdução que a Laura escreveu quando Fidel morreu:

2016: Adiós, Fidel

Cuba é um lugar de janelas e portas abertas.

 

Nunca consegui defini-la de outra maneira, apesar da enorme contradição.

(quem já foi, vai entender)

 

Cuba, segundo o próprio Cristóvão Colombo, é o lugar mais lindo da Terra. Mas tem uma história dura demais, e é impossível traduzi-la. Não dá para ser simplista. São muitos paradoxos que apertam e desconcertam.

 

Ali a beleza sedutora divide espaço com a decadência, a iconografia revolucionária, a história mantida em compota. Mesmo com todas as mudanças recentes, a sensação de estar lá é diferente de qualquer outro lugar. E sempre vai ser assim, acho.

 

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Há três anos, passei quase um mês na Ilha. Eu tenho muito muito carinho por essas fotos (foi a primeira vez que eu me arrisquei com uma câmera profissional, na época eu não entedia metade de suas funções e não fazia ideia do que era tratamento de imagem), mas tenho certeza que foi ali, vendo tantas cores, olhares e expressões singulares, que eu aprendi um monte sobre fotografia – e nunca mais parei de querer aprender.
Em Cuba eu entendi também que a entrega é necessária para avigorar uma experiência. E que depois que você entende isso, sabe que é um caminho sem volta.
Por falar em volta, há quem volte com muitas certezas. Eu voltei cheia de dúvidas.

 

Mas essa temporada cubana foi um jato de inspiração: virou matéria, virou texto, virou ensaio, virou amizade, transbordou um amor, virou um e-mail histórico com um compilado de dicas muito legais que eu sigo disparando para os amigos que estão indo para lá (quem mais quiser, pode me pedir). Até hoje recebo perguntas e mensagens sobre todos esses desdobramentos. É um prazer imenso compartilhar tudo, sempre.

 

Eu só queria aproveitar o dia de hoje para transbordar essa experiência.

 

Não quero falar nada sobre Fidel – sua luta transcende qualquer esquina de Havana e seu legado deixa infinitas interpretações. Mas vale dizer que taí um cara que foi gigante, do tamanho do mundo. E vale dizer também que tenho muito respeito e admiração pela sua história, e que sua biografia é uma das coisas mais interessantes e fascinantes que eu já li (empresto com muito carinho para quem quiser ler também).
Hasta siempre, comandante.

 

Email de viagem: Cuba Linda!

por Laura Capanema

 

Havana

Ficamos em uma casa em Habana Vieja, no charmosinho Paseo Del Prado, que é uma praça que também funciona como um canteiro central alongado. Nossa casa era antigona com pé-direito alto, linda demais. Por dentro faltavam janelas e ventilações (e mais um monte de coisas), mas tava bem OK para o preço que a gente pagou (30 CUC). Os donos eram queridos, faziam café da manhã pra gente todos os dias com muitas bananas (e depois tinha banana com arroz no almoço e banana com legumes no jantar). Cada refeição custava 7 CUC. Foi tudo super tranquilo e seguro.

 

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Aliás, me senti segura o tempo inteiro em Cuba, parece que existe uma espécie de proteção aos turistas por parte do governo mesmo, já que é a principal fonte de renda do país (e em dois dias por lá dá pra entender beeeem, que a coisa funciona assim mesmo). É uma segurança que facilita a vida: a gente saía tipo 11 da noite com a câmera no pescoço e era isso aí. E eles se orgulham muito disso, fato: viviam me falando, “No hay violencia, no hay violencia”. Realmente, eu não vi nada. Nada mesmo, em nenhum lugar.

 

Se perca nas calles de Habana Vieja, entre nos botecos sujos e compre cerveja cubana com pesos cubanos, que sai muuuuuito mais barato que a cerveja que eles vendem para turistas em CUC.

 

Caminhe por toda a Habana Vieja e vá para todas as 4 plazas, são todas impressionantes. Em uma dessas plazas (acho que na Plaza da Catedral), tem uma ruazinha sem saída. Lá, eu conheci um atelier do pintor Raimundo Orozco. Vale super a pena entrar para conhecê-lo (são mil histórias do tempo da revolução). Comprei 2 quadros pequenos para a minha mãe (era a cara dela), mas se pudesse, teria levado vários! 😉
Nos encantamos com um bar que fica no final da Calle Obispo (em direção ao Capitolio), que chama Montserrat. Músicos ótimos, frozen daiquiri refrescante e perfeito para enfrentar o calor cubano. Fomos lá algumas vezes.

 

Ah, Cuba é inteira muito musical. Sempre tem alguém cantando e tocando pelas esquinas. Poucos usam microfones (mesmo nas apresentações “mais profissionais” de alguns bares): a coisa lá é no gogó mesmo. E isso é foda.
Bem em frente ao Monserrat tem um outro bar que eu esqueci o nome, mas no mesmo estilo pé-sujo, onde Fidel e Che tomaram vários mojitos juntos. É um bar espanhol, bem agradável também.

 

Por falar na Calle Obispo: a mais movimentada e, por consequência, a mais turística da cidade inteira, quiçá do país. Vale o passeio, vale sim conhecer os bares e os restaurantes e ouvir uma boa (e clássica) música cubana. Mas, no geral, os mojitos de lá não são bons e os preços são fora do padrão. No final dela tem uma feirinha de livros usados que é genial, tem vários pôsteres de filmes antigos, muitas serigrafias originais. Comprei um pôster de um filme cubano muito lindo que fica na sala da minha casa (e todo mundo pergunta de onde veio). Depois, no final da viagem, voltei e arrematei mais um do festival de cinema latino-americano desenhado pelo Ziraldo – uma peça bem rara mesmo. Enfim, há várias relíquias interessantes lá nesse lugar, vale fuxicar bem.

 

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El Boteguita Del Medio: é um clááássico de Havana, o bar mais famoso da cidade. Nas paredes tem fotos do Lula e de um monte de brasileiros que já foram lá. Ainda assim, mesmo sendo mega turístico e com cara de esquemão-montado-pra-você, é demais! Sempre tem música ao vivo com bongô e maracas, o ambiente tem as paredes todas escritas com canetas (deixei meu nome lá bem grande no 3º andar, vê se você acha). Foi onde o mojito foi “inventado” e é famoso pela comida criolla também (arroz, feijão, carne de porco). Achei a comida muito sem tempero e não gostei muito, mas o Dri amou e queria voltar lá todos os dias, rs.

 

Choperia: na Plaza Vieja tem uma choperia artesanal muito boa. Quem indicou para a gente foi um amigo que mora lá, ou seja, super dica local! Pegue uma mesa, sente-se na rua, peça o chope claro e/ou escuro que vem num funil gigante que eles colocam na mesa e…seja feliz! Fui lá duas vezes, é uma delícia e ainda tem música ao vivo de vez em quando.

 

Café Literário: fica em Vedado, mas é um lugar onde pode-se beber pagando pesos cubanos. Tem um clima cool, é onde os jovens da universidade se encontram. Meio pé-sujo, mas é isso aí (acho que tem indicação disso no Lonely Planet também, mas a gente conheceu por causa desse amigo que mora lá e vendeu a ideia de que “ninguém conhecia”). O melhor mojito que eu tomei foi aqui e custou incríveis 10 pesos cubanos (ou seja, centavos de dólar).

 

Malecón: ande desde o forte, o passeio é lindo. Fui até a calle 23, onde tem a Coppelia (aquela do filme Fresa y Chocolate), a tal sorveteria comuna. Sente, tome várias bolas de sorvetes (que não é nada de mais) e se delicie com o povo, com as conversas, com o clima. Ah, não se assuste com a quantidade de sorvete que comem! Ô gente que ama sorvete. Eu costumava tomar sorvete todo dia das portinhas que aparecem subitamente nas ruas (na Calle Obispo mesmo tem um monte). Sai por 3 pesos cubanos a bola (ou seja, nada). É um sorvete aguado e esquisito, mas tem uns que são melhores que os outros e é tão barato que… sei lá, vale demais, refresca muito. Ah, dizem que eles fazem com água suja (porque lá filtro é artigo de luxo), e que alguns turistas passam mal e tal. Mas eu tomei todo dia e nunca cheguei nem perto de passar mal. Aliás, não tive problema nenhum com comida lá! Mas vi muita gente que teve que ir pro hospital. Logo, isso aí vai de cada um. É bom ficar atento e levar uns remedinhos.

 

Aliás, o único problema que eu tive foi uma dor de cabeça bizarra, mas acho que era mistura do calor, desidratação, etc).

 

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Ah, vale ir na Malecón de noite também, impressionante como fica LOTADA, impressionante como os cubanos fazem uso dos espaços públicos à noite! (de fato as pessoas ocupam a cidade mesmo, estão sempre fora de casa, todas as janelas e portas vivem abertas com cadeiras de balanço do lado de fora, todos os dias com cara de domingo). Inclusive, no fim da viagem, a gente resumiu Havana assim: um lugar de portas e janelas abertas.

 

Vá até a Plaza de la Revolución, tire as fotos clássicas e volte à cidade de CocoTaxi ou BiciTaxi — é uma experiência.

 

Outra coisa legal que a gente fez foi ter alugado um carro conversível um dia por 2 horas. Na verdade, vem com motorista junto, mas pagamos 25 CUCs (tem que negociar) para poder dar uma volta na cidade com o mapa na mão. A gente mostrou para o motorista os lugares mais afastados que queríamos ir e ele nos levou em tudo — em Vedado, no cemitério gigante (é lindo!), num bosque mais distante, na rua onde mora o pessoal que trabalhava para o Raúl e o Fidel, na praça do John Lennon.

 

Vale muito para sair da parte turística e ver as casas e a arquitetura da cidade como um todo. Existe um mundo inteiro para além de Havana Vieja e tem que ir lá ver isso de perto. É muito diferente de tudo que a gente vê por aí no mundo. Parece mesmo que estamos em uma cidade dos anos 1950. E tem umas partes que lembram Miami (mesmo), aquela Miami dos predinhos art déco. Dá para imaginar bem o que era a Cuba pré-revolução. Eu amei!

 

Museus em Havana:
Museo Nacional de Bellas Artes: eu fui, mas estava passando meio mal e não consegui aproveitar. Mas o Dri amou a visita e disse que vale muito, principalmente no lado de arte cubana (porque são 2 prédios).
Museo de la Revolución: apesar de simples e bem maltratado, eu pirei nas histórias. Gostei muito de ter ido. A visão dos caras sobre tudo é outra coisa.

 

Onde comer:
Restaurante El Templete: restaurante mais caro, comida boa, ótima opção quando não se aguenta mais os restaurantes-comunas.

 

La Guarida: TEM QUE IR!!! O restaurante mais impressionante da Ilha toda. Eu não tava dando nada por ele (porque é super turístico e cheio de menções no Lonely Planet e etc), mas ainda sim é aquele lugar com cara de achado, sabe? É um prédio abandonado, quase em escombros, MUITO impressionante. Foi cenário do filme Fresa y Chocolate e ficou famoso por isso também. Lá em cima é tudo à meia-luz, parece uma casinha mal assombrada de uma vovó chique. A comida é bem boa também (mas não é barata). Tem que ir e tirar fotos, principalmente no saguão do prédio onde as roupas ficam penduradas no varal… é um lugar maluco. No dia seguinte a gente voltou lá só para fotografar (porque quando fomos jantar não tínhamos levado a câmera). Ah, tem que reservar, impreterivelmente.

 

Nunca esqueço que as pessoas mais descoladas que vi em toda Cuba estavam lá, sentadas numa mesa ao nosso lado Umas mulheres maravilhosas de cabelo verde, uns caras de óculos Matrix, umas pessoas que eu não sabia de onde tinham surgido. E, ao mesmo tempo, eram muito familiares, muito latinas. Vibe boa!

 

Vale ir para o Barrio Chino para comer, tem um restaurante que tem uma foto histórica, do Fidel e do Che comendo de palitinho.

 

Na mesma ruazinha do tal atelier do Orozco (início do e-mail), tem um paladar bem bom (e também com cara de casa da vovó chique), o Dona Eutímia (uma coisa assim, esqueci o nome), super indico.

 

Sair e beber:
Jazz Club La Zorra y el Cuervo: para quem gosta de jazz, é imperdível.

 

Bar do Buena Vista Social Club: não fomos, mas dizem que é legal e que nem é tanto pegadinha de turista, porque é uma noite super animada (a gente tava meio devagar na noite e aproveitou muito mais o dia!).

 

Viñales 

Eu gostei médio, não sei se recomendo para quem tem poucos dias em Cuba. O que mais valeu a pena aqui foi a relação que tivemos com a família que nos hospedou (muito, muito, muito fofos!). Se for, procura pela casa da Yamille y Pechano, lá há poucas casas e todo mundo conhece todo mundo. Pegamos uma mega chuva e passamos um dia inteiro dentro de casa com eles, conversando, experimentando charutões e assistindo jogos de futebol na TV (era época da Copa das Confederações). Eles sabem tudo de futebol. No dia de ir embora eu até dei uma choradinha, porque fiquei bem apegada, foi especial mesmo.

 

Aqui basicamente a boa é descansar, ir numa praia que tem lá perto um dia (Cayo Levisa, é LINDA, mas pegamos muita chuva de novo, passamos a tarde toda dentro de um bar jogando baralho com um casal da Suécia, que acabaram virando amigos, saímos com eles umas duas vezes depois, queridos demais), fazer o passeio de cavalo para ver as plantações de tabaco (a paisagem não é bonita e só vale se você tiver realmente interessado em entender essa coisa dos charutos…), alugar uma bicicleta e ficar dando voltas pela cidade (delícia). De noite rola uns shows ao vivo na pracinha que são divertidos e tem uma tenda que faz Piña Colada na hora com leite em pó…e por pesos cubanos, é o drink mais gostoso que eu tomei lá!

 

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Trinidad

Lugar bem diferente de Havana. Uma mistura de Paraty com Ouro Preto. Ruazinhas de paralelepípedo, casinhas coloridas, senhores com idades indecifráveis jogando xadrez e dominó nas portas das casas, paladares em todas as esquinas, música boa sempre. E todas as pessoas na porta de casa mesmo, todas as janelas abertas, cidade de interior total! (Como já disse, Havana tem essa mesma vibe, é uma das coisas mais gostosas de Cuba…as pessoas estão sempre mais “fora” do que dentro. Sempre).
Casa de la Trova: música ao vivo e muitos dançarinos. Delícia de lugar. Também há um escadão, ao lado da Catedral, que eles chamam de Casa da Música, onde sempre tem música ao vivo. Ver o pôr do sol lá é ótimo.

 

O museu da cidade (esqueci o nome dele) tem um mirante com uma vista linda também. Tem que ir.
Playa Ancón: praia médio bonita e bem perto da cidade. Dá para ir de táxi, cocotaxi, bike… (o legal aqui é ver os cubanos na praia, com garrafa de rum, etc. Porque nas outras de resort é praticamente só turista, né!).

 

Tem muitos passeios a parques próximos a Trinidad, onde tem várias cachoeiras.

 

Se quiser levar lembrancinhas de Cuba, aqui é o lugar, há feirinhas durante o dia e algumas lojas a noite. Não precisa visitar muitas barraquinhas para entender o que tem, apesar do tamanho das feiras, as ofertas são sempre as mesmas…rs

 

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Cayo Guillermo

Esquece Varadero (que é uó) e vai pra essa ilha. Foda.

 

Ficamos no Hotel Sol Cayo Guillermo que era meio x, mas melhor que a média de lá, vale para experimentar a experiência do resort cubano pelo menos por dois dias em uma praia que seja mais bonita e mais legal. Essa praia aqui é bonita DEMAIS, absurda. Pirei mil vezes. A Playa Ancón era a praia preferida do Hemingway…(e, de fato, quem ia discutir com ele?).
Esse esquema all-inclusive em Cuba é assim: você começa com um mojito, almoça um mojito e seis da tarde já está…mojito! hahaha.
Na verdade você acorda em dúvida se vai no mojito, na cuba libre ou na cerveja. Eu ia sempre na Bucanero, a cerveja local (esses drinks me enjoam um pouco no geral).

 

Ficamos 2 dias, mas, se eu soubesse, teria me planejado para ficar mais 1.

 

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Cuba, te quiero

Acho que é isso… Tem mais milhares de coisas, mas vc vai descobrir tudo por lá.
É uma viagem rica sobretudo de histórias e experiências. Foi lindo vivenciar um pouquinho da realidade deles e escutar diversos pontos de vista sobre vida, economia, sistema, educação, saúde, família, religião.
Achei muito importante ter lido muito coisa sobre o país antes de embarcar. Minha experiência foi outra exatamente porque eu já tava super contextualizada. Tem mil livros bons, indico muito A Ilha (do Fernando Moraes, o original é da década de 1980, mas tem uma versão atualizada dos anos 2000, tem em vários sebos), a Trilogia Suja de Havana (outro clássico), a biografia do Fidel (qualquer uma delas, tem que ler, a história dele é muito foda).
Aproveite para conversar com todo mundo: taxista, o cara da casa que você ficar, a pessoa da agência, o senhor que joga xadrez, o motorista do cocotaxi, o cara do cavalo, a moça que servir o café, etc. Rolam alguns golpes e eles pedem dinheiro o tempo todo, mas com o tempo você vai aprender a sair fora dessas ciladas. Mas só indo lá para entender como tudo funciona mesmo. Eu caí num golpe absurdo de um casal que pediu um mojito na nossa conta num bar e fugiu, deixou a gente com a conta pra pagar na tora. Fica esperto com esse povo puxando papo do além e querendo te levar pra beber num bar…. é um clássico de lá.
Mas é isso. Saudades demais de Cuba.

 

Tenho certeza que você vai embora querendo voltar.
🙂